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Beck

Em 06/04/06

Biografia originalmente publicada no site Dying Days

Por Alexandre Luzardo

Beck Hansen nasceu em 8 de julho de 1970 em Los Angeles, filho da atriz Bibbe Hansen e do músico de raiz David Campell. Com uma família de artistas, o jovem Beck cresceu num ambiente que incentivava o seu interesse pelas artes e claro, por música, especialmente folk e blues.

Aos 14 anos, Beck já tocava violão e durante a adolescência acompanhou o surgimento da cena hip hop de Los Angeles. Algum tempo depois, Beck passa a morar com seus avós em Kansas, onde seu avô era um pastor da igreja presbiteriana. Em seguida, ele passa um tempo na Europa com seu outro avô, o também artista Al Hansen. Nessa época, Beck tocava violão com influência de blues do Mississippi, com letras improvisadas.

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Beck saiu da escola aos 16 anos e depois de algum tempo, ele resolve mudar para Nova York, já decidido a seguir na música. Naqueles tempos, surgia no East Village em Nova York um movimento underground chamado anti-folk, que combinava a sonoridade folk com a estética e atitude do punk. Beck foi influenciado e daquilo que acontecia em NY, embora não tenha se firmado na cena. Por volta de 1990 ele estava de volta a Los Angeles.

Em Los Angeles, ele se apresenta pela primeira vez em bares e festas. A esta altura, a música de Beck refletia todos os estilos a que ele havia sido exposto, do folk ao blues do delta do Mississippi, de hinos presbiterianos ao hip hop de rua, além de punk com letras de improviso.

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O caldeirão de influências vai tomando forma enquanto Beck seguia batalhando em empregos de segunda categoria e morando de favor, dormindo em sofás alheios. O primeiro fruto de sua ainda nascente carreira musical é o single "MTV Makes Me Want to Smoke Crack" para a gravadora independente Bong Load Custom Records. A tiragem era limitadíssima e os objetivos, além de registrar o seu trabalho, era puramente promocional e não comercial. Mais alguns singles depois surge "Loser", a música que iria mudar a carreira de Beck para sempre. A música foi produzida pelo próprio Beck e o produtor de hip-hop Karl Stephenson e em muito pouco tempo se tornou popular nos circuitos alternativos de Los Angeles. O 'perdedor' Beck e seu hit instantâneo passaram a ser disputados em um verdadeiro leilão pelas grandes gravadoras. A DGC para levar a melhor, precisou da intervenção direta do fundador David Geffen, que convenceu o cantor com um telefonema. O resultado foi o lançamento de Mellow Gold, o álbum de estréia de Beck no início de 1994 contendo "Loser" como principal single.

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A lenda diz que o disco (que já estava pronto antes da DGC entrar na jogada), custou cerca de 300 dólares. A carreira de Mellow Gold nas paradas foi lenta mas consistente. De início, o disco era tocado somente pelas college rádios americanas, para pouco a pouco ganhar de vez o grande público.

O trabalho de Beck conquistou a crítica que considerava "Loser" um hino da 'slacker generation' (ou geração da preguiça ou relaxada, uma variação do termo "generation x", muito usado nos anos 90, que denominava uma geração marcada pela apatia). Numa época em que nunca se discutiu tanto as questões de comercialismo e autenticidade, era fácil tachar Beck de cínico (ou no mínimo sarcástico) por uma música como "Loser", já que o cara conquistou o sucesso e fez um grande contrato com uma gravadora importante. Mas o que pouca gente sabia é que na época em que compôs "Loser", Beck vivia em um galpão infestado de ratos, e trabalhava numa locadora de vídeo onde, entre outras coisas, separava as fitas da seção de filmes pornográficos em ordem alfabética por um salário risível. Sobre a questão slacker, o próprio Beck desmentiu em entrevista, "Eu nunca fui slacker. Eu estive trabalhando em empregos de 4 dólares por hora tentando permanecer vivo.

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Ao contrário de se deter apenas no hit, o álbum "Mellow Gold" estava ali para ser ouvido. E para quem encarou "Mellow Gold", se deparou com uma mistura absurda de gêneros e sonoridades. E não que o disco atirasse para todos os lados, exibindo clichês, nada disso. Beck conseguiu orquestrar um trabalho coeso, consistente e espontâneo, onde numa mesma música podem ser encontrados elementos de rock, de hip-hop, psicodelia, folk e country misturados a uma sonoridade ao mesmo tempo bem trabalhada e rica em detalhes, porém tosca e suja, tudo a ver com o rock alternativo de então. No início dos anos 90 onde termos como multimídia e superestrada da informação (alguém lembra disso?) começavam a se tornar comuns, um álbum como "Mellow Gold" era o resumo dos novos tempos.

