Resenha - Sailing to Philadelphia - Mark Knopfler

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Por Ana Therezo
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Nota: 10


Sailing to Philadelphia é simplesmente perfeito! São noventa minutos da experiência e originalidade do cantor, compositor, guitarrista e produtor Mark Knopfler (líder do extinto Dire Straits).

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Em seu segundo trabalho solo, Mark com vocais quase narrativos e sua voz rouca trilha os caminhos do mais puro rock e blues; e como se não bastasse seu próprio talento, o CD ainda tem participação de Van Morrison, James Taylor, Gillian Welsh, David Rawlings e os cantores da banda Squeeze, Glenn Tilbrook e Chris Difford.

É verdade que alguns desses nomes já fizeram parte da vida de Mark Knopfler. Se voltarmos um pouco no tempo, em 1982, lembraremos de "Beautiful Vision", parceria com Van Morrison; já com Glenn e Chris do Squeeze, a amizade vem da época de estrada com o Dire Straits.

Combinações e influências à parte, o CD promete ser um dos melhores lançamentos do ano. Para começar, "What it is", o primeiro single e grande candidato às paradas. A faixa-título, "Sailing To Philadelphia", é um dos melhores momentos do CD. Diz Mark que após ler o livro "Mason & Dixon", ele compôs um dueto dos personagens e concluiu que ninguém melhor que James Taylor, com seu estilo folk, para interpretar Charles Manson.

Em "Last Laugh", o encontro com Van Morrisson, o clima se torna sereno e a dupla figura uma balada pop. Com a ajuda de Glenn e Chris do Squeeze, "Silvertown Blues" conta a história do Domo construído em Greenwich, na Inglaterra. Tudo leva a crer que é justamente a combinação das canções, ora fulminantes ora melancólicas, que tornam o CD tão interessante. Já em "Baloney Again", a letra denuncia a segregação racial da América de Jim Crow, no caminho do famoso grupo Gospel que cruzava os Estados Unidos. E como não poderia deixar de ser, em "Who's Your Baby Now", "Prairie Wedding", "One More Matinee" e "Speedway At Nazareth" surge o saudoso e inesquecível estilo "Dire Straits" - certeza de qualidade e garantia de sucesso.

"Junkie Doll", décima primeira canção, vai destilar altas doses de rock n'roll ao ouvinte, que se ainda não estiver satisfeito, poderá ouvir um blues simples, porém denso, intitulado "Wanderlust"; ou se servir de uma pitada de tempero latino em "El Macho". O repertório fecha com "Sands Of Nevada", com a participação do "pedal steel" Paul Franklin.

Foram quatro anos para entrar em estúdio e gravar o sucessor de "Golden Heart" (primeiro trabalho solo do artista). Mas valeu a pena esperar! São treze faixas do melhor de um músico amadurecido com mais de 20 anos de uma carreira espetacular.




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Sobre Ana Therezo

Engenheira, Escritora de Araque e, atualmente, moradora das planícies gélidas Canadenses. Fã de Rock em todas as suas vertentes, mas com tendências xiitas ao Heavy Metal, ganhou seu primeiro bolachão - No Rest for the Wicked, em 1988. Vinte e poucos anos depois e, contrariando aqueles que acreditam que o gosto musical muda com o passar do tempo, continua escutando Ozzy, AC/DC, Deep Purple e afins. Colaboradora e leitora do Whiplash! desde que o site tinha caveirinhas na página principal, e que a lista dos melhores guitarristas de todos os tempos era o assunto da vez.

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