Anos 80: canções nacionais com nomes de garotas - I
Por Roberto Rillo Bíscaro
Postado em 02 de setembro de 2016
Depois de três listas de canções oitentistas gringas com nomes de garotas (links pras matérias ao final desta), que tal relembrarmos algumas feitas no Brasil?
Ah, os primeiros anos do Kid Abelha & os Abóboras Selvagens... Do LP de estréia (1984), Alice (Não me Escreva Aquela Carta de Amor) tinha Paula Toller cantando sob perspectiva masculina, visto que o letrista principal era Leoni.
Na década de 80, dançávamos e nos emocionávamos com canções sobre o holocausto nuclear. Em 83, o Rádio Táxi estourou com Eva, versão do italiano Umberto Tozzi, sobre um casal que foge da Terra devastada numa astronave. (Quem lembra que sacaneávamos a letra, cantando "minha pequena égua"?)
Em 1984, Vinícius Cantuária homenageou Sílvia, filha de Chico Buarque de Holanda.
Em 86, os baianos do Camisa de Vênus lançaram Viva, registro de dum show em Santos (SP). O álbum também continha uma canção chamada Sílvia, mas, dessa feita o tom era bem diferente do da canção de Vinícius Cantuária! Claro que não foi feita pra filha de Chico.
Em 85, o Ultraje a Rigor tocou à exaustão. Uma das faixas de Nós Vamos Invadir Sua Praia é Zoraide, sobre uma pessoa que não quer namorar, pois quer variedade.
Que eu saiba a banda Grafite só teve um sucesso, versão da dupla italiana Ricchi e Poveri. Mama Maria (83) é sobre uma mãe que não deixa a filha sair sozinha com o namorado. Pros filhos de hoje jogarem na cara dos pais quando reclamarem que "hoje só tem porcaria". Mas, que é divertido, ah isso é!
Ainda em sua fase New Wave, os Titãs colocaram Dona Nenê em seu álbum Televisão (1985). É sobre uma senhora que desaparece num peg-pag (houve uma época em que supermercado era chamado assim, jovens! Mas nos anos 80 já falávamos supermercado).
Em 86, o Capital Inicial esteou com LP homônimo, que traz Fátima, letra do finado Renato Russo sobre os segredos da Nossa Senhora de Fátima.
Em 1985, Léo Jaime lançou Solange, versão de So Lonely, do Police. A mulher do título era a chefona da Censura Federal, responsável por trucidar trabalhos artísticos.
Em 89, os Inimigos do Rei fizeram sucesso com a gracinha sem graça Adelaide. Anos 80 no fim e no fundo do poço.
Fausto Fawcett é fascinado por loiras, daí seu sobrenome artístico, em homenagem a ex-pantera Farrah Fawcett. Em 87, sua Kátia Flávia, Godiva do Irajá que rouba carros de polícia, entrou pra trilha de novela global e tocou no país todo. Funk, rap, pop e a palavra "calcinha" contribuíram pro sucesso.
Em 1981, a Gang 90 & as Absurdetes chacinaram Christine, da Siouxsie and The Banshees.
Também de 81 e bem melhor é a História de Lili Braun, letra de Chico Buarque sobre uma cantora de cabaré que se casa e tem que abandonar a vida na ribalta.
Em 1984, anos antes de virar sinônimo de canção natalina torturante, Simone duetou com Chico Buarque, em Iolanda (Iólandaaa).
Em 87, os gaúchos do Nenhum de Nós estouraram nacionalmente com Camila, Camila, sobre uma adolescente agredida (pelo menos é o que acho...).
Em 84, Débora Bloch ganhou alguns prêmios como melhor atriz pelo filme Bete Balanço, sobre uma mineira que vai pro Rio tentar ser pop star. A canção-título era do Barão Vermelho.
Uma tia Josefina, louca, mas muito legal era a homenageada duma canção do Balão Mágico (1984), grupo-armação que se entupiu de sucesso por uns 3 anos, graças ao carisma de Simony e Cia. Todo mundo gravou com eles, do Dominó a Djavan, o que quer dizer muito, em vários sentidos!
Em 1983, quando alguém ficava nervosinho não era incomum ouvir um "calma, Betty, calma!", graças ao sucesso Betty Frígida, da Blitz, banda que imperou nas rádios e TVs na primeira metade da década.
Nem Sansão Nem Dalila foi título dum filme de Oscarito na década de 50 e em 86 deu nome a um rockão meio carnavalesco do Hanoi Hanoi (Duran Duran, Talk Talk...), em seu álbum de estreia.
Anos 80: canções nacionais com nomes de garotas
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