Resenha - Shovel Headed Kill Machine - Exodus

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Por Rafael Carnovale
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Nota: 10

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Massacre, destruição, tímpanos perfurados, dor, sofrimento, aparelho de som pegando fogo... e ainda assim eu coloco de novo este CD e recomeço o ciclo.

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Se existe uma banda que merece o título de a mais azarada de todos os tempos esta é o Exodus. Os caras voltam em 1997 depois de um hiato de 5 anos com Paul Balloff nos vocais, fazem turnês e Paul morre anos depois. Quando se julgava que o Exodus tinha chegado ao fim, a banda retorna de novo com Steve Souza no vocal e grava o magistral “Tempo of the Dammed”. Mas ainda assim o pombo, que raramente caga duas vezes no mesmo local, acerta em cheio: Steve sai da banda horas antes de embarcar para uma turnê sul-americana, e a banda sofre para achar um substituto. Steev Esquivel (Skinlab) entra nos acréscimos e a banda cumpre a turnê, mas o mesmo não fica em definitivo, sendo substituído por Rob Dukes.

Nestas indas e vindas a banda (liderada pelo competentíssimo guitarrista e patrão Gary Hold) começa a trabalhar neste CD, mas para continuar a maré de azar, o baterista Tom Hauting sai do grupo por problemas de saúde. A banda acerta em cheio ao trazer Paul Bostaph (ex-Slayer) para o posto. Mas quem pensa que o pombo não iria cagar de novo na cabeça de Gary engana-se: o guitarrista Rick Runolt deixa o barco por problemas pessoais, sendo substituído por Lee Altus. Em meio a todas essas problemáticas, é lançado este “Shovel Headed Kill Machine”.

O ódio deve ter tomado conta de Gary Holt e do recém-reformado EXODUS, porque o CD é pura fúria: “Raze” é paulada do começo ao fim, com “riffs” massacrantes e a bateria precisa de Paul. “Deathanphetamine” começa com um show de baixo por parte de Jack Gibson, e tem uma levada pesada, do tipo que arrasta tudo o que vê pela frente. “Karma´s Messenger” é mais cadenciada, lembrando um pouco os momentos mais heavy tradicionais do Exodus.

Eu achava impossível para o EXODUS bater obras como “Tempo of the Dammed” ou o clássico “Bonded By Blood”, mas músicas como “Shudder to Think” (com um trabalho de guitarras fantástico), “Altered Boy” (com Rob dando show – aliás, sua voz é muito parecida com a de Steve Souza), a velocidade e peso de “Going Going Gone”, “Now Thy Death Day Gone” e a fantástica faixa título mostram que o EXODUS produziu, senão o seu melhor CD, um dos melhores (entra num “Top 3” facilmente). Gary, que arrasa nas guitarras (como sempre), formou uma banda fantasticamente pesada, que é digna de levar o legado de sua obra adiante sem medo.

Depois disso tudo faça o seguinte: aporrinhe seu lojista mais próximo e compre este CD, e tente levar até o volume máximo, se for louco.

Site Oficial: http://www.exodusattack.com

Material Cedido Por:
Nuclear Blast Brasil/Laser Company Records
Http://www.nuclear-blast.com
São Paulo (SP)

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Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?

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