Blue Öyster Cult: uma viagem pelos álbuns da banda

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Por Leonardo M. Brauna
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Certa vez estive em um evento no “80 Rock Bar” ( importante Point Headbanger de Fortaleza-ce.) na companhia de Felipe “Aasgard” Magni, amigo que conheci através do WHIPLASH.NET, quando este me recomendou uma resenha do BLUE ÖYSTER CULT. É claro que aceitei a proposta, mas depois pensei – Por que resenhar um álbum se posso falar da história dos mais importantes? Então em homenagem a essa nova amizade compartilho com todos os internautas as informações desse grupo que fez frente para todas as “gigantes” européias dos anos 70!

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Surgida na longínqua década de 1960, a banda BLUE ÖYSTER CULT saiu dos corredores de Long Island, Nova Iorque com uma proposta simples, fazer Rock ‘n’ Roll. Era uma época mágica para música. Cada vez mais novos nomes apareciam quase todos sob a influência do ‘Rock Britânico’ encabeçados pelos BEATLES, ROLLING STONES e THE WHO.

O “embrião” do BÖC se formou em 1967 com o nome SOFT WHITE UNDERBELLY por alunos do ‘Stony Brook College’. Faziam parte dessa formação: LES BRONSTEIN (vocal), DONALD ROESER (guitarra), ALAN LANIER (teclados), ANDY WINTERS (baixo) e ALBERT BOUCHARD (bateria). Entre mil e uma versões diz-se que o produtor musical ‘Sandy Pearlman’ atribuiu primeiramente o termo “Heavy Metal” ao som dos norte-americanos. Fato ou não, sabe-se que ‘Pearlman’ teve papel importante em sua trajetória tanto na produção dos primeiros álbuns como no gerenciamento dos shows. Logo no início, BRONSTEIN é substituído por ERIC BLOOM e mudam o nome para OAXACA, mas as gravadoras sempre relutaram em fazer os seus lançamentos, apesar da dificuldade os guerreiros ainda conseguiram lançar um ‘Single’ em 1969, dessa vez com o nome STARK FORREST GROULP. O produtor ‘Sandy’ que também era poeta escreveu sobre um grupo de turistas chamado “Blue Öyester Cult”, não deu outra, esse nome passaria também a ser definitivamente a alcunha dos nossos “aventureiros”.

Eles conseguem assinar com a ‘Columbia Records’ e em 16 de janeiro de 1972 sai o primeiro álbum (auto-intitulado) – fala sério, brother, uma banda americana lançar um álbum no ano do “Vol. 4” (BLACK SABBATH), “Machine Head” (DEEP PURPLE), “Obscured by Clouds” (PINK FLOYD), “Thick as a Brick” (JETHRO TULL), “Demons & Wizards/The Magician’s Bithday” (URIAH HEEP) e ainda em pleno período de divulgação do Vol. 4 (LED ZEPPELIN) seria no mínimo suicídio, mas não foi exatamente o que aconteceu. No início esse trabalho não teve grande procura, mas no mês de maio ele atingiu a 172ª posição da ‘Billboard 200’. Os clássicos "Cities on Flame with Rock and Roll", "Stairway to the Stars" e "Then Came the Last Days of May" fazem parte desse ‘Full Length’. Na formação consta JOE BOUCHARD no lugar de ANDY WINTERS.

Com a aceitação do primeiro registro, o BÖC sai em turnê fazendo shows com MAHAVISHNU ORCHESTRA, THE BYRDS e ALICE COOPER. O segundo álbum, “Tyranny and Mutilation” foi lançado no ano seguinte e suas composições foram realizadas em plena excursão do disco anterior. Esse álbum marca o início das contribuições líricas de PATTI SMITH. Entre as faixas existe uma regravação de "I'm on the Lamb But I Ain't No Sheep" originalmente composta para o primeiro álbum. Em 2001 o CD sai relançado com quatro faixas bônus onde três são ao vivo e uma estudiada, “Buck’s Boogie”.

“Secret Treaties” decola em abril de 1974 e arranca da crítica grandes elogios, nos EUA ele chegou a figurar a 53ª posição ficando nas paradas por meses seguidos. Esse clássico é considerado por muitos até hoje como o maior expoente da carreira da banda. Pearlman apressou-se em dizer que o BÖC é uma resposta americana ao BLACK SABBATH. Em 1992 a Associação Americana de Gravadoras, RIAA, o declarou-o “ouro” – pouquinho tarde para tal aclamação, não? Mas antes tarde do que nunca. Coisa de “gringo”. Melhor reconhecimento fez a publicação BRITÂNICA, “Melody Maker” colocando-o como o melhor álbum de ‘Rock’ de todos os tempos, isso em 1975! O serviço americano de música On Line, ‘Rhapsody ’, também o nomeou como “um dos melhores discos de Heavy Metal de todos os tempos”, em 2010. Dentre outras “pedradas” você encontra nesse Play, "Career of Evil", "Subhuman", "Astronomy" e "Harvester of Eyes".

