Amon Amarth: Hinos de guerra, canções de amor

Resenha - Jomsviking - Amon Amarth

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Ricardo Seelig, Fonte: Collector's Room
Enviar correções  |  Comentários  | 

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Há um problema sério com "Jomsviking", décimo álbum da banda sueca Amon Amarth: a partir do momento em que você decide dar o play em “First Kill”, primeira faixa, é praticamente impossível pausar a audição até chegar em “Back on Northern Shores”, a última do disco.

861 acessosAmon Amarth: confira o videoclipe de "The Way Of Vikings"5000 acessosAC/DC: setlist, fotos e vídeos do show arrasador com Axl Rose

Produzido por Andy Sneap, um dos maiores e mais prolíficos produtores do metal contemporâneo, "Jomsviking" é o primeiro álbum conceitual do Amon Amarth e tem como tema a história de um guerreiro apaixonado por uma garota já casada com outro cara. No meio do caminho o personagem principal mata acidentalmente um homem e precisa fugir para longe, mas jura retornar e reconstruir sua vida ao lado de sua paixão. Uma trama que caberia muito bem em um filme meloso da Sessão da Tarde, mas que aqui ganha a leitura e abordagem de uma das mais importantes bandas do death metal melódico atual, e o principal nome do que podemos chamar de metal viking.

Cachoeiras de melodia são despejadas em cada uma das onze faixas, sempre acompanhadas por riffs grudentos, linhas vocais inspiradas e refrãos feitos na medida para serem cantados juntos pela apaixonada e crescente legião de fãs do grupo.

No geral, trata-se de um disco muito homogêneo, com uma sonoridade até certo ponto acessível para quem já amaciou os ouvidos pelos caminhos da música pesada. Vou correr o risco de ser apedrejado e mal entendido, mas vamos lá: o Amon Amarth faz em "Jomsviking" algo meio parecido com o que os seus conterrâneos do Arch Enemy fizeram a partir do momento em adicionarem Angela Gossow ao line-up. Disco a disco, um passo de cada vez, o Arch Enemy foi aprimorando uma fórmula sonora eficiente que conseguiu manter as características intrínsecas do death metal ao mesmo tempo em que inseria elementos que tornavam a sua música mais palatável para uma parcela maior do público. O Amon Amarth segue raciocínio semelhante.

Esse elemento apaziguador é o mesmo: a melodia, responsável por tornar a sonoridade tanto do Amon Amarth quanto do Arch Enemy mais degustáveis de maneira imediata para quem nunca teve contato com o trabalho de ambas as bandas, mas com sutileza suficiente para não afastar os admiradores já conquistados nos anos anteriores. E, convenhamos, conseguir equilibrar esses dois lados da balança é uma tarefa dificílima.

O fato é que "Jomsviking", como dito lá no primeiro parágrafo, é um disco inspirado e contagiante, repletos de hinos de guerra e canções de amor, daqueles que você começa ouvindo no volume 10 e encerra no 40. Uma audição não apenas gostosa, mas capaz de transmitir um entusiasmo genuíno nos corações e mentes de todo fã de heavy metal.

Discos assim são raros. E "Jomsviking" é um deles. Aproveite!

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Outras resenhas de Jomsviking - Amon Amarth

5000 acessosAmon Amarth: Os Vikings ficariam orgulhosos com esse novo álbum

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Mais comentários na Fanpage do site, no link abaixo:

Post de 01 de julho de 2016

Amon AmarthAmon Amarth
Show quase não acontece, mas é um sucesso

861 acessosAmon Amarth: confira o videoclipe de "The Way Of Vikings"482 acessosAmon Amarth: Twilight of the Thunder God ganha nova edição nacional0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Amon Amarth"

Amon Amarth e AbbathAmon Amarth e Abbath
Bandas visitam o cristo redentor

Metal suecoMetal sueco
Site elege as dez melhores bandas da Suécia

Amon AmarthAmon Amarth
"É impossível viver de música hoje em dia"

0 acessosTodas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDs0 acessosTodas as matérias sobre "Amon Amarth"

AC/DCAC/DC
Setlist, fotos e vídeos do show arrasador com Axl Rose

PsicografiaPsicografia
Uma suposta carta do espírito de Cássia Eller

MetallicaMetallica
Os fantasticos carros de James Hetfield

5000 acessosSlipknot: Corey Taylor abandona os palcos se o Guns se reunir5000 acessosSlipknot: Demissão de Joey Jordison foi a decisão mais difícil da carreira5000 acessosMotorhead: Lemmy fala sobre ser solteiro para sempre5000 acessosGuns N' Roses: Axl sempre soube o valor da banda5000 acessosDizzy Reed: "Essa formação do GN'R é a melhor de todas"5000 acessosRob Halford: "Talvez eu seja o único Gay vocalista de Metal"

Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor da Collectors Room - www.collectorsroom.com.br - e colabora com o Whiplash.Net desde 2004.

Mais matérias de Ricardo Seelig no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online