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Queens of the Stone Age: cool e sombrio, um dos melhores do ano

Resenha - Like Clockwork - Queens of the Stone Age

Por Thiago El Cid Cardim
Em 06/06/13

Definitivamente, não existe um gênero mais cheio de trincheiras dentro de suas próprias fronteiras do que o rock. São tantas as desavenças entre os representantes e fãs de suas dezenas de subgêneros que a gente até se perde – é o punk que acha o headbanger pouco politizado, o headbanger que acha o indie fofinho demais, o indie que acha os pops um bando de vendidos ao mainstream. Com uma quantidade tão grande de rótulos, é difícil agradar a todos sendo apenas e tão somente uma banda de rock. Rock ‘n roll puro e simples, sabe? Um dos poucos nomes contemporâneos que ainda consegue ser melhor sucedido nesta façanha é a trupe de Josh Homme, que atende pelo nome de Queens of the Stone Age. O som é rasgado e sem frescuras, garageiro, sabendo mesclar na dose certa peso e melodia e conseguindo agradar uma audiência bastante heterogênea, que mistura punks, bangers, indies e mesmo aqueles que buscam um bom hit radiofônico. Seu sexto álbum de estúdio, "…Like Clockwork", o primeiro a ter participação completa do baixista Michael Shuman e do tecladista/guitarrista Dean Fertita no processo de composição, tem rigorosamente todos estes elementos, marcado pela assinatura sonora própria dos caras. Mas tem, digamos, um pouco mais.

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"…Like Clockwork" começou a nascer depois que Homme, líder da banda, acabou de cama por quatro meses graças à complicações em uma cirurgia de rotina no joelho. Acometido por uma depressão profunda, convidou os colegas de banda a se juntarem a ele em uma jornada rumo a composições com um caráter um pouco mais sombrio. Logo depois, com o relançamento de seu primeiro disco de estúdio, "Queens of the Stone Age" (1998), e a subsequente turnê na qual a bolacha inaugural foi executada na íntegra, o próprio Homme afirma ter reencontrado o gosto pela música, fazendo com que o seu primeiro disco tenha sido definitivo para forjar (e entender) o mais recente. Assim sendo, "…Like Clockwork" é puro Queens of the Stone Age só que, como a capa do tipo "filme de terror das antigas" já adianta, é mais estranho, mais obscuro, mais denso. Por que não dizer, talvez, até mais maduro. E, ainda assim, bastante sedutor. Uma amiga confessa que nunca ouviu Homme, uma espécie de galã das roqueiras alternativas, cantar de maneira tão provocante. Confesso, por mais que seja homem e goste de garotas, que ela tem toda a razão. Conforme os góticos sempre souberam, a escuridão também pode ser bastante envolvente.

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Com a saída de Joey Castillo, que toca em apenas quatro músicas, Homme foi obrigado a recorrer ao eterno camarada Dave Grohl, do Foo Fighters, para assumir as baquetas em pelo menos seis das dez canções, reeditando a parceria de "Songs for the Deaf". Mas ele não é a única estrela em um álbum que parece ter sido o resultado de uma bem-sucedida sessão de ligações em uma desejada caderneta de telefones. A faixa de abertura, a climática "Keep Your Eyes Peeled", é um bom resumo do que se trata o disco como um todo, com um baixo reverberando poderosamente enquanto Homme divide os vocais com a voz doce de Jake Shears, vocalista do Scissor Sisters. Já na curta canção que atende pelo sintomático nome de "Fairweather Friends", uma das mais fortes do disco, Homme tempera com riffs de guitarra a la anos 70, quase psicodélicos, uma coleção de vocalistas dos mais diversos: Trent Reznor (Nine Inch Nails), Nick Oliveri (ex-baixista do QOSTA, aquele mesmo que subiu peladão no palco do Rock in Rio 3), o rouco Mark Lanegan (Screaming Trees) e até, pasmem, Elton John, que dedilha seu piano ao longo da música. Outro grande momento do CD, a tortuosa "If I Had a Tail" – e grudenta – traz ao lado de Homme seu jovem pupilo Alex Turner (Arctic Monkeys).

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Sinto que, para definir "…Like Clockwork", preciso concordar com a maior parte dos meus colegas críticos, o que não é algo lá muito comum. Estamos diante de um álbum ao mesmo tempo muscular e envolvente, complexo mas repleto de harmonias que ajudam a torná-lo cool, cheio de estilo, único, gostoso de ouvir do início ao fim. Um discaço de rock moderno e que, na opinião deste que vos escreve, tem entrada garantida na lista de melhores do ano até o momento.

Tracklist:
Keep Your Eyes Peeled
I Sat by the Ocean
The Vampyre of Time and Memory
If I Had a Tail
My God Is the Sun
Kalopsia
Fairweather Friends
Smooth Sailing
I Appear Missing
…Like Clockwork

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Line-up:
Josh Homme – Vocal/guitarra
Troy Van Leeuwen – Guitarra
Dean Fertita – Teclados
Michael Shuman – Baixo

Participações especiais
Dave Grohl – Bateria (Faixas 3, 4, 5, 7, 8, 9)
Joey Castillo – Bateria (Faixas 1, 2, 3, 6)
Jon Theodore – Bateria (Faixa 10)
Nick Oliveri – Vocal (Faixas 4, 7)
Mark Lanegan – Vocal (Faixas 4, 7)
Alex Turner – Vocal e guitarra (Faixa 4)
Trent Reznor – Vocal (Faixas 6, 7)
Jake Shears – Vocal (Faixa 1)
Elton John – Vocal e piano (Faixa 7)

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Sobre Thiago El Cid Cardim

Thiago Cardim é publicitário e jornalista. Nerd convicto, louco por cinema, séries de TV e histórias em quadrinhos. Vegetariano por opção, banger de coração, marvete de carteirinha. É apaixonado por Queen e Blind Guardian. Mas também adora Iron Maiden, Judas Priest, Aerosmith, Kiss, Anthrax, Stratovarius, Edguy, Kamelot, Manowar, Rhapsody, Mötley Crüe, Europe, Scorpions, Sebastian Bach, Michael Kiske, Jeff Scott Soto, System of a Down, The Darkness e mais uma porrada de coisas. Dentre os nacionais, curte Velhas Virgens, Ultraje a Rigor, Camisa de Vênus, Matanza, Sepultura, Tuatha de Danaan, Tubaína, Ira! e Premê. Escreve seus desatinos sobre música, cinema e quadrinhos no www.observatorionerd.com.br e no www.twitter.com/thiagocardim.

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