Rock In Rio: 5 shows inesperados que o festival trouxe ao Brasil
Por Igor Miranda
Postado em 06 de abril de 2017
Apesar de muito criticado, o Rock In Rio é um dos poucos festivais responsáveis por trazer grandes nomes do rock ao Brasil. A primeira vez que nomes do porte de Iron Maiden, AC/DC, Ozzy Osbourne, Scorpions, Judas Priest, Faith No More, Megadeth, Foo Fighters e System Of A Down, entre outros, vieram ao Brasil foi graças ao evento.
Alguns shows inimagináveis em seus contextos ocorreram em edições passadas ou vão acontecer nesta edição. No texto abaixo, compilo cinco apresentações que, em meu ver, podem ser consideradas um "tiro no vento" com relação ao Rock In Rio.
The Who (Rock In Rio 2017)
O show do The Who no Rock In Rio 2017 ainda nem aconteceu, mas já entrou para a história. É uma das poucas grandes bandas em atividade que nunca vieram ao país.
Há anos, especula-se a vinda do The Who ao Brasil. No entanto, a informação que se tem é que nunca dá certo trazer o grupo ao país.
Em recente entrevista ao jornal Correio Popular, o idealizador do Rock In Rio, Roberto Medina, explicou por que trazer o The Who ao Brasil poderia ser algo ligeiramente arriscado.
"Desde que eu comecei (com o Rock In Rio), eu queria trazê-los (o The Who). Mas como empresário, não faz sentido eu ter uma banda cara como eles, com preço de headline, mas que atrai um público muito seleto. Eu sei que eles juntam 20 mil pessoas, mas não o suficiente para o Palco Mundo. Então quis criar um dia histórico, uma vontade minha literalmente desde o início do Rock in Rio", disse.
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Para que isto fosse possível, Roberto Medina montou uma noite com dois headliners: além do The Who, o Guns N' Roses se apresenta no festival, no dia 23 de setembro.
Def Leppard (Rock In Rio 2017)
Nenhum empresário quis trazer o Def Leppard ao Brasil após o fiasco de público em 1997. A banda reuniu apenas 250 pessoas no Rio de Janeiro e teve um de seus dois shows em São Paulo cancelado devido à baixa procura por ingressos.
O potencial duvidoso do Def Leppard com relação a público é inversamente proporcional ao cachê bastante estabelecido da banda. Como estão entre os artistas de rock que mais venderam discos no planeta, os britânicos cobram altas cifras por show.
Também não é de agora que circulava o rumor de que o Def Leppard viria ao Brasil. No entanto, apenas Roberto Medina e seus asseclas foram capazes de trazer o quinteto.
Trata-se, ainda, de uma chance para o Def Leppard se apresentar, enfim, no Rock In Rio. A banda tocaria na primeira edição do evento, em 1985, mas precisou cancelar a apresentação devido a atrasos nas gravações do disco que viria a ser "Hysteria". Por destino, meses após o cancelamento, o baterista Rick Allen sofreria o acidente que traria, como consequência, a amputação de seu braço esquerdo.
Veja também:
Mötley Crüe (Rock In Rio 2015)
O Mötley Crüe veio ao Brasil apenas duas vezes. Em uma delas, durante a sua turnê de despedida, o grupo se apresentou no Rock In Rio de 2015.
O caso do Crüe é o mesmo dos demais artistas citados até então: um alto cachê por uma incógnita em termos de público. Cerca de seis mil pessoas assistiram ao show feito em 2011, na cidade de São Paulo - o primeiro da banda em território brasileiro.
Em uma turnê de despedida, como era de se esperar, tais cifras aumentaram ainda mais. Seria inviável trazer um show deste porte - a não ser em um festival já consolidado.
Foi uma aposta que deu certo, pois o Rock In Rio abrigou um momento histórico - ainda que o público não tenha se empolgado tanto.
Bruce Springsteen (Rock In Rio 2013)
Mais um caso de artista consagrado com público indefinido ou seleto demais no Brasil.
Bruce Springsteen, um dos grandes hitmakers americanos, só veio ao Brasil uma vez antes de tocar no Rock In Rio de 2013. A apresentação ocorreu em 1988, durante um festival promovido pela ONG Anistia Internacional.
Desde então, houve tentativas para trazer Bruce Springsteen de novo ao Brasil. No entanto, as altas cifras não eram compatíveis com a plateia segmentada que ele teria por aqui.
A ocasião perfeita era o Rock In Rio 2013: como headliner, Springsteen tocou após John Mayer, que também reúne um bom público. E, é claro, convenceu com sua apresentação enérgica. Poucos no mundo fazem shows como Springsteen e sua E Street Band.
Além do Rio, Bruce Springsteen tocou em São Paulo, no Espaço das Américas. Segundo resenhas da apresentação, publicadas na época, a casa, visivelmente, não estava com sua capacidade de oito mil pagantes esgotada. Uma pena.
Guns N' Roses (Rock In Rio 2001)
Uma das turnês mais duradouras da história, a "Chinese Democracy Tour", teve 239 apresentações dentro de um período de 10 anos. E um dos primeiros lugares que a viu foi o Brasil.
Em 2001, apostar no Guns N' Roses era algo arriscado. Apesar do nome forte, a banda só contava com Axl Rose entre os membros conhecidos. O restante da line-up era composta por músicos de estúdio ou desconhecidos do público em geral. A aparência de Rose também entregava que ele não havia cuidado tão bem de sua saúde.
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Além disso, a nova banda havia feito apenas um show, na acanhada House Of Blues de Las Vegas, Estados Unidos. Não se sabia como aqueles músicos de visual estranho soariam juntos. Graças ao Rock In Rio, o Brasil seria o primeiro lugar a ter um grande show daquele Guns N' Roses reformulado.
No entanto, acabou dando certo. Em sua terceira edição, o Rock In Rio resolveu apostar no Guns N' Roses, uma década após terem tocado - em seu auge - no mesmo festival, e obteve o devido retorno. Relatos apontam que foi a noite com maior procura em termos de ingressos na versão de 2001 do evento.
O show entregue na ocasião deixou o público dividido. Houve quem aprovasse o retorno, mas muitos fãs contestaram a ausência de músicos icônicos. Mas aconteceu. Foi histórico. E foi no Brasil.
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