Iron Maiden: historiador revela os segredos Maias de The Book Of Souls
Por Igor Soares
Fonte: Iron Maiden 666
Postado em 26 de julho de 2015
O historiador britânico Simon Martin concedeu uma breve entrevista para a revista inglesa Metal Hammer, onde falou sobre a civilização Maia e seu trabalho por trás do conceito do novo álbum do Iron Maiden, The Book Of Souls.
Recrutado pelo Maiden para garantir que todos os aspectos da arte do novo álbum fossem representados fielmente na antiga língua e cultura Maia, Simon Martin vem se dedicando, nos últimos 30 anos, aos estudos sobre a história e o legado dos maias. O pesquisador foi o escolhido pela banda para fazer o meticuloso trabalho de traduzir os títulos das músicas em autênticos hieróglifos maias.
"Eu sou praticamente a única pessoa na Grã-Bretanha que faz isso, então eles não tiveram muita escolha", confessa Simon para Metal Hammer. "E me reuni com os representantes do Maiden e eles conversaram um pouco comigo sobre o conceito. Eles não queriam que fosse qualquer bobagem, eles queriam que fosse real, então foi por isso que eles vieram até mim."
"Muitas das palavras que compõem os títulos das músicas, não aparecem no sistema hieróglifo existente. São cerca de 500 sinais no sistema e apenas cerca de 150 delas são sílabas... o resto deles são palavras inteiras, por exemplo, a palavra "nuvens" aparece em uma das novas músicas do Maiden (Empire Of The Clouds) e nuvem poderia ser um sinal que retrata a palavra inteira, mas para a maioria dos títulos eu tive que usar sinais fonéticos para criar as palavras. O que eu fiz, foi basicamente traduzir os títulos em espanhol e depois para a língua maia, então acabamos com a gramática correta e uma tradução adequada para o maia, que poderia então ser transformada em hieróglifos", explicou o pesquisador.
Acima, hieróglifo Maia para "The Book Of Souls"
Este não é um álbum conceitual, no sentido tradicional, pois "O Livro das Almas" não retorna com frequência aos temas sugeridos pelo seu título e sustentados por sua deslumbrante arte. Como Simon aponta, o título do álbum não possui uma origem específica na cultura maia, mas a preocupação do Iron Maiden com o espírito humano e seu destino é certamente algo que os antigos maias teriam reconhecido e apreciado.
Simon fala mais sobre a crença dos Maias: "Eles acreditavam que as pessoas faziam uma longa viagem por toda a superfície da Terra até um submundo, onde eles então enfrentariam os deuses em uma batalha, antes que sua alma deixasse a terra e fosse para o céu. Então, como um título, é bastante apropriado para a cultura maia, mas a coisa toda é muito Iron Maiden também.
A chegada do novo álbum do Iron Maiden certamente vai inspirar muita gente a descobrir os mistérios da civilização Maia. Um visitante regular das antigas ruínas maias no Sul do México e em outros lugares na América Central, Simon Martin tem alguns conselhos para os fãs do Maiden que estão considerando seguir os seus passos: "Eu ganho um monte de picadas de insetos (risos). Existe um mundo bem diferente lá embaixo, a vida selvagem é incrível, é como entrar em um documentário do David Attenborough, e isso é muito especial. No geral, se você quer ir aos lugares mais remotos, sempre há algum tipo de estrada que foi apagada ou está coberta por arbustos, é aí então que você precisará de repelente para insetos, muita água e boas botas.
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