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O contrato de Beck com a DGC previa uma regalia inédita: Beck estava autorizado a lançar álbuns por gravadoras independentes conforme a sua vontade. E então, "Mellow Gold" foi apenas mais um dos três lançamentos do cantor programados para 1994. Pela gravadora Flipside foi lançado "Steropathetic Soulmanure", uma excêntrica e esquizofrênica coletânea de demos (gravadas entre 1988 e 1993). E pela K Records de Olympia foi lançada uma pequena obra, "One Foot in the Grave", que explora as influências mais folk de Beck com uma sonoridade bem descuidada, um álbum folk de garagem. O disco conta com a parceria de Calvin Johnson (do lendário Beat Happening e dono da K Records) na composição de várias músicas e dividindo os vocais em algumas delas.

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Em 1995 foi lançado o EP "A Western Harvest Field by Moonlight" pela hoje falida Fingerpaint Records, que consiste mais em experimentalismo puro do que propriamente canções.O segundo disco pela Geffen saiu somente em 1996, "Odelay" recebido imediatamente com o status de clássico. O disco teve a produção dos Dust Brothers e conseguiu um resultado ainda mais harmonioso e explosivo da mistura bizarra do som do Beck.

"Odelay" as vezes lembra colagens de diferentes referências, unindo bossa nova (existe um sample de Desafinado de João Gilberto em uma das faixas) com rock, country, folk, rap e o que for. O disco trouxe muitos hits, como "Devil's Haircut", "New Pollution" e "Where It's At", e esteve presente na maioria das listas dos melhores de

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1996, ficando em primeiro lugar em muitas delas. Surpreendentemente, "Odelay" foi indicado ao Grammy de melhor disco do ano além de outras indicações ao prêmio mais importante e mais cabeça-dura da música americana.

Em 1998, Beck trabalhou com o produtor Nigel Godrich, que havia produzido a obra-prima "Ok Computer" no ano anterior. O resultado da parceria foi "Mutations", um disco bem menos híbrido que os trabalhos anteriores, sendo mais reminiscente da influência folk do Beck, assim como "One Foot In The Grave". Só que, diferente deste último, "Mutations" trazia uma sonoridade muito bem trabalhada, explorada ao extremo pelos requintes da produção de Godrich e pela banda de apoio. Foi a primeira vez que Beck entrou em estúdio com uma banda de apoio, ao contrário do que acontecia antes, quando o cantor contava com participações especiais e músicos contratados. O disco era para ter sido lançado por uma gravadora independente, mais precisamente a Bong Load, mas a Geffen achou "Mutations" tão bom que resolveu lançá-lo. No entanto, nem a Geffen, nem Beck consideravam "Mutations" como o sucessor de "Odelay", sendo tratado como um trabalho paralelo sem maiores pretensões. Como curiosidade, o título "Mutations" seria uma referência aos Mutantes e a música "Tropicalia" uma homenagem ao movimento de mesmo nome. Beck é fã assumido da música brasileira.

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Em 1999 foi relançado pela gravadora Sonic Enemy o álbum "Golden Feelings", que é anterior a "Mellow Gold". Lançado somente em fita cassete, num esquema de gravação caseira, "Golden Feelings" sequer era considerado na discografia do Beck, e a partir de seu relançamento, as origens e as primeiras gravações do músico puderam ser conhecidos.

No mesmo ano, surge o legítimo sucessor de "Odelay", intitulado "Midnite Vultures". Assim como em "Mutations", também não é um trabalho de mistura de estilos e colagens de samples como foi "Odelay" e "Mellow Gold". Trata-se de um bem humorado álbum de influência de soul music, Prince é a principal referência, onde Beck canta com um alcance vocal inacreditável, recheado de agudos e falsetes inesperados. "Midnite Vultures" não repete o mesmo sucesso dos álbuns anteriores, embora a reação da crítica fosse no geral bem positiva. No entanto, "Midnite Vultures" rende uma enorme turnê mundial, que passa pelo Brasil em 2001 durante o Rock In Rio 3.

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2000 foi o ano de lançamento de "Stray Blues", uma coletânea de 8 músicas que é uma espécie de volta ao ecletismo e diversidade musical. O disco foi lançado apenas no mercado japonês e até hoje é disputado a tapa pelos fãs mais devotados.

Em 2002, Beck volta a trabalhar com Nigel Godrich e o resultado é o espetacular "Sea Change" (Geffen).

O disco é recebido com entusiasmo pela crítica, e mostra mais uma mudança de direção. Desta vez, as melodias são mais melancólicas e introspectivas, com influência do folk britânico de Nick Drake e mesmo Donovan. Os arranjos são impecáveis, misturando a simplicidade de violões acústicos com belos arranjos de cordas e discretos efeitos eletrônicos. Para a turnê de divulgação de "Sea Change", Beck contou com um reforço notável, o Flaming Lips. Além de banda de abertura, o Flaming Lips tornou-se a banda de apoio do Beck, naquela que está sendo considerada desde agora, uma turnê lendária e imperdível.

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