Amon Amarth: discografia ganha mais uma ótima aquisição
Resenha - Berserker - Amon Amarth
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collector's Room
Postado em 18 de junho de 2019
Chegando ao seu décimo-primeiro álbum, o Amon Amarth lançou no início de maio "Berserker", sucessor do sólido "Jomsviking" (2016). O disco marca a estreia em estúdio do baterista Jocke Wallgren (ex-October Tide e Valkyrja, entre outros), que entrou na banda em 2016 substituindo Fredrik Andersson.
Expoente máximo do viking metal, o quinteto sueco batizou o novo álbum em uma referência aos berserker, linhagem de guerreiros nórdicos associados a Odin, o Pai de Todos, e cuja selvageria em batalha era lendária, uma espécie de frenesi insano que os lançava contra as linhas inimigas.
O disco foi produzido por Jay Ruston (Anthrax, Stone Sour, Killswitch Engage) e traz 12 faixas espalhadas por pouco menos de 1 hora de duração. Musicalmente, temos a banda partindo do terreno de sempre – o death metal melódico – e o adornando com melodias que possuem uma raiz mais antiga, inspirada na cultura viking. A energia é uma constante, assim como a agressividade, que advém principalmente do ótimo vocal de Johan Hegg. As guitarras da dupla Olavi Mikkonen e Johan Söderberg trabalham com uma precisão e um entrosamento incrível, enquanto Wallgren mostra serviço ao lado do baixista Ted Lundström na cozinha. O grupo sabe alternar dinâmicas durante as músicas, fazendo com que elas tenham momentos de maior velocidade com outros mais cadenciados, recurso esse que já se provou pra lá de eficiente ao longo dos anos.
Entre as músicas destaque para as harmonias de guitarra de "Crack the Sky", a matadora "Mjolner, Hammer of Thor" (com cara de futuro clássico), o clima de hino de batalha de "Shield Wall", as melodias de "Raven’s Flight" (escolhida como primeiro single não por acaso), o clima épico e os coros de "Ironside" e as guitarras maidenianas de "When Once Again We Can Set Our Sails".
Merecem atenção também as aventuras por caminhos mais lentos e que contrastam com a velocidade onipresente nas demais composições, e que podem ser ouvidos em "The Berserker at Stamford Bridge" e "Into the Dark". Essas duas faixas acrescentam um pouco mais de variedade ao tracklist, tornando-o ainda mais forte. Esse é um aspecto importante, pois o death melódico, quando feito sem a dose de talento que o Amon Amarth sempre demonstrou, possui a tendência de soar invariavelmente repetitivo, reciclando fórmulas e apostando sempre na mesma receita. A banda foge dessa armadilha em todas as composições do álbum, mostrando que ainda tem muito a dizer e acrescentar.
"Berserker" é um disco sólido e competente, que mantém o alto nível que o Amon Amarth sempre demonstrou em toda a sua carreira. Uma bela aquisição a uma das melhores discografias do metal.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A canção que, para Bono, traz "tudo o que você precisa saber sobre música"
The Troops of Doom une forças a músicos de Testament e Jota Quest em versão de "God of Thunder"
O supergrupo que tinha tudo pra estourar num nível Led Zeppelin, mas foi sabotado pela gravadora
Em número menor, Crypta fará apresentações simbólicas pelo Brasil em 2026
Novo disco do Exodus conta com participação de Peter Tägtgren, do Hypocrisy
O clássico do Pink Floyd que David Gilmour não toca mais por ser "violento demais"
Com filho de James Hetfield (Metallica) na bateria e vocal, Bastardane lança novo single
As 10 maiores bandas da história do power metal, segundo o Loudwire
Alissa White-Gluz lança clipe de "Checkmate", novo single do projeto Blue Medusa
A melhor música de "The X Factor", do Iron Maiden, segundo o Loudwire
Trailer de documentário do Iron Maiden mostra músicos do Anthrax, Metallica e Public Enemy
Os melhores álbuns de rock e metal lançados nesta década, segundo o Loudwire
A atitude dos Titãs que fez Fernando Gabeira se levantar e ir embora de um show
Ex-esposa detona pedido de casamento de James Hetfield: "Ele abandonou sua família"
As duas bandas consagradas que Robert Plant detonou: "Que porcaria rimada é essa?


Amon Amarth quer vocalistas do Grand Magus e Halestorm no próximo álbum
Iron Maiden: "The Book Of Souls" é uma obra sem precedentes


