Dream Theater: trechos de apresentações ao redor do mundo

Resenha - Chaos In Motion - Dream Theater

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Por Doctor Robert
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Mais uma turnê, mais um DVD ao vivo. Essa tem sido a tônica do Dream Theater nesta década, desde a entrada de Jordan Rudess no posto de tecladista. De lá pra cá, tivemos a banda alternando, em seus novos registros de estúdio, momentos muito bons, alguns excelentes, e outros que deixaram bem a desejar. Já sobre os lançamentos ao vivo, a coisa muda um pouco de figura...
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O Dream Theater tem sempre tentado manter um certo padrão de qualidade nos lançamentos de seus DVDs e CDs que marcam o registro de suas turnês, em momentos especiais diversos, como o longo show de “Metropolis 2000”, o show do Budokan, a apresentação com orquestra no Radio City Music Hall, em Nova York... e sempre gravando shows na íntegra.

Aqui, Mike Portnoy e cia. resolveram captar trechos de várias apresentações ao redor do mundo e brindar os fãs com algumas canções que nem sempre costumam tocar. É o caso por exemplo de “Blind Faith”, do álbum “Six Degrees Of Inner Turbulence”, ou da baladona “Surrounded”, de “Images and Words” (com direito a uma citação do solo de “Mother”, do Pink Floyd). Há ainda “Scarred” (do clássico “Awake”) e a ótima “Lines In The Sand”, do controverso (mas excelente) “Falling Into Infinity”.

No geral, há o propósito de divulgar mesmo o mais recente trabalho, o bom “Systematic Chaos”, visto que a grande maioria das faixas vêm dele. Talvez pelo fato de terem mudado de gravadora quando do seu lançamento, possa ser uma tentativa de fazer uma média com os novos “patrões”. O grande problema acaba sendo a carência de grandes clássicos da banda, o que acaba tornando este DVD bem mais morno que seus antecessores. Ok, tem “Take The Time” que fazia tempo que não tocavam, mas...

Quanto aos demais detalhes do lançamento, há vários pequenos registros pegos nos bastidores durante a tour pelo mundo entre as músicas, alguns momentos curiosos (como em “Panic Attack”, gravada na Argentina, onde um prato da bateria cai no chão!), mais um grande solo de Jordan nos teclados, um John Petrucci que continua abusando da velocidade e buscando algum feeling (aliás, tá gordo, hein?), uma introdução interessante e diferente (“Also Sprach Zarathustra”, mais conhecida como o tema do filme “2001”) e um medley final bem legal, composto por várias músicas que encerram seus álbuns de estúdio.

Por fim, devem ser ressaltados também o bom documentário do segundo disco, bem como a inclusão de vídeo clipes, e a arte gráfica, mais um ótimo trabalho do mestre Hugh Syme (“coincidentemente”, o mesmo que vem trabalhando com o Rush, seus grandes ídolos, desde os anos 1970). Há ainda uma versão importada com as músicas em CD. Como ponto negativo, a qualidade do áudio do DVD, que não ficou lá grandes coisas (se compararmos a outros lançamentos da própria banda), mas também não compromete.

Para quem é fã, pode comprar sem susto. Já quem não gosta, não vai ser desta vez que será seduzido pelo som do quinteto.

DVD 1
1 Intro/Also Sprach Zarathustra
2 Constant Motion
3 Panic Attack
4 Blind Faith
5 Surrounded
6 The Dark Eternal Night
7 Jordan Rudess Keyboard Solo
8 Lines in the Sand
9 Scarred
10 Forsaken
11 The Ministry of Lost Souls
12 Take the Time
13 In the Presence of Enemies
14 Schmedley Wilcox: Trial of Tears/Finally Free/Learning to Live/In the Name Of God/Octavarium

DVD 2
Documentário da tournê e vídeo clipes

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Sobre Doctor Robert

Conheceu o rock and roll ao ouvir pela primeira vez Bohemian Rhapsody, lá pelos idos de 1981/82, quando ainda pegava os discos de suas irmãs para ouvir escondido em uma vitrolinha monofônica azul. Quando o Kiss veio ao Brasil em 1983, queria ser Gene Simmons e, algum depois, ao ver o clipe de Jump na TV, queria ser Eddie Van Halen. Hoje é apenas um bom fã de rock, que ouve qualquer coisa que se encaixe entre Beatles e Sepultura, ama sua esposa e juntos têm um cãozinho chamado Bono.

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