Borknagar
Postado em 06 de abril de 2006
Por Paulo Finatto Jr
A Noruega sempre foi um dos maiores celeiros da música extrema, e um dos nomes mais promissores deste estilo surgiu por lá depois de uma reunião de grandes nomes do underground norueguês. Com o fim do Molested, o guitarrista Oystein Garnes Brun resolveu montar a sua própria banda. Em 1995 quando ele já possuía músicas e letras prontas para entrar em estúdio, a formação da sua banda foi completada por Garm (ex-vocalista das bandas Arcturus e Ulver), Grim (ex-baterista de bandas como Immortal e Gorgoroth), Ivar Bjornson (ex-tecladista do Enslaved) e Infernus (ex-baixista do Gorgoroth). O nome escolhido para a banda foi Borknagar – palavra proveniente do nome de uma montanha da Escócia, Lochnagar. Foi com este line-up que a banda fechou o seu primeiro contrato com a gravadora Malicious Records para o lançamento do seu primeiro trabalho, "Borknagar".
O lánçamento trazia originalidade dentro de um estilo que andava um pouco carente de criatividade na época. O projeto se destacou muito dentro da imprensa especializada, logo tornando-se uma banda fixa e assinando contrato com a major Century Media Records.
Em 1997 "The Older Domain", segundo álbum do Borknagar, mostrou que o potencial era de fato muito grande. A banda se destacava pelo instrumental técnico, onde incluía momentos acústicos e muitas passagens de piano. Nesta época o baterista Infernus deixou o grupo e no seu lugar foi posto o baterista Kai K. Lie.
Ao vivo, o Borknagar fez a sua primeira experiência durante uma pequena tour européia, ao lado das bandas In Flames e Night in Gales. Ainda em fase de afirmação dentro da cena metálica, a banda recebeu o seu segundo guitarrista, Jens F. Ryland, e um novo vocalista, Simen Hestanaes, indicado por Garm, que deixara a banda para dedicar-se a outros projetos. Com este novo line-up o Borknagar gravou o trabalho intitulado "The Archaic Course", que novamente caiu nas graças dos fãs e da crítica especializada.
Mas nem tudo nesta época era perfeito; Oystein quase viu o fim da banda quando Grim, Kai e Bjornson resolveram abandonar o Borknagar. Esta reviravolta fez com que, em meio a uma turnê ao lado de Cradle of Filth e Napalm Death fosse contratado um baterista. Com a falta de um tecladista, as músicas ao vivo deixaram de possuir as passagens deste instrumento.
Em 1999 a banda conseguiu contornar a situação, e se tornou uma das primeiras bandas escandinavas a tocar nos Estados Unidos. Na excursão que teve ainda o Emperor, Nick Barker (Cradle of Filth e Dimmu Borgir) ajudou a banda tocando bateria. Quando Oystein retornou à Noruega, teve que procurar por novos membros fixos. O baterista Asgeir Mickelson (também do Spiral Architect) e o tecladista Lars Nedland foram os escolhidos para gravar o próximo trabalho.
"Quintessence" é o álbum mais forte da carreira da banda, que certamente mostrou ao mundo a importância da Noruega dentro da música extrema. O som manteve a mesma pegada "épica", mas com algumas passagens setentistas nos teclados e com todo o peso característico do grupo. Durante a turnê de divulgação do novo cd, a saída de I.C.S Vortex, abriu espaço para dois novos integrantes do Borknagar: Tyr assumiu o baixo e Vintersorg o vocal.
Entrando em estúdio no ano seguinte, a banda lançou "Empiricism".
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