Amon Amarth: Hinos de guerra, canções de amor
Resenha - Jomsviking - Amon Amarth
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collector's Room
Postado em 01 de julho de 2016
Há um problema sério com "Jomsviking", décimo álbum da banda sueca Amon Amarth: a partir do momento em que você decide dar o play em "First Kill", primeira faixa, é praticamente impossível pausar a audição até chegar em "Back on Northern Shores", a última do disco.
Produzido por Andy Sneap, um dos maiores e mais prolíficos produtores do metal contemporâneo, "Jomsviking" é o primeiro álbum conceitual do Amon Amarth e tem como tema a história de um guerreiro apaixonado por uma garota já casada com outro cara. No meio do caminho o personagem principal mata acidentalmente um homem e precisa fugir para longe, mas jura retornar e reconstruir sua vida ao lado de sua paixão. Uma trama que caberia muito bem em um filme meloso da Sessão da Tarde, mas que aqui ganha a leitura e abordagem de uma das mais importantes bandas do death metal melódico atual, e o principal nome do que podemos chamar de metal viking.
Cachoeiras de melodia são despejadas em cada uma das onze faixas, sempre acompanhadas por riffs grudentos, linhas vocais inspiradas e refrãos feitos na medida para serem cantados juntos pela apaixonada e crescente legião de fãs do grupo.
No geral, trata-se de um disco muito homogêneo, com uma sonoridade até certo ponto acessível para quem já amaciou os ouvidos pelos caminhos da música pesada. Vou correr o risco de ser apedrejado e mal entendido, mas vamos lá: o Amon Amarth faz em "Jomsviking" algo meio parecido com o que os seus conterrâneos do Arch Enemy fizeram a partir do momento em adicionarem Angela Gossow ao line-up. Disco a disco, um passo de cada vez, o Arch Enemy foi aprimorando uma fórmula sonora eficiente que conseguiu manter as características intrínsecas do death metal ao mesmo tempo em que inseria elementos que tornavam a sua música mais palatável para uma parcela maior do público. O Amon Amarth segue raciocínio semelhante.
Esse elemento apaziguador é o mesmo: a melodia, responsável por tornar a sonoridade tanto do Amon Amarth quanto do Arch Enemy mais degustáveis de maneira imediata para quem nunca teve contato com o trabalho de ambas as bandas, mas com sutileza suficiente para não afastar os admiradores já conquistados nos anos anteriores. E, convenhamos, conseguir equilibrar esses dois lados da balança é uma tarefa dificílima.
O fato é que "Jomsviking", como dito lá no primeiro parágrafo, é um disco inspirado e contagiante, repletos de hinos de guerra e canções de amor, daqueles que você começa ouvindo no volume 10 e encerra no 40. Uma audição não apenas gostosa, mas capaz de transmitir um entusiasmo genuíno nos corações e mentes de todo fã de heavy metal.
Discos assim são raros. E "Jomsviking" é um deles. Aproveite!
Outras resenhas de Jomsviking - Amon Amarth
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Em número menor, Crypta fará apresentações simbólicas pelo Brasil em 2026
Com filho de James Hetfield (Metallica) na bateria e vocal, Bastardane lança novo single
Festival terá Angra tocando "Holy Land" e Stratovarius com set só de músicas dos anos 1990
Trailer de documentário do Iron Maiden mostra músicos do Anthrax, Metallica e Public Enemy
Quando Frank Zappa interrompeu um show para elogiar um músico; "Nada mal, garoto"
A canção clássica do Rush que foi gravada com um erro de Neil Peart
O clássico do Pink Floyd que David Gilmour não toca mais por ser "violento demais"
Os 79 músicos que dividiram palco com Metallica e deixaram James Hetfield "bem nervoso"
Ex-esposa detona pedido de casamento de James Hetfield: "Ele abandonou sua família"
Andi Deris entende ser o momento certo para o Helloween lançar um novo "Keepers"
Geoff Tate rasga elogios a Todd La Torre, seu substituto no Queensryche; "Um cantor maravilhoso"
A música que Angus Young diz resumir o AC/DC; "a gente estava ralando, fazendo turnê demais"
Rock in Rio anuncia lineup dos palcos principais nas duas noites voltadas ao rock
As duas bandas consagradas que Robert Plant detonou: "Que porcaria rimada é essa?
Suzi Quatro descobre que há mais de 50 anos vinha agindo "fora da lei"!


Amon Amarth quer vocalistas do Grand Magus e Halestorm no próximo álbum


