Diamond Head: com novo disco sólido, lenda da NWOBHM segue viva

Resenha - Coffin Train - Diamond Head

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Por Ricardo Seelig
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

O Diamond Head deve muito da sua posição no imaginário heavy metal ao Metallica. A banda norte-americana regravou "Am I Evil?", "Helpless", "It's Electric" e "The Prince" ao longo da carreira, sempre falou da influência do grupo inglês em seu som e foi fundamental para que o status de nome cult da New Wave of British Heavy Metal fosse aplicado ao Diamond Head.

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Do outro lado da moeda, a banda liderada pelo guitarrista Brian Tatler construiu uma carreira irregular, com pausas ao longo de sua trajetória que dificultaram um crescimento que poderia ter sido maior e mais consistente.

"The Coffin Train" é apenas o oitavo álbum de uma carreira iniciada há 43 anos, em 1976. O disco é o sucessor do auto-intitulado trabalho que saiu em 2016 e marcou o retorno dos caras com material inédito, após quase uma década sem lançar nada. "The Coffin Train" traz dez faixas e acabou de ser lançado no Brasil pela Hellion Records. Dean Ashton, baixista do quinteto desde 2016, faz a sua estréia em estúdio aqui. Completam o time o vocalista Rasmus Andersen, o guitarrista Andy Abberley e o baterista Karl Wilcox.

Aclamado pela crítica lá fora - o Consequence of Sound apontou o trabalho como melhor do grupo desde a clássica estréia com "Lightning the Nations", de 1980 -, "The Coffin Train" é um disco sólido e que traz o Diamond Head transitando entre o hard e o metal, com algumas pisadas no progressivo. O trabalho de guitarras é o destaque, com canções predominantemente mais cadenciadas e aquela aura NWBOHM sempre bem-vinda.

Pessoalmente, gostei de faixas como "Belly of the Beast" (é fácil imaginar como essa ficaria em uma improvável regravação do Metallica, por exemplo), o clima on the road de "The Messenger", "Death by Design" e, principalmente, a ótima "The Sleeper", pra mim o melhor momento do álbum, com excelentes vocais e um arranjo ascendente e épico.

Um retorno digno de uma das bandas mais cultuadas do metal oitentista. Vale conferir.




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Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor da Collectors Room - www.collectorsroom.com.br - e colabora com o Whiplash.Net desde 2004.

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