Pink Floyd: tudo sobre "Another Brick in the Wall"

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Pink Floyd: tudo sobre "Another Brick in the Wall"

Traduzido por Angélica Souza | Fonte: Wikipedia

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“Another Brick in the Wall” é o título de um conjunto de três canções baseadas no mesmo tema, parte da rock ópera do Pink Floyd, “The Wall”, de 1979, subtituladas “Parte I” (Memórias), “Parte II” (Educação) e “Parte III” (Drogas), respectivamente, as quais todas foram escritas pelo baixista e principal compositor do Pink Floyd, Roger Waters. As canções se tornaram algumas das mais famosas da banda.

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A “Parte II” é um protesto contra a educação escolar rígida em geral e internatos em particular, o que levou a música a ser banida na África do Sul. Também foi lançada como single e deu à banda a posição de número 1 isolada no Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha Ocidental e muitos outros países. No Reino Unido, foi o primeiro single desde “Point Me at the Sky”, de 1968, canção que também ficou isoladamente na primeira posição na década de 1970. Com a “Parte II”, o Pink Floyd recebeu uma indicação para o Grammy de “Melhor Performance de uma dupla ou grupo de Rock” e perdeu para “Against The Wind” de Bob Seger. Além disso, a “Parte II” ficou na 375ª posição na lista das “500 maiores músicas de todos os tempos” da revista Rolling Stone. O single vendeu mais de 4 milhões de cópias no mundo inteiro. Em Israel, a “Parte II” foi escolhida como a melhor canção de rock dos anos 80 (apesar de ter sido lançada antes de 1980), em uma pesquisa feita pela “Israel Army Radio” uma das principais estações de rádio no final de 1989.

O single , assim como o álbum “The Wall”, foram banidos na África do Sul em 1980 depois da canção ter sido adotada por simpatizantes de um boicote de âmbito nacional que protestava contra desigualdades raciais na educação.

Conceito

Cada uma das três partes tem uma similar, senão a mesma melodia e estrutura lírica (a letra não é a mesma, com exceção do refrão “all in all”) e cada uma é mais barulhenta e enfurecida do que a anterior, crescendo da tristeza da “Parte I” para a protestante “Parte II” para a furiosa “Parte III”. Esta melodia é repetida em quase todas as músicas do álbum, apesar da forma diferente cada vez.

Parte I - Enredo

O “Thin Ice” (gelo fino) discutido durante a canção anterior quebra quando Pink se torna mais velho e toma conhecimento da morte de seu pai. Pink é devastado por esta realidade e começa a construir o “Muro”.

Parte I - Versão do filme

A mãe de Pink é vista rezando em uma igreja após a morte de seu marido no estrangeiro. Entretanto, neste ponto, Pink encontra-se esquecido de sua morte, e pode ser visto brincando com um avião de brinquedo. A canção continua com Pink brincando em um parque público após sua mãe deixá-lo para ir às compras. Ele vê um homem com o qual ele simpatiza na ausência de seu pai. O homem dá a Pink uma carona, e está claro que Pink sente como se este homem fosse seu pai verdadeiro. Pink segue o filho deste homem, o copiando, mas não entende por que o menino não presta atenção nele. Ele agarra a mão do homem mas é enxotado, e agarra a mão do homem novamente. O homem empurra Pink novamente, e desanimado ele senta em um balanço.

Parte II - O coral escolar

Para a “Parte II”, o Pink Floyd precisou de um coral escolar, e o produtor Bob Ezrin pediu ao engenheiro de som Nick Griffiths para que encontrasse um. Griffiths abordou o professor de música Alun Renshaw da “Islington Green School”, que ficava na esquina do estúdio “Britannia Row”. Apesar da escola ter recebido a quantia de 1000 libras, não houve contrato para direitos sobre as vendas. Sob a lei britânica de copyrights de 1996, eles passaram a ter direitos sobre a radiodifusão, e depois que o agente Peter Rowan buscou pelos membros do coral através do website “Friends Reunited” e outros meios, eles reivindicaram seu pagamento. Ao contrário da publicação da imprensa, isso não envolveu o Pink Floyd. Os profissionais da indústria musical estimaram que cada estudante receberia cerca de 500 libras.

Parte II - Enredo

Após ter sido insultado pelo professor, Pink sonha que as crianças da escola começam a protestar contra seus professores abusivos.

Parte II - Versão do Filme

Seguindo “The Happiest Days of Our Lives”, Pink começa a devanear durante sua aula. Ele imagina vários estudantes marchando juntos na batida da música, seguindo em um caminho até caírem em um triturador de carnes gigante para emergirem como clones desprovidos de distinção individual. Começando com o solo de guitarra de Gilmour, as crianças destroem o prédio da escola usando martelos (prenunciando a sequencia animada neo-fascista semelhante aos nazistas com seus martelos marchantes) e alavancas, criando uma fogueira, tirando à força seu professor da escola que queima, chutando e gritando. A canção termina com Pink esfregando sua mão, a qual o professor tinha estapeado com uma régua na música anterior.