Em 1975 sai o primeiro Ao vivo, “On Feet or on Your Knees” conquistando disco de ouro, isso escancarou mais ainda as portas para o sucesso e em 1976 saiu o platinado “Agents of Fortune”. O ‘Single’ (Don’t Fear) The Reaper emplacou a 12ª colocação na Billboard e se tornou clássico absoluto seguido de outras canções do álbum como "(This Ain't) The Summer of Love," "E.T.I. (Extra-Terrestrial Intelligence)," e "The Revenge of Vera Gemini." Para a turnê de lançamento a banda usou recursos de iluminação tão ousados que isso veio a ser referência também para o grupo. Isso lhes custou alguns processos futuramente por causar danos à visão de alguns “fãs” que presenciavam as apresentações.

“Spectres” foi lançado no ano seguinte, esse também é um dos preferidos de seu público fiel, porém não teve “poderes” para superar o seu antecessor. As faixas “Godzilla”, “Death Valley Nights”, “R.U. Ready 2 Rock” e “I Love the Night” aumentam a credibilidade da banda. Também nesse álbum tem a participação do NEWARK BOYS CHORUS na canção “Golden Age of Leather”. Em 1983 a música "Goin' Through the Motions" foi regravada pela cantora BONNIE TYLER em seu álbum “Faster Than the Speed of Night”. Em 2007 esse trabalho foi relançado com quatro faixas bônus que foram sobras de estúdio na época. No ano passado todas as músicas foram remasterizadas, inclusive os bônus.

O segundo ‘Live’ veio em 1978, “Some Enchanted Evening” seria concebido em formato duplo como o primeiro, mas a ‘Columia Records’ não resolveu arriscar liberando-o apenas como LP normal, mesmo assim ele conseguiu superar a marca de dois milhões de cópias vendidas passando a ser o trabalho mais popular da banda.

Mudanças começam a surgir na equipe técnica, em 1979 “Mirrors” é mostrado ao público e com uma produção diferente. ‘Sandy Pearlman’ que até então vinha dedicando o seu trabalho quase que integralmente ao BÖC, resolve ir trabalhar com o BLACK SABBATH, em seu lugar foi “recrutado” ‘Tom Werman’ que fez um bom trabalho, mas não conseguiu o mesmo feito que os anteriores. A faixa “In Thee” escrita pelo guitarrista/ tecladista ALLEN LANIER ainda conseguiu ficar em 74º nos ‘Charts e o álbum não passou do ouro.

As coisas melhoraram no próximo disco, “Cultösaurus Erectus (1980). Entra em cena o produtor ‘Martin Birch’ que conseguiu resgatar as características sonoras dos primeiros anos da banda. Nesse álbum, assim como no anterior, os americanos fazem reverência a temas de ficção científica criados pelo autor ‘Michael Moorcock’, isso na primeira faixa, “Black Blade”. A banda começa a excursionar enchendo estádios e arenas por onde passa como ‘co-readliner’ da turnê “Black & Blue” ao lado do BLACK SABBATH.

Em 1981 mais uma vez com Martin na produção, a banda solta “Fire of Unknown Origin” que alcançou a 24ª posição no ‘Top 40’ da Billboard 200 norte americana, no Reino Unido, chegou a 29º nos ‘Charts’. Esse álbum marca o final da formação original do grupo. Durante a turnê de lançamento, o baterista ALBERT BOUCHARD briga com os outros membros e despede-se da banda, o iluminador de palco RICK DOWNEY assume o seu posto. Algumas das canções desse disco foram fazer parte da trilha sonora do desenho “Heavy Metal” dirigido por ‘Gerald Potterton’. Esse conseguiu platina e particularmente, pra mim, é o melhor da carreira desses vanguardistas. Em 1982 é lançado o terceiro ao vivo, “Extraterrestrial Live”. O duplo LP foi gravado durante a turnê de “Fire of Unknown Origin”, mas duas faixas foram tocadas durante os shows de “Black & Blue”.
“The Revolution by Night” de 1983 aproximou a banda a uma sonoridade mais Pop, a faixa "Shooting Shark" entrou para as paradas de rádio FM assim como seu vídeo se tornou um dos mais pedidos na MTV. Mesmo com tanta popularidade do seu ‘Single’ o disco não chegou a receber “ouro” nos EUA. A produção ficou por conta de ‘Bruce Fairbairn’ e RICK pula fora logo depois do lançamento. ALBERT foi chamado novamente para seguir em turnê, mas não ficou em definitivo. No final das datas o tecladista ALAN LANIER também “tirou o time de campo”.

