Bathory e Barbarian: álbuns sincronizam com filme Conan

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Por Matheus H. Guerra, Fonte: WAR METAL
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Vocalista Crom, da banda "Barbarian Warriors in Search of Wisdom", fez descoberta durante pesquisa sobre "Pink Floyd" e "O Mágico de Oz".

Os álbuns "Blood on Ice", de 1996 da banda sueca Bathory, e "Paganheart", de 2006 da banda brasileira Barbarian Warriors in Search of Wisdom sincronizam com o filme "Conan, o Bárbaro", de 1982, estrelado por Arnold Schwarzenegger e James Earl Jones.

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É o que afirma Crom Wisdom Worshipper, vocalista, guitarrista, flautista, tecladista e fundador, em 1995, da banda Barbarian Warriors in Search of Wisdom, de Heathen Folk Metal, mais conhecida hoje como "Barbarian".

Segundo Crom, o álbum conceitual Blood on Ice, do Bathory, sincroniza com o filme do Bárbaro Cimério ao pressionar o botão 'play' de um CD-player em 'pause' no frame da primeira cena da horda se aproximando da aldeia, na neve.

Já o álbum Paganheart, de sua banda, sincroniza acionando o play a partir do aparecimento do crédito "an Edward R. Pressman Production", bem no início do filme. Para quem quiser conferir, e tirar suas próprias conclusões, segue o video no canal do Barbarian Warriors in Search of Wisdom:

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"Há mais de uma década eu sempre ouço falar da sincronia entre o disco 'The Dark Side of the Moon' do Pink Floyd e o filme 'O Mágico de Oz', de 1939", relata Crom. "Assisti a este clássico quando criança, e sempre achei excepcional este maravilhoso álbum dos ingleses do Floyd. Já faz tempo que pesquiso sobre isso, mas só agora resolvi botar a mão na massa e comprovar por mim mesmo a sincronia".

Conforme o músico, esta sincronia de fato existe e seria "muito impressionante". Porém os integrantes do Pink Floyd sempre negaram que tivessem feito de propósito, e que seria pura coincidência, pois nem tecnologia para isso existia na época, em 1973.

"A partir daí, isso me inspirou a fazer alguns testes com outros CDs e outros filmes", prossegue Crom, "lembrei então que desde a primeira vez que escutei o Blood on Ice do Bathory, em meados de 1996/1997, logo de cara achei a introdução do álbum muitíssimo parecida com o início do primeiro filme do Conan, retratando uma horda de bárbaros invadindo uma aldeia," relembra.

"Mas até então nunca imaginei que o Quorthon, fundador do Bathory, em sua genialidade, pudesse ter composto o álbum inteiro exatamente em cima do filme!! Esse aí fez de propósito, tenho certeza! Uma pena mesmo ele não estar mais entre nós para confirmar. Talvez o grande 'Boss' poderia ter alguma informação a respeito", pondera Crom, referindo-se a Boss, produtor dos discos do Bathory, e lamentando o fato de Thomas "Quorthon" Forsberg ter falecido em junho de 2004.

Crom descreve que após descobrir essa relação entre o álbum "Blood on Ice" e o filme "Conan, o Bárbaro", juntando a isso o mistério em volta de "The Dark Side of the Moon & O Mágico de Oz" seus questionamentos multiplicaram-se ainda mais.

"Minha cabeça 'fritou'! Eu me perguntava como seria possível o Pink Floyd não ter feito de propósito a sincronia com o Mágico de Oz? Sendo que as sincronias e coincidências são tantas e inúmeras que fica difícil de acreditar que não foi intencional! Então pensei que a única forma de fazer um teste para comprovar que eles estão dizendo a verdade seria pegar um CD 'aleatório' com um filme 'aleatório' e conseguir algum tipo de sincronia ao acaso. A primeira coisa que me veio na cabeça foi o meu próprio CD Paganheart, pois ele eu tenho certeza de que não o compus para sincronizar com nenhum longa-metragem. Como já estava com filme do Conan ali na mão, foi só juntar as peças do quebra-cabeça...", relembra, acrescentando que foram feitos dois testes de sincronia.

Paganheart & Conan, o Bárbaro

O primeiro teste teria sido realizado ao acionar o play no primeiro frame onde aparece a frase do filósofo Nietzsche "That whith does not kill us makes us stronger" (Aquilo que não nos mata nos torna mais fortes), frase essa que coincidentemente, mas por influencia sim da Filosofia e do filme, está estampada no encarte do álbum Paganheart.

Num segundo teste, Crom obteve algumas sincronias interessantes acionando o play em outro momento, como pode ser visto no vídeo acima.

Ainda de acordo com o fundador do Barbarian, algumas sincronias e coincidências curiosas entre seu disco e o filme já começam no início da obra. Os ventos da faixa de introdução A Day in a Medieval Storm (The Arrival of Darkgrey Clouds) [Trad. Um dia numa Tempestade Medieval - A Chegada de Escuras Nuvens Cinzentas] combinam com as nuvens durante a conversa do jovem Conan com seu pai. E a faixa acabaria exatamente na mudança para a cena de batalha, sendo que trechos da faixa 2 falam sobre... hordas indo para batalhas!