Parte II - Vídeo

Antes do filme, no primeiro vídeo para a faixa, dirigido por Alan Parker, foram utilizados estudantes pintados correndo em um playground e um marionete de professor dos concertos de “The Wall”. O vídeo também misturou algumas cenas animadas mais tarde usadas em “The Trial” e “Waiting for the Worms”. As crianças que cantaram em “Another Brick in the Wall (Pt. II)” não foram permitidas de aparecer no vídeo pois não possuíam o “Equity Card” (tipo de licença para atores e figurantes). Assim que o filme foi finalizado, as cenas reais de “The Happiest Days of Our Lives” e “Another Brick in the Wall, Part II” foram combinadas em um novo vídeo, que agora representa o vídeo musical para “Another Brick in the Wall”.

Parte II - Versões alternativas

A versão do single tem uma curta introdução de guitarra mas acaba mais cedo, terminando após aproximadamente 3 minutos e 11 segundos.

A compilação “A Collection of Great Dance Songs”, de 1981, inclui uma versão híbrida (3:54) a qual, como na versão single, omite a transição de “The Happiest Day of our Lives” mas conserva o longo final de playground da versão de estúdio.

As versões dos álbuns ao vivo e vídeos “Delicate Sound of Thunder” e “P*U*L*S*E” (gravados depois da saída de Waters da banda) trazem o solo de guitarra principal por David Gilmour, seguido por um riff adicional de guitarra feito pelo guitarrista que estava excursionando com eles, Tim Renwick. Estes são apoiados pelas linhas de baixo de Guy Pratt.

A versão de “Is There Anybody Out There? The Wall Live 1980-81” (dos concertos de 1980-81 em Earls Count, Londres) também trazem um solo estendido por Snowy White e um solo de órgão por Richard Wright.

Em 1990, antes de “The Wall Live in Berlin” um raro CD promocional de edição limitada foi lançado nas estações de rádio (Mercury CSK 2126) o qual incluiu “When the Tigers Broke Free” e uma nova versão de “Another Brick in the Wall Part 2”, regravada por Roger Waters com a Bleeding Heart Band.

A versão de “The Wall Live in Berlin” tem Cindy Lauper nos vocais e conta com Rick DiFonzo tocando o solo original, Snowy White um segundo solo de guitarra, Peter Wood um solo de órgão e Thomas Dolby um solo de sintetizador.

A canção foi incluída junto a “The Happiest Days of Our Lives” na compilação “Echoes: The Best of Pink Floyd”.

Outra versão deste vídeo conta com crianças usando máscaras sem face chegando em um trem, e diversas cenas trazem uma “esteira rolante” de carteiras escolares nas quais os alunos sentam após marcharem por um túnel de ferro; e uma outra máquina trazendo um martelo que vai para cima e para baixo, novamente referindo aos “martelos marchantes”.

Parte III - Enredo

Pink decide terminar o muro como um resultado de sua raiva após a traição de sua esposa. Ele afirma ter visto “a escrita no muro”. Ele conclui que não precisa de mais nada, dispensando as pessoas em sua vida como simples “tijolos no muro”.

Parte III - Versão do filme

No filme, a canção é acompanhada por uma montagem de eventos que contribuem para a construção do muro.

Covers

Um professor em Chicago gravou seu próprio álbum como uma recusa à visão do Pink Floyd, mudando a letra para “We all need an education”.

Em 1986, o à;GRUMH fez uma cover da “Parte II” em seu EP “Underground”.

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Em 1995, Jaz Coleman lançou o álbum “Us and Them: Symphonic Pink Floyd”, incluindo arranjos sinfônicos das canções do Pink Floyd, inclusive “Another Brick in the Wall”.

Em 1998, para o filme “The Faculty”, uma cover da “Parte II” foi feita pela bands Class of’99. Uma cover da “Parte I” também aparece na trilha sonora.

Em 1999, a British Rock Symphony, com Eric Burdon, lançou uma cover da “Parte II”.

Em 1999, ApologetiX parodiou a canção que levou o nome “Kick in the Wall Pt. 2” em seu álbum “Biblical Graffiti”.

Desde 2001, Umphrey’s McGee tem apresentado uma cover de “Another Brick in the Wall” por mais de 20 vezes ao vivo. No Halloween de 2008, eles combinaram “Another Brick in the Wall” com “Thriller”, de Michael Jackson, para criar uma canção inédita.

Em 2001, Luther Wright and the Wrongs lançou “Rebuild the Wall”, uma versão country de “The Wall”, incluindo covers de “Another Brick in the Wall”.

Em 2004, o Korn lançou sua versão da música na compilação “Greatest Hits Volume 1”, na qual continha todas as três partes de “Another Brick in the Wall” e “Goodbye Cruel World”.

Em 2005, o grupo de rock Parason fez uma cover da “Parte II”, chamada Vaša škoła (Ваша школа), significando “Sua escola” em bielorusso.

Em 2005, Keller Williams lançou uma versão “bluegrass” da música no álbum “Grass”.

O grupo de comédia Richard Cheese and Lounge Against the Machine fez uma cover da “Parte III” em seu álbum de 2006, “The Sunny Side of the Moon: The Best of Richard Cheese”.

Em 2007, Eric Prydz lançou um remix da canção, com o título “Proper Education”, a qual foi lançada como single.

Em 2008, a canção ganhou uma cover feita por Taliesin Orchestra em seu álbum “Rock Rhapsody”.

Stahlhammer faz uma cover em seu álbum “Killer Instinkt”.

Bob Rivers fez duas paródias chamadas “Another Dick in the Mall” e “Another Kick in the Balls”.

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