Black Sabbath: A face mais suave da banda

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Por Ricardo Bellucci
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Música é emoção, primordialmente falando. Tudo bem, a parte técnica, as notas, riffs, acordes, afinação, tom, tudo isso é fundamental, essencial, mas se faltar aquele detalhe essencial... ou seja... se a música não tocar a alma, lá no fundo, não ficará marcada em nossa história.

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Sou fã do Sabbath, fã confesso. Ouvir os caras é uma experiência única, marcante. Paranoid, Iron Man, War Pigs, entre outros clássicos da banda, são músicas excelentes em sua estrutura técnica e de harmonia, isso não se discute. Mas os cara emocionam, tocam na alma, nos fazem chorar, delirar ao ouvirmos seu som. Em um show ao vivo, a carga emocional, então, é muito maior, mais profunda. Observe a reação da galera ao ouvir War Pigs no show The End.

Exatamente! Adrenalina pura! Emoção em Estado Puro! Assistir a um show desse nível é muito mais do que meramente ouvir a banda! É uma troca constante entre o público e os caras! É na realidade uma experiência existencial, que abarca o visual, enfim, todos os nossos sentidos. Não assistimos apenas a um show, partilhamos uma experiência existencial.

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É nessa linha que pretendo enveredar por esse pequeno artigo. Emoção. Existe uma música do Sabbath que envereda por essa linha, com maestria, emociona e toca lá no fundo. Emoção é algo profundamente pessoal e por isso mesmo sei que muitos vão discordar da minha opinião. Ok, tudo bem, até aí nada demais.

Falo de Fluff, faixa instrumental que integra o lendário álbum Sabbath Bloody Sabbath. Essa música, juntamente com Changes (na minha opinião!), é uma jornada profundamente emocional. Marcada por acordes leves no violão e no piano, segue um fluxo de leveza, suavidade, contrastando com faixas mais pesadas do Sabbath.

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Tenho a sensação, de quando escuto essa faixa, no meio da correria do dia a dia, de estar em um oásis, uma sensação de estar em meio a uma paisagem campestre, saca, aquele tipo de paz capaz de reordenar nossa emoções e pensamentos. Uma pausa no meio do caos e da loucura cotidiana a que somos submetidos, principalmente, nos grandes centros urbanos.

Essa pausa nos tranquiliza, vai além do meramente acalmar, coloca as coisas no seu devido lugar, na sua devida proporção. A música carrega e caminha junto com os meus pensamentos, numa espécie de fluxo. As coisas entram na sua verdadeira dimensão. Os problemas são equacionados de forma mais serena. As emoções reordenadas.
É uma experiência profundamente existencial.

Após essa pausa, com as baterias recarregadas, me sinto pronto para voltar a correria. Para mim que lido com pessoas o tempo todo, isso é fundamental. Pessoas são seres emocionais, não apenas seres meramente racionais. Quem lida com crianças e adolescentes (mesmo adultos) aprende isso cedo. Negar nossa dimensão emocional é negar a nós mesmos.

Creio que todos nós devemos nos permitir essas pausas ao menos uma vez ao dia. E nada melhor do que fazer isso ao som do Sabbath!




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Sobre Ricardo Bellucci

Math teacher, pesquisador, vocalista frustrado, historiador amador e economista por acaso. Um eterno aprendiz.

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