Em “Ninja Club” (1985), foram adicionados os membros TOMMY ZVONCHECK para os teclados e JIMMY WILCOX para percussão, além da volta do produtor ‘Sandy Pearlman’. Esse lançamento vendeu mais de 175.000 cópias, mas apesar disso, a Columbia o considerou como um fracasso pelo alto custo empregado. "Dancin 'in the Ruins" foi o único ‘Single’ com essa música tocando nas rádios e o clipe na MTV. O descontentamento atingiu o baixista JOE BOUCHARD que saiu após apresentações na Alemanha, em seu lugar foi chamado JON ROGERS. Em 2009 a ‘Sony Music’ fez o lançamento do álbum em CD. Três anos após o lançamento de “Ninja Club”, o baterista ALBERT BOUCHARD consegue finalizar um trabalho solo que já estava sendo trabalhado há oito anos. Nesse “projeto” chamado de “Imaginos”, BOUCHARD além da percussão, toca guitarra e faz alguns vocais, ele também chamou ‘Sandy Pearlman’ para ser produtor e principal letrista, já que ‘Pearlman’ tinha um talento para escrever quis fazer dessa obra uma Ópera Rock com três partes. Os dois chegaram ao consenso de lançar o disco usando o nome BLUE ÖYSTER CULT sob pressão da ‘Columbia’, então tiveram que chamar os outros membros, ERIC BLOOM (vocal), JOE BOUCHARD (teclados, vocal), ALLEN LANIER (teclados) e DONALD ‘BUCK DHARMA’ ROESER (guitarra, vocal). TOMMY ZVONCHECK e JON ROGERS participaram como músicos de sessões. Esse foi o último trabalho pela sua gravadora que foi comprada pela ‘Sony Records’.

A banda então não parou de excursionar, até que em 1994 pela ‘Caroline Records/SPV Records’ foi lançado “Cult Classics”, uma ótima idéia de releituras de antigos clássicos da própria banda. Entre 1998 e 2004 esse trabalho teve outros dois títulos, vindo a se chamar “Champions of Rock” ou “E.T.I. Revisited”. Envolvidos nesse “retrabalho” estiveram: ERIC BLOOM, DONALD ROESER, ALLEN LANIER, JON ROGERS e CHUCK BURGI como baterista.

Em “Heaven Forbid” (1998) a banda faz um lançamento contando com dois baixistas: DANNY MIRANDA e JON ROGERS, dois bateristas: BOB RONDINELLI e CHUCK BURGI além de ERIC BLOOM e BUCK DHARMA (os dois tocando guitarra, teclados e fazendo vocais) e ALLEN LANIER (guitarra, teclado). O álbum tem referências de outros como nas faixas “In Thee”, originalmente gravada em “MIRRORS”, “Still Burnin’” que é sequência da canção “Burnin’ for You” presente no disco “Fire of Inknow Origin”. “Live for Me” também traz muita semelhança à faixa "Your Loving Heart" do álbum solo de BUCK DHARMA, “Flat Oult”.

O último trabalho de estúdio do BÖC veio em 2001, “Curse of the Hidden Mirror”, ele não foi bem aceito e só foi extraído um ‘Single’, "Pocket". O fracasso nas vendas fez a banda partir do ‘Casting’ da sua última gravadora, a ‘Sanctuary Records’ que haviam assinado desde o lançamento anterior. De lá pra cá a banda vem fazendo apenas shows. O grupo ainda criou canções para o filme ‘Bad Channels’ de 1992. A formação atual define-se em: ERIC BLOOM (vocal, guitarra e teclados), DONALD ROESER (guitarra e vocal), RICHIE CASTELLANO (teclados, guitarra e vocal), JULES RADINO (bateria e percussão) e KASIM SULTON (baixo e vocal) que substituiu RUDY SARZO em 2012.

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Sobre Leonardo M. Brauna

Leonardo M. Brauna é cearense de Maracanaú e desde adolescente vive a cultura do Rock/Metal. Além do Whiplash, o redator escreve para a revista Roadie Crew e é assessor de imprensa da Roadie Metal. A sua dedicação se define na busca constante por boas novidades e tesouros ainda obscuros.

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