Sabaton: Resenha e fotos do show em Porto Alegre
Resenha - Sabaton (Bar Opinião, Porto Alegre, 02/11/2016)
Por Guilherme Dias
Postado em 07 de novembro de 2016
Fotos: Liny Oliveira
Em dia de feriado nacional, o Sabaton esteve pela segunda vez na capital do Rio Grande do Sul. Dessa vez para apresentar o seu novo trabalho, intitulado "The Last Stand", lançado recentemente, no dia 19 de agosto. Após finalizar a "Heroes on Tour" em março de 2016, realizaram shows em diversos festivais do verão europeu e logo iniciaram a nova turnê.
A abertura do evento ficou a cargo dos gaúchos da Weakless Machine. O grupo foi formado em 2014 e conta com Jonathan Carletti (vocal), Fernando Cezar (guitarra), Gustavo Razia (baixo) e Luke Santos (bateria).O grupo apresentou canções do seu vindouro álbum. A primeira foi "Manipulation", esteve presente também "Tarred With The Same Brush", música que foi lançada com videoclipe recentemente. Após apresentar seus companheiros, Jonathan deixou para Luke introduzir "Tribal". O vocalista fez diversos agradecimentos antes de encerrar o show. A tradicional foto com o público foi tirada e deram espaço para a montagem de palco do Sabaton. Foi a primeira vez do Weakless Machine no Bar Opinião, com uma ótima atuação. No momento se preparam para o lançamento de seu primeiro álbum, que terá seu nome, capa e tracklist divulgado em breve, está sendo produzido por Renato Osório (Hibria) e mixado por Benhur Lima.
Antes do horário previsto as introduções do show rolaram no som mecânico. Foram elas a versão do Sabaton para "In The Army Now" (de Bolland & Bolland, muito conhecida pela versão dos britânicos do Status Quo) e a previsível "The March to War". Antes de entrar no palco Joakin Bróden (vocal) já dizia "Hello Porto Alegre" no microfone. A poderosa "Ghost Division" ("The Art of War", 2008) foi a primeira do set, como vem acontecendo há muito tempo. Sem pausa emendaram as novas "Sparta" (perfeita na versão ao vivo) e "Blood of Bannockburn".
O frontman Joakin disse que era muito bom retornar, relembrando a apresentação em terras gaúchas dois anos atrás. Apresentou o novo membro Tommy Johansson (guitarra) que entrou no lugar de Thobbe Englud (que saiu ainda no início da turnê). A piada que durou a noite inteira começou quando Joakin ensinou um pouco da língua portuguesa para Tommy, dizendo que o melhor modo de dizer "obrigado" é dizendo "pica das galáxias", gerando gargalhadas no público e no restante dos companheiros Pär Sundstrom (baixo), Chris Rörland (guitarra) e Hannes Van Dahl (bateria) que apenas assistiram a cena.
O vocalista perguntou se os fãs queriam algo rápido e pesado, