Ideologia Rock: saudades do Oasis...

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Por David Oaski, Fonte: Ideologia Rock
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Você está em 1994. A onda grunge de Seattle que havia invadido o mundo em 1991 está com o futuro indefinido após o suicídio de Kurt Cobain, líder do Nirvana e, principal nome do movimento. O marasmo paira no cenário da música mundial, os grandes nomes estão na ativa, mas o começo da década havia sido excelente, com lançamentos de impacto de nomes como Metallica, Iron Maiden, Pearl Jam, Alice In Chains, Stone Temple Pilots, R.E.M., entre outros, ou seja, o parâmetro é muito alto e parece que a curva de qualidade no cenário da música pop mundial tende a descer.

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Em meio a essa indefinição, você está assistindo a Mtv (sim, as pessoas assistiam esse canal nessa época) quando começa um videoclipe com a introdução na bateria, um ruído na guitarra, alguém caminhando numa poça, um cara marrento que parece ser um cantor e outro marrento iniciando os acordes na guitarra de “Supersonic”, era a banda inglesa Oasis, liderada pelos irmãos Galagher (Liam e Noel). À primeira audição, você já percebe que o marasmo acabou ali. Aquela não era mais uma banda, era uma grande banda!

Essa canção estava presente no disco de estreia da banda, o arrasa quarteirão “Definitely Maybe”, que além dessa, continha as já clássicas: “Live Forever” e “Cigarettes & Alcohol”, e na época foi o álbum de estreia que mais rápido vendeu na Grã Bretanha.

No ano seguinte, em 1995, a banda superaria o trauma do segundo disco em grandíssimo estilo, com sua obra de arte, “(What’s The Story) Morning Glory”, que contém as conhecidas mundialmente “Wonderwall”, “Don’t Look Back In Anger” e “Champagne Supernova”. O disco é uma daquelas obras que beiram a perfeição, contém pop e rock na medida certa, com estética apurada na produção, banda entrosada e um excelente repertório, que já deixava claro o talento para composição do irmão mais velho, Noel. Com tudo isso, somado ao carisma torto de Liam, esse disco é o terceiro mais vendido na história da Inglaterra.

Em 1997, o Oasis voltaria com “Be Here Now”, com os integrantes no auge do uso da cocaína, consagrou as baladas: “Stand By Me”, “Don’t Go Away” e “All Around the World”. Novamente o álbum era sucesso absoluto e a banda caminhava tranquilamente com o status de maior banda do mundo.

Dali ainda viriam mais quatro álbuns: “Standing on the Shoulder of Giants”, de 2000, em que a banda soa mais psicodélica do que nunca; “Heathen Chemistry”, de 2002, mais cru, sem tanta produção e com excelentes músicas, como a melancólica “Stop Crying In Your Heart Out”; “Don’t Believe the Truth”, de 2005; e “Dig Out Your Soul”, de 2008. Todos com boa repercussão e pontos altos, mas sem superar a trinca do início da carreira.

Ao montar uma playlist com reprodução aleatória no serviço, me deparei com “Supersonic” e pensei: “Como esses caras fazem falta!”. O Oasis encerrou as atividades em 2009, após desentendimento dos irmãos que comandavam a banda. Desde o início da banda, sempre ficou claro (inclusive em declarações públicas) que os dois não se bicavam, mas ao que parecia conseguiam separar as coisas com relação à banda, exceto quando Liam não subiu ao palco do Unpplugged Mtv, quando Noel cantou o repertório inteiro.

Com o fim da banda, Liam com o restante do grupo, fundou o Beady Eye e Noel saiu em carreira solo e ambos tiveram seusprimeiros álbuns entre os mais elogiados do ano de 2011, mas a mágica mesmo se faz com os irmãos juntos.

Encabeçando o movimento que foi chamado de britpop, que continha ainda bandas como Blur, The Verve, Suede, Manic Street Preachers, entre outros, o Oasis se destacou com suas melodias pop, talento e uma boa dose de arrogância, todos os elementos que compõem e estruturam a carreira dos gigantes do mundo do rock.

Lembro que a banda sofreu no início com comparações que insinuavam que a banda não passava de uma imitação dos Beatles, porém com o passar do tempo, nota-se que a grande semelhança do Oasis com seus ídolos de Liverpool é que se tornaram gigantes do rock.

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Sobre David Oaski

David Oaski é editor do blog Ideologia Rock, colunista do site Stereo Pop Club e colabora frequentemente com os sites Galeria Musical e Whiplash, além de já ter escrito para outras plataformas online. Amante de música (principalmente rock) independente de rótulos, escreve por hobby e para exercitar o senso crítico.

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