Alex Turner: EP de estreia carece de fôlego e ambição
Resenha - Submarine - Alex Turner
Por Paulo Finatto Jr.
Postado em 19 de agosto de 2011
Os dois anos que se passaram entre "Humbug (2009) e "Suck It and See" (2011) foram extremamente proveitosos para os integrantes do ARCTIC MONKEYS. O grupo, que conquistou o rótulo de maior fenômeno do rock inglês após o álbum "Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not" (2006) atingir o topo das paradas do mundo inteiro, possui uma série de outros projetos paralelos em andamento. Entre as principais ideias colocadas em prática, a carreira de ALEX TURNER parece assumir a dianteira como a mais importante. O EP "Submarine" é a primeira investida individual do vocalista/guitarrista – mas infelizmente não consegue se impor.
Arctic Monkeys - Mais Novidades

Embora muitos considerem valiosa a sonoridade própria de "Submarine", praticamente em uma vertente oposta às características mais cruas da banda de referência, o jovem músico inglês pouco consegue empolgar os ouvintes em cerca de vinte minutos de música. O álbum, escrito para funcionar como trilha sonora do filme de mesmo nome assinado por Richard Ayoade (que dirigiu vários dos videoclipes do ARTIC MONKEYS), simplesmente não funciona como deveria, apesar ser estar recheado por boas ideias. O andamento claramente intimista, com músicas acústicas e/ou cadenciadas, abdica das melhores referências do indie rock de outrora para dar às composições de ALEX TURNER uma cara que realmente não possui. De qualquer modo, o disco conquistou críticas extremamente positivas no Reino Unido, mesmo diante dessa controvérsia palpitante.
Porém, pelo menos um recado interessante "Submarine" deixa para os fãs do ARCTIC MONKEYS. O prestigiado vocalista/guitarrista da banda – que sempre foi apontado como a referência criativa dentro do grupo – não só escreveu as cinco músicas que compõem o disco como ainda executou absolutamente todos os instrumentos presentes na obra. Pode até ser que o guitarrista Bill Ryder-Jones (ex-THE CORAL) acompanhe ALEX TURNER em duas das faixas, mas a sua posição é de coadjuvante aqui. Depois da curtíssima faixa introdutória "Stuck on the Puzzle" (que vai ser retomada mais adiante), apenas voz e violão contornam "Hiding Tonight", que não ultrapassa a marca de três minutos de extensão (como todas as outras composições). Por mais que não soe problemática, o clima cadenciado – praticamente arrastado – em nada parece capaz de empolgar os que admiram os discos nervosos do ARCTIC MONKEYS. Por outro lado, "Glass in the Park" possui arranjos rapidamente mais complexos e satisfatórios se comparados na ponta do lápis com a proposta anterior.
Embora extremamente eficiente como trilha sonora para o filme homônimo, falta fôlego e ambição para "Submarine" despontar como uma estreia coesa e impactante. No entanto, o resultado apenas mediano atingido pelo disco é uma consequência direta do que ALEX TURNER proporciona na acústica "It’s Hard to Get Around the Wind": a música destaca a ausência de um contorno verdadeiramente vibrante. Porém, "Stuck on the Puzzle" pode ser mencionada como a grande faixa do EP, justamente por caminhar por um caminho diferenciado se comparado com a anterior. As guitarras – mesmo que cadenciadas – evidenciam um rumo muito mais interessante e melhor arranjado.
Do mesmo modo, o encerramento com "Piledriver Waltz" mostra como o debut de ALEX TURNER poderia encontrar consequências mais agradáveis, justamente pela tentativa de incluir poucas – mas marcantes – referências do rock/folk. Por ser muito homogêneo na sua tentativa de soar intimista, "Submarine" fica em cima do muro entre o bom e o ruim. Os (poucos) momentos de destaque do disco aparecem ofuscados pela ausência da ousadia extremamente marcante do ARCTIC MONKEYS – e impossível de ser dissociada da carreira solo do seu vocalista/guitarrista. O resultado é mediano e deve dividir inclusive a opinião dos fãs mais fervorosos da banda inglesa.
Track-list:
01. Stuck on the Puzzle (Intro)
02. Hiding Tonight
03. Glass in the Park
04. It’s Hard to Get Around the Wind
05. Stuck on the Puzzle
06. Piledriver Waltz
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A melhor música do Alice in Chains, na opinião de Max Cavalera
Bon Jovi realiza primeiro show oficial da nova turnê após quatro anos
5 músicas de heavy metal que até quem não gosta conhece
Eddie Vedder toma banho de cerveja belga em eliminação americana da Copa
5 músicas de rock que tocaram tanto que o brasileiro não aguenta mais ouvir
A banda dos anos 1980 que acabou e nunca utilizou nostalgia dos fãs para lucrar
U2 lança "Street Of Dreams" e inicia nova fase com primeiro álbum inédito em nove anos
Membros do Mastodon abrem os corações ao falar sobre perda de Brent Hinds
As 20 melhores músicas do metal moderno, segundo o WatchMojo
O show que fez a cabeça de Jimmy Page em 1965; "mudou minha forma de enxergar a música"
Baixista do Napalm Death ficava triste quando ouvia Alice in Chains
Accept lança versão de "Balls to the Wall" com Rob Halford, Matthias Jabs e Rex Brown
O grupo feminino que Roger Waters despreza por considerar o fundo do poço do gosto musical
A banda "fria e arrastada" que Dave Grohl considera uma das maiores ao vivo
U2 disponibiliza novo single e videoclipe, "Street of Dreams"
Kerry King explica por que não assumiu o posto de guitarrista do Megadeth
O hit do Sepultura que é resposta de Andreas Kisser para "Sad But True" do Metallica

Brasileiro Puukkojunkkari faz ótimo punk/hardcore extremo cantando em finlandês
A Arquitetura da Fé e da Melodia - Michael Sweet Transmite Paz em "The Master Plan"
Headhunter DC - Death Metal como arma, identidade e resistência
Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos



