A música do Pink Floyd que David Gilmour adora, mas se recusa a tocar
Por Bruce William
Postado em 20 de julho de 2026
David Gilmour continua recorrendo ao catálogo do Pink Floyd em seus shows, incluindo músicas como "Comfortably Numb" e "Wish You Were Here". Há, porém, uma composição muito importante que ele decidiu deixar definitivamente fora do repertório.
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Trata-se de "Echoes", faixa de 23 minutos lançada em 1971 no álbum "Meddle". A música ocupa todo o segundo lado do disco e reúne alguns dos elementos que mais tarde se tornariam marcas do Pink Floyd: longas passagens instrumentais, experimentação, mudanças de clima e uma construção que depende muito mais do conjunto do que de um refrão tradicional.
Para Gilmour, uma parte essencial da canção estava no diálogo musical com o tecladista Richard Wright, explica a Far Out. Os dois dividiram alguns dos momentos mais marcantes de "Echoes", e o guitarrista acredita que essa química não poderia simplesmente ser reproduzida por outro músico.
"'Echoes', eu diria", respondeu Gilmour ao ser questionado sobre sua música favorita do Pink Floyd numa série de vídeos publicada em 2021. "Foi muito divertido tocá-la, especialmente na minha última turnê solo com Rick Wright, naquela espécie de dueto entre ele e eu. Não poderia e não deveria ser tocada novamente agora que ele morreu."
A última apresentação de "Echoes" aconteceu em 2006, dois anos antes da morte de Wright. Desde então, Gilmour manteve a decisão, mesmo continuando a excursionar e a tocar outras músicas do Pink Floyd. Contratar outro tecladista seria tecnicamente possível, mas, para ele, faltaria justamente o vínculo que tornava aquela execução especial.
Gilmour também considera "Echoes" decisiva para a formação da identidade do grupo. Em entrevista à "Guitar World" em 1993, chamou a faixa de "obra-prima" de "Meddle" e disse que aquele foi o disco no qual os quatro integrantes começaram realmente a descobrir o que queriam que o Pink Floyd fosse.
A canção acabou virando mais do que um clássico para Gilmour. Ela permanece ligada a Wright de maneira tão profunda que, em vez de transformá-la num tributo recorrente, o guitarrista preferiu deixá-la repousar junto com a parceria que lhe deu sentido.
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