Resenha - Sea Of Light - Uriah Heep

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Rossano Bart
Enviar Correções  


Final dos 80. Começava a ascensão de movimentos até então alternativos, como o ‘grunge’ e o ‘thrash metal’, representados por formações como Nirvana e Metallica, respectivamente. E, na sombra dessa nova realidade, agonizava o ‘glam rock’. Muitas bandas do gênero, à essa altura, ou tinham acabado ou tentavam adequar-se à época.

publicidade

O Uriah Heep era uma delas. Em 1986, com a entrada de Bernie Shaw (V) e Phil Lanzon (K), a banda, aproveitando as influências que os novos integrantes trouxeram de seus trabalhos anteriores (Shaw atuou, entre outros, no Praying Mantis e Lanzon, no Grand Prix), apostou em uma sonoridade muito próxima do ‘glam’, buscando maior penetração na mídia e, infelizmente, tal mudança não agradou aos fãs mais conservadores e à boa parte da crítica. Discos como ‘Raging Silence’ (89) e ‘Different World’ (91) possuíam momentos interessantes, mas destoavam do material clássico do grupo.

publicidade

Era a hora da mudança: o que fazer para devolver o Heep ao patamar das grandes bandas? A resposta veio em ‘Sea Of Light’. E parece que, nesse disco, tudo o que havia sido feito de interessante até então estava lá, começando pelo riff arrasador da faixa de abertura, ‘Against The Odds’, uma das melhores músicas de toda a carreira da banda. A partir daí, temos uma seqüência de temas cheios de ‘feeling’, que hora lembram os áureos anos 70, como ‘Time Of Revelation’ (qualquer semelhança com a clássica ‘Look At Yourself’ não é coincidência) e ‘Love In Silence’ (uma ótima balada, com uma levada progressiva) e hora lembram a fase mais ‘hard’ e recente do grupo, como ‘Universal Wheels’ e ‘Words In The Distance’.

publicidade

Talvez o único ponto mediano do disco seja ‘Fear Of Falling’, com vocais embolados e um arranjo meio comum, mas que, num todo, não compromete; poderia ter sido substituída pelo interessante ‘out take’ ‘Sail The River’.

A boa produção, por parte da banda e de Kalle Trapp, contribuiu (e muito) para a qualidade do álbum, resgatando elementos há muito abandonados, como a sonoridade setentista dos teclados e a linha vocal mais melódica.

publicidade

Em tempo: a turnê desse álbum (que passou pelo Brasil) renderia um bom disco ao vivo, ‘Spelbinder’, de 1998.




Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Lee Kerslake: Ozzy Orbourne faz bela homenagem ao baterista nas redes sociaisLee Kerslake
Ozzy Orbourne faz bela homenagem ao baterista nas redes sociais

Lee Kerslake: ex-baterista de Ozzy Osbourne e Uriah Heep morre aos 73 anosLee Kerslake
Ex-baterista de Ozzy Osbourne e Uriah Heep morre aos 73 anos

Uriah Heep: box set retrospectivo com 23 discos sai em outubro


Uriah Heep: banda acusa o Iron Maiden de plágioUriah Heep
Banda acusa o Iron Maiden de plágio

Rio de Janeiro: letras de rock citam a cidade maravilhosaRio de Janeiro
Letras de rock citam a cidade maravilhosa


Chris Cornell: a emocionante despedida de Tom MorelloChris Cornell
A emocionante despedida de Tom Morello

Morbid Angel: banda satânica, eu jamais voltaria, diz SandovalMorbid Angel
"banda satânica, eu jamais voltaria", diz Sandoval


Sobre Rossano Bart

Autor sem foto e/ou descrição cadastrados. Caso seja o autor e tenha dez ou mais matérias publicadas no Whiplash.Net, enviando sua descrição e link de uma foto.

WhiFin WhiFin WhiFin WhiFin