Resenha - Epica - Kamelot

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Por Bruno Coelho
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Nota: 9


Esse aqui já saiu faz um tempinho e você já deve ter visto resenhado por rapazes bem mais abalizados que eu. Resenhistas são pessoas que possuem um suporpoder que nenhum mutante do X-Men possui! O de fazer você comprar ou desistir de comprar um disco. E deste poder dado à mim pela lei, pelo estado e pela Whiplash eu te farei pensar em comprar esse aqui se você até agora não comprou!

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Quando você lê na Roadie Crew um resenhista dando 9,0 para um disco e o cara da Rock Brigade dando um 7,0 você se pergunta: Este disco presta ou não afinal? Você dá aquela checada nos reviews da Whiplash (que são os mais confiáveis) e descobre que o sem-vergonha deu 8... é de lascar ou não é?

Pois existe um CD que você não viu ser resenhado com menos de 9,0 por revista ou site algum: o EPICA do Kamelot. A galera do site aqui deu 10 com honras. Eu, como sou um filho duma égua vou dar 9,0... mas é só de sacanagem!

Este disco é daqueles pra botar no cd player e deixar rolar sem ter que pular faixa. Existem 4 interlúdios dentre as 16 faixas. Nenhum dos interlúdios é daqueles que não dá pra suportar a ponto de ter que pulá-lo. Na verdade todos eles são como introduções das músicas por vir e são até necessários numa audição mais cuidadosa.

Produçaõ/Mixagem - fantásticas. Feitas pro Sascha Paeth/Miro, que vocês sabem quem são, com uma qualidade realmente impressionante. Aí tem neguinho que gosta de blábláblá sobre detalhes do tipo: o chato do Luca Turilli fez um solo numa música, teve uma tal de Mari que fez alguns vocais femininos e o Miro (que trabalha com o Sascha) fez as orquestrações que ajudaram PRA CARALHO neste disco, diga-se de passagem. Eu já falei dos detalhes, agora vamos à essência, à polpa da coisa! Você verá que o suco de Epica é muito saboroso.

Músicas legais de cabo a rabo, tudo quanto é músico da banda toca bem, mas (tinha que ter um "mas") o disco tem "momentos suaves" quase demais. AHAAAA!!! Eu já disse anteriormente que o */gosto é meu! Eu sou um X-Men malvado! Não quero dar dez pra esse aqui e não vou dar! Pro meu gosto existem momentos relax "quase" demais aqui. Será que algum destes momentos light, relax, suaves são chatos? NAO! Tá louco? Eu me amarro nas baladinhas! O contrapeso feito entre speed/balada/interlúdio ficou superbo!

"Mas, vem cá, esse resenhista é retardado, é?" Bicho, sou não. Mas ouça o álbum e você vai sentir que escutar, entre uma porrada e outra, um interlúdio ou uma balada, sem contar com as introduções acústicas das músicas e os pianos no meio delas acaba tornando o disco só um pouquinho menos legal do que poderia ser, na minha opinião. Porra, dentre 16 faixas 4 são interlúdios e 3 são baladas... Só quem tá muito a fim de encher a bola dos caras não vê problema aqui. Alguém que escutou o disco e achou perfeitão tem um gosto que não encaixa com o meu mesmo! Eu quero é sangue! Chacina! Porrada! Metal com muita firula acaba dando nos ovos.

Fora isso, meus queridos leitores, nada mais me desagrada. Todo o mais é fantástico. Com destaque absoluto para Roy Khan (um vocalista norueguês nesta banda americana) que é, esse sim, p-e-r-f-e-i-t-o neste disco. Se você não se agradar da voz do cara eu nem digo nada, o */gosto é seu! Dizer que esse cara não tem uma técnica impressionante, isso sim, é insanidade mental ou auditiva. "Flawless Victory" para Roy Khan nesse aqui, relembrando Mortal Kombat.

Sim, esqueci que o disco é conceitual e retrata a história de Fausto, um rapaz gordinho que virou apresentador de televisão, quando... Não é nada disso rapaz! Fausto, o livro de Goethe sobre o médico que vende a alma ao capeta em troca de conhecimento infinito... O disco realmente É conceitual, ao contrário de algumas bandas que lançam discos conceituais e não são conceituais porra nenhuma, só nas letras. Aqui você sente a conexão entre as músicas de forma análoga ao Metropolis Part 2 do Dream Theater (esse sim um conceitual nota 10).

E é isso... acho que não esqueci de nada não. O disco é bonzão mas não é uma daquelas obras estúpidamente necessárias em sua prateleira e não é daquelas que possam atingir o nível de alguns álbuns legendários e eternos. Para esse momento do heavy mundial o Kamelot lançou um "eye-opener", isso é indiscutível. Ou a forma de se fazer álbuns de metal evolui ou vamos mesmo afundar junto com a lambada.

E tú quer saber se deve comprar? Deve, mas não se enforque se não tiver a grana. O disco é bom pra cacete e eu já me arrepiei escutando uma música ou outra, mas sempre há um Kazaa pra te ajudar a decidir se você deve comprar ou não. Confira estas aqui: Center of the Universe, Farewell, A Feast for the Vain, Lost and Damned (fantástica mistura metal/tango) e III Ways to Epica. Essas são realmente boas! Caso não goste dessas esqueça o disco ou ouça com mais cuidado.

P.S. Tem gente que quer gritar É-PICA, É-PICA depois de escutar o disco... faça isso não, viu meu filhinho!? Você pode ser mal compreendido e levar uma furada na bundinha, tá?


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Sobre Bruno Coelho

Bruno Coelho é Arquiteto, escritor, poeta, produtor de eventos, pai, tradutor, intérprete e professor de inglês. Morou em cinco capitais brasileiras e hoje dedica-se ao árduo labor de organizar eventos na capital maranhense de São Luís. Fã do Dream Theater, Tool, Symphony X, Pain of Salvation e Evergrey, encontra espaço pra novas bandas e vertentes sempre.

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