Resenha - Strange Beautiful Music - Joe Satriani
Por Rafael Carnovale
Postado em 28 de setembro de 2002
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
"Isso aí é cd só pra guitarrista. Você nunca vai conseguir ouvir!". Foi o que um amigo me disse quando mostrei-lhe este cd. A alegação dele é que cd’s solo de guitarristas virtuosos como Satriani, Vai, Malmsteen, são apenas para encher o ouvido de seus fãs com solos mirabolantes e sem sentido, criando vez por outra um climinha para uma ou duas músicas... e eu fiquei me perguntando, será que é verdade? No fundo eu já sabia que não, pois sempre fui fã do estilo de "Mr Satch", e apesar de suas incursões pela eletrônica em seu último cd, "Engines of Creation", gostei sempre de suas músicas, principalmente pela capacidade que ele tem de fazer a guitarra "cantar".

Ao por o cd para tocar notei que o bom e velho Satriani está de volta. As primeiras faixas "Oriental Melody" (com seu clima meio soturno, mas muito legal) e a pop "Belly Dancer" (me lembrou um pouco o clássico "Summer Song") são músicas muito agradáveis a qualquer ouvinte. Existem solos? Existem, afinal o cara é guitarrista! Mas ele sabe muito bem encaixar seus solos sem torna-los maçantes ou cansativos. Faixas como "Starry Night", "Chords of Life", "Sleep Walk" e "What Breakes a Heart" são feitas para relaxar e curtir um clima calmo, com bases leves e solos melódicos ao extremo, sem exagero de notas, com destaque para a última, que cativa ao extremo.
Já faixas como "Mind Storm" (com bases bem agressivas), a eletro-rock (será que existe isso?) "Seven String" (com guitarras sintetizadas e uma pegada blues muito característica do cd "Joe Satriani"), e a pesada "The Journey" mostram um Satriani bem rockeiro, com uma banda de apoio excelente e bases cortantes com solos virtuosos e habilidade no quesito velocidade/melodia. O destaque? Todas as faixas são muito boas, mas eu apontaria duas: "You Saved My Life", pela beleza de todo seu conjunto, de longe uma das mais bonitas baladas de Joe, e "Hill Groove", por justamente ter a famosa mistura de blues, rock e metal que Joe faz com muita habilidade. E se você acha que Joe Satriani não dá espaço para seus comparsas de banda está enganado: Matt Bissonette (Baixo) e Jeff Campitelli (Bateria) aparecem bem no cd, com seus instrumentos bem colocados e bem audíveis, mostrando que Joe montou uma senhora banda para ajudá-lo.
Eu discordei do que me foi dito sobre este cd, achando-o muito bom, tanto para músicos quanto para apenas ouvintes... e você? Me diga no fórum o que achou.
Site Oficial: www.satriani.com
Lançado pela Sony Music Brasil.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Charlie Benante explica o que o tirou dos shows recentes do Anthrax
Os três álbuns do Pink Floyd que Roger Waters não consegue engolir
Quando Brian May mandou uma mensagem para o Metallica; "Isso aquece meu coração"
Último álbum do Black Sabbath não rolou por conta de Bill Ward, diz produtor
A banda que a polícia chamava de "inimiga número um da família brasileira"
O significado de "Don't Look Back in Anger", segundo Noel Gallagher
A banda que Eric Clapton sabia que não precisava de um guitarrista como ele
Aerosmith anuncia dois shows em Hollywood com uma série de convidados
Quando Keith Richards se apaixonou por uma música - e pela vocalista que a cantava
Flotsam and Jetsam entrega fúria e maturação em "Rats in the Temple"
O melhor disco da história do thrash metal, segundo a Kerrang!
Iron Maiden e Megadeth juntos na América do Sul? Eis o que Dave Mustaine diz
Trivium anuncia novo álbum de estúdio, "Crown in the Grave"
Os seis países onde o Iron Maiden fez apenas um show durante toda a carreira
A música do Dream Theater mais difícil de tocar ao vivo, segundo o baixista John Myung
A História do Baixo Elétrico
Como namorado de Renato Russo e feijoada inspiraram hit da Legião Urbana


O clássico do Black Sabbath que está entre os discos que mudaram a vida de Joe Satriani
Kirk Hammett era um "ótimo aluno", segundo Joe Satriani
Os dois gênios da guitarra que, para Neil Young, ajudaram a matar o rock
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos



