Ideologia Rock: saudades do Oasis...
Por David Oaski
Fonte: Ideologia Rock
Postado em 15 de novembro de 2012
Você está em 1994. A onda grunge de Seattle que havia invadido o mundo em 1991 está com o futuro indefinido após o suicídio de Kurt Cobain, líder do Nirvana e, principal nome do movimento. O marasmo paira no cenário da música mundial, os grandes nomes estão na ativa, mas o começo da década havia sido excelente, com lançamentos de impacto de nomes como Metallica, Iron Maiden, Pearl Jam, Alice In Chains, Stone Temple Pilots, R.E.M., entre outros, ou seja, o parâmetro é muito alto e parece que a curva de qualidade no cenário da música pop mundial tende a descer.
Em meio a essa indefinição, você está assistindo a Mtv (sim, as pessoas assistiam esse canal nessa época) quando começa um videoclipe com a introdução na bateria, um ruído na guitarra, alguém caminhando numa poça, um cara marrento que parece ser um cantor e outro marrento iniciando os acordes na guitarra de "Supersonic", era a banda inglesa Oasis, liderada pelos irmãos Galagher (Liam e Noel). À primeira audição, você já percebe que o marasmo acabou ali. Aquela não era mais uma banda, era uma grande banda!
Essa canção estava presente no disco de estreia da banda, o arrasa quarteirão "Definitely Maybe", que além dessa, continha as já clássicas: "Live Forever" e "Cigarettes & Alcohol", e na época foi o álbum de estreia que mais rápido vendeu na Grã Bretanha.
No ano seguinte, em 1995, a banda superaria o trauma do segundo disco em grandíssimo estilo, com sua obra de arte, "(What’s The Story) Morning Glory", que contém as conhecidas mundialmente "Wonderwall", "Don’t Look Back In Anger" e "Champagne Supernova". O disco é uma daquelas obras que beiram a perfeição, contém pop e rock na medida certa, com estética apurada na produção, banda entrosada e um excelente repertório, que já deixava claro o talento para composição do irmão mais velho, Noel. Com tudo isso, somado ao carisma torto de Liam, esse disco é o terceiro mais vendido na história da Inglaterra.
Em 1997, o Oasis voltaria com "Be Here Now", com os integrantes no auge do uso da cocaína, consagrou as baladas: "Stand By Me", "Don’t Go Away" e "All Around the World". Novamente o álbum era sucesso absoluto e a banda caminhava tranquilamente com o status de maior banda do mundo.
Dali ainda viriam mais quatro álbuns: "Standing on the Shoulder of Giants", de 2000, em que a banda soa mais psicodélica do que nunca; "Heathen Chemistry", de 2002, mais cru, sem tanta produção e com excelentes músicas, como a melancólica "Stop Crying In Your Heart Out"; "Don’t Believe the Truth", de 2005; e "Dig Out Your Soul", de 2008. Todos com boa repercussão e pontos altos, mas sem superar a trinca do início da carreira.
Ao montar uma playlist com reprodução aleatória no serviço, me deparei com "Supersonic" e pensei: "Como esses caras fazem falta!". O Oasis encerrou as atividades em 2009, após desentendimento dos irmãos que comandavam a banda. Desde o início da banda, sempre ficou claro (inclusive em declarações públicas) que os dois não se bicavam, mas ao que parecia conseguiam separar as coisas com relação à banda, exceto quando Liam não subiu ao palco do Unpplugged Mtv, quando Noel cantou o repertório inteiro.
Com o fim da banda, Liam com o restante do grupo, fundou o Beady Eye e Noel saiu em carreira solo e ambos tiveram seusprimeiros álbuns entre os mais elogiados do ano de 2011, mas a mágica mesmo se faz com os irmãos juntos.
Encabeçando o movimento que foi chamado de britpop, que continha ainda bandas como Blur, The Verve, Suede, Manic Street Preachers, entre outros, o Oasis se destacou com suas melodias pop, talento e uma boa dose de arrogância, todos os elementos que compõem e estruturam a carreira dos gigantes do mundo do rock.
Lembro que a banda sofreu no início com comparações que insinuavam que a banda não passava de uma imitação dos Beatles, porém com o passar do tempo, nota-se que a grande semelhança do Oasis com seus ídolos de Liverpool é que se tornaram gigantes do rock.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O lendário álbum dos anos 1970 que envelheceu mal, segundo Regis Tadeu
Tobias Forge explica ausência da América do Sul na atual tour do Ghost
A música mais ouvida de cada álbum do Megadeth no Spotify
Bruce Dickinson sobe ao palco com o Smith/Kotzen em Londres
Nenhuma música ruim em toda vida? O elogio que Bob Dylan não costuma fazer por aí
Ex-Engenheiros do Hawaii, Augusto Licks retoma clássicos da fase áurea em nova turnê
As 11 melhores bandas de metalcore progressivo de todos os tempos, segundo a Loudwire
A banda dos EUA que já tinha "Black Sabbath" no repertório e Oz Osborne como baixista em 1969
A pior música do Genesis para Phil Collins, segundo o próprio cantor e baterista
10 clássicos do rock que soam ótimos, até você prestar atenção na letra
Guitarrista do Lamb of God buscou influências na cena sueca para o novo disco
Bruce Dickinson cita o Sepultura e depois lista sua banda "pula-pula" favorita
Ozzy foi avisado pelos médicos que corria risco de morrer se fizesse o último show
O cantor que Jack Black chamou de "Pavarotti do heavy metal"
Edu Falaschi e Rafael Bittencourt surgem juntos em novo vídeo e marcam data do Amplifica



A maior canção de amor já escrita em todos os tempos, segundo Noel Gallagher
Turnê de reunião do Oasis supera Beyoncé em número de ingressos vendidos em 2025
Justin Hawkins (The Darkness) considera história do Iron Maiden mais relevante que a do Oasis
"M*rda de cachorro": a opinião de Liam Gallagher (Oasis) sobre o heavy metal
Far Out escolhe 10 músicas de rock tão ruins que acabaram ficando boas
Cinco razões que explicam por que a década de 1980 é o período de ouro do heavy metal
Poeira: Rockstars e as bandas que eles sonhavam fazer parte


