Black Sabbath: A face mais suave da banda
Por Ricardo Bellucci
Postado em 03 de abril de 2018
Música é emoção, primordialmente falando. Tudo bem, a parte técnica, as notas, riffs, acordes, afinação, tom, tudo isso é fundamental, essencial, mas se faltar aquele detalhe essencial... ou seja... se a música não tocar a alma, lá no fundo, não ficará marcada em nossa história.
Black Sabbath - Mais Novidades
Sou fã do Sabbath, fã confesso. Ouvir os caras é uma experiência única, marcante. Paranoid, Iron Man, War Pigs, entre outros clássicos da banda, são músicas excelentes em sua estrutura técnica e de harmonia, isso não se discute. Mas os cara emocionam, tocam na alma, nos fazem chorar, delirar ao ouvirmos seu som. Em um show ao vivo, a carga emocional, então, é muito maior, mais profunda. Observe a reação da galera ao ouvir War Pigs no show The End.
Exatamente! Adrenalina pura! Emoção em Estado Puro! Assistir a um show desse nível é muito mais do que meramente ouvir a banda! É uma troca constante entre o público e os caras! É na realidade uma experiência existencial, que abarca o visual, enfim, todos os nossos sentidos. Não assistimos apenas a um show, partilhamos uma experiência existencial.
É nessa linha que pretendo enveredar por esse pequeno artigo. Emoção. Existe uma música do Sabbath que envereda por essa linha, com maestria, emociona e toca lá no fundo. Emoção é algo profundamente pessoal e por isso mesmo sei que muitos vão discordar da minha opinião. Ok, tudo bem, até aí nada demais.
Falo de Fluff, faixa instrumental que integra o lendário álbum Sabbath Bloody Sabbath. Essa música, juntamente com Changes (na minha opinião!), é uma jornada profundamente emocional. Marcada por acordes leves no violão e no piano, segue um fluxo de leveza, suavidade, contrastando com faixas mais pesadas do Sabbath.
Tenho a sensação, de quando escuto essa faixa, no meio da correria do dia a dia, de estar em um oásis, uma sensação de estar em meio a uma paisagem campestre, saca, aquele tipo de paz capaz de reordenar nossa emoções e pensamentos. Uma pausa no meio do caos e da loucura cotidiana a que somos submetidos, principalmente, nos grandes centros urbanos.
Essa pausa nos tranquiliza, vai além do meramente acalmar, coloca as coisas no seu devido lugar, na sua devida proporção. A música carrega e caminha junto com os meus pensamentos, numa espécie de fluxo. As coisas entram na sua verdadeira dimensão. Os problemas são equacionados de forma mais serena. As emoções reordenadas.
É uma experiência profundamente existencial.
Após essa pausa, com as baterias recarregadas, me sinto pronto para voltar a correria. Para mim que lido com pessoas o tempo todo, isso é fundamental. Pessoas são seres emocionais, não apenas seres meramente racionais. Quem lida com crianças e adolescentes (mesmo adultos) aprende isso cedo. Negar nossa dimensão emocional é negar a nós mesmos.
Creio que todos nós devemos nos permitir essas pausas ao menos uma vez ao dia. E nada melhor do que fazer isso ao som do Sabbath!
Comente: É importante que bandas pesadas gravem algumas baladas mais leves?
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Músico analisa Angine de Poitrine e diz que duo é "puro marketing e pouca música"
Kiko Loureiro diz que muitos motivos contribuíram para sua saída do Megadeth
Iron Maiden não deve comparecer à cerimônia do Rock and Roll Hall of Fame
Greyson Nekrutman avalia seus dois anos como baterista do Sepultura
5 bandas dos anos 80 que mereciam ter sido bem maiores, de acordo com a Ultimate Classic Rock
Chris Poland diz que vai desmentir Dave Mustaine em seu livro
Estrela da WWE gostaria que música do Megadeth fosse seu tema de entrada
O que aconteceu em Tabuleiro do Norte (CE) que Aquiles Priester usa de exemplo até hoje
Flea conta quais são os cinco baixistas que mais influenciaram sua carreira
Ex-Megadeth assume temporariamente a função de baterista do Accept
Anette Olzon relembra saída conturbada do Nightwish e recente e-mail enviado para Tuomas
O maior disco do metal para James Hetfield; "Nada se comparava a ele"
John Bush gostaria de fazer shows com os três vocalistas que gravaram com o Anthrax
Dream Theater toca trecho de clássico do Van Halen em show no Panamá
A música dos Beatles que tem o "melhor riff já escrito", segundo guitarrista do Sting

A melhor música do primeiro disco de Ozzy Osbourne, segundo o Loudwire
Os artistas que foram induzidos mais de uma vez ao Rock and Roll Hall of Fame
O músico que tocou com Ozzy e o Sabbath sem precisar de drogas nem álcool para ser doidão
O riff que melhor define Tony Iommi, e quem mostrou o caminho foi ninguém menos que Ozzy Osbourne
Bill Ward homenageia Cozy Powell em programa de rádio: "um anjo"
Quais são as 4 maiores bandas do heavy metal, segundo a Ultimate Classic Rock
As 11 melhores músicas lançadas em 1973, de acordo com a Classic Rock
Como Ronnie James Dio entrou no Black Sabbath mesmo sem querer, segundo canal
Dave Mustaine explica por que Megadeth não participou do último show do Black Sabbath
Jaco Pastorius: um gênio atormentado
Para entender: o que é rock progressivo?


