Resenha - Sailing to Philadelphia - Mark Knopfler
Por Ana Therezo
Postado em 30 de setembro de 2000
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Sailing to Philadelphia é simplesmente perfeito! São noventa minutos da experiência e originalidade do cantor, compositor, guitarrista e produtor Mark Knopfler (líder do extinto Dire Straits).

Em seu segundo trabalho solo, Mark com vocais quase narrativos e sua voz rouca trilha os caminhos do mais puro rock e blues; e como se não bastasse seu próprio talento, o CD ainda tem participação de Van Morrison, James Taylor, Gillian Welsh, David Rawlings e os cantores da banda Squeeze, Glenn Tilbrook e Chris Difford.
É verdade que alguns desses nomes já fizeram parte da vida de Mark Knopfler. Se voltarmos um pouco no tempo, em 1982, lembraremos de "Beautiful Vision", parceria com Van Morrison; já com Glenn e Chris do Squeeze, a amizade vem da época de estrada com o Dire Straits.
Combinações e influências à parte, o CD promete ser um dos melhores lançamentos do ano. Para começar, "What it is", o primeiro single e grande candidato às paradas. A faixa-título, "Sailing To Philadelphia", é um dos melhores momentos do CD. Diz Mark que após ler o livro "Mason & Dixon", ele compôs um dueto dos personagens e concluiu que ninguém melhor que James Taylor, com seu estilo folk, para interpretar Charles Manson.
Em "Last Laugh", o encontro com Van Morrisson, o clima se torna sereno e a dupla figura uma balada pop. Com a ajuda de Glenn e Chris do Squeeze, "Silvertown Blues" conta a história do Domo construído em Greenwich, na Inglaterra. Tudo leva a crer que é justamente a combinação das canções, ora fulminantes ora melancólicas, que tornam o CD tão interessante. Já em "Baloney Again", a letra denuncia a segregação racial da América de Jim Crow, no caminho do famoso grupo Gospel que cruzava os Estados Unidos. E como não poderia deixar de ser, em "Who´s Your Baby Now", "Prairie Wedding", "One More Matinee" e "Speedway At Nazareth" surge o saudoso e inesquecível estilo "Dire Straits" - certeza de qualidade e garantia de sucesso.
"Junkie Doll", décima primeira canção, vai destilar altas doses de rock n´roll ao ouvinte, que se ainda não estiver satisfeito, poderá ouvir um blues simples, porém denso, intitulado "Wanderlust"; ou se servir de uma pitada de tempero latino em "El Macho". O repertório fecha com "Sands Of Nevada", com a participação do "pedal steel" Paul Franklin.
Foram quatro anos para entrar em estúdio e gravar o sucessor de "Golden Heart" (primeiro trabalho solo do artista). Mas valeu a pena esperar! São treze faixas do melhor de um músico amadurecido com mais de 20 anos de uma carreira espetacular.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A maior banda do Brasil de todos os tempos, segundo Andreas Kisser do Sepultura
Regis Tadeu esclarece por que Elton John aceitou tocar no Rock in Rio 2026
Os quatro clássicos pesados que já encheram o saco (mas merecem segunda chance)
Guns N' Roses anuncia valores e início da venda de ingressos para turnê brasileira 2026
As 3 bandas de rock que deveriam ter feito mais sucesso, segundo Sérgio Martins
Para Edu Falaschi, reunião do Angra no Bangers Open Air será "inesquecível"
O baterista que ameaçou encher Ronnie James Dio de porrada caso ele lhe dirigisse a palavra
Os melhores covers gravados por bandas de thrash metal, segundo a Loudwire
Nevermore só deve anunciar os novos integrantes em março do ano que vem
Hall da Fama do Metal anuncia homenageados de 2026
A maior canção já escrita de todos os tempos, segundo o lendário Bob Dylan
O disco do Dream Theater que Felipe Andreoli levava para ouvir até na escola
Por que Eddie Vedder ainda evita ouvir Nirvana; "Eu detesto até falar sobre isso"
Bruce Dickinson não sabe se o Iron Maiden seria tão grande se ele não tivesse voltado à banda
Kiko Loureiro diz o que o levou a aceitar convite para reunião do Angra no Bangers Open Air

Mark Knopfler revela o guitarrista que ele sempre almejou ser; "Era tudo o que eu queria"
O solo próprio que Mark Knopfler mais valoriza, e que virou praticamente um hino