No Paganheart, assim como nos álbuns do Pink Floyd e do Bathory, estes seriam apenas alguns exemplos, mas ainda segundo Crom "deve existir muito mais. Tenho certeza que muita coisa ainda não descobri. Mas no Paganheart & Conan, algumas das sincronias que mais me impressionaram foi no momento em que Thulsa Doom decepa a cabeça da mãe do Conan, e na sequência as crianças escravas marcham na mesma batida dos tambores da faixa 3, a música Dies in Tempestate Medievali (Riding into the Forest) [Trad. Do Latim e inglês: Um Dia numa Tempestade Medieval - Cavalgando para a Floresta].

Outro trecho interessante, como relata o vocalista, seria no final da Thaldoma, a faixa 8, onde há um canto bastante prolongado num único fôlego. É algo meio hipnótico na gravação, e é exatamente o que acontece no mesmo momento do filme. O vilão Rexor realiza um ritual hipnótico, levando a vítima ao transe para facilitar seu sacrifício, sendo que ela pula no poço da cobra ao mesmo tempo em que a música termina.

E algumas surpresas ficaram reservadas para a faixa 4, a Circle on the Stone (trad. Círculo na Pedra). No instante em que Crom canta "Moon, winds" (Lua, ventos) aparece a imagem da Lua sob nuvens esvoaçadas ao vento.

Depois, outra surpresa quando a música toca pela segunda vez durante o filme (em todos os 3 casos citados é preciso colocar o CD-Player no modo "repeat album"). O momento em que a letra da música fala sobre o fogo sincroniza com a cena em que Conan leva o corpo da guerreira Valéria para ser cremado na Pira Funerária Ritual.

"Mais que isso", alerta Crom, "neste trecho a letra de Circle on the Stone diz o seguinte: 'Oh fire, majestic fire, through thee, Nature renews itself - Oh fogo, majestoso fogo, por ti a Natureza se renova' Estes versos fazem referência ao princípio de I.N.R.I. descrito no ocultismo".

INRI em latim significa Igne Natura Renovatur Integra: "Pelo Fogo a Natureza se Renova Inteiramente". E é exatamente o que acontece na cena da pira funerária de Valéria. Das cinzas as cinzas, do pó ao pó.

Blood on Ice: letras e referências

Voltando ao álbum Blood on Ice, do Bathory, para comprovar sua teoria, o fundador do Barbarian afirma que nas letras do álbum Blood on Ice, Quorthon faz referências quase que explícitas ao filme do Cimério, como na cena em que Conan depara-se com uma bruxa da floresta, na música "The Woodwoman". A primeira fala da personagem seria quase a mesma da primeira frase da letra: "Resting by my fire..."(descançando ao meu fogo).

Assim como no exato momento em que a mesma bruxa se transforma em uma espécie de estrela ou um pequeno meteoro, Quorthon canta "Dust of a star fallen from the sky" (A poeira de uma estrela caída do céu).

Outra referência direta seria na cena em que Conan e seu parceiro Subotai estão no poço de uma cobra gigante, onde Quorthon canta "...in the pit of the Snake" (trad. ...no poço da cobra) durante a faixa "Gods of Thunder, of Wind and of Rain".

"Essas seriam apenas algumas referências dentre inúmeras", relata Crom. "Pode ser até que outros álbuns do Bathory, talvez os Nordland I e II, também sincronizem com filmes do Conan, ou com outros filmes, quem sabe?", questiona. "Já com o meu álbum a coisa foi um pouco diferente, pois nenhuma sincronia desse tipo foi feita intencionalmente", compara. "Os outros ex-integrantes como o baixista Schmied e o baterista Grimorkh, que também fizeram parte do álbum Paganheart, são testemunhas disso".

Depois dessa experiência, Crom diz ser possível acreditar que os integrantes do Pink Floyd podem estar dizendo a verdade ao negarem que a sincronia com o Mágico de Oz foi intencional.

E por fim, haveria mais uma coincidência. Outro fato curioso são estas descobertas e sincronias virem à tona na noite de 18 para 19 de Fevereiro, no mesmo mês em que o escritor Robert E. Howard criou seu personagem mais famoso, Conan, o Bárbaro, em Fevereiro de 1932.

Agora em Fevereiro de 2013, sua maior criação completou exatos 81 anos. "Já pesquisei muito, consultei, li os livros e trechos relevantes de sua biografia, algumas cartas publicadas, perguntei a fóruns, mas ninguém no mundo parece saber o dia exato em que o grande Howard teve a ideia de criar o cimério, numa misteriosa viagem à fronteira dos EUA com o México", conclui Crom, acrescentando que desde sua infância até a criação de sua banda, as histórias da Era Hiboriana de Conan, o Bárbaro, assim como o Bathory são com certeza grandes influências musicais e literárias para o Barbarian Warriors in Search of Wisdom.




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Sobre Matheus H. Guerra

Mineiro de Belo Horizonte, 25 anos, apreciador do verdadeiro metal desde os 16 anos de idade iniciou sua vida musical como guitarrista da banda Mist Descendants, onde saiu após dois anos para se dedicar a outros projetos, hoje é guitarrista e vocalista das bandas Dark opus e Crux Cullum, contribui com a cena metal sendo editor dos blogs WAR METAL e WAR METAL AGENDA organiza shows em BH, tais como WAR METAL e junto a produtora União Headbangers foi um dos responsáveis pela apresentação do HORNA em BH no DESTROYER FESTIVAL em outubro de 2011 e WAR METAL II em dezembro do mesmo ano.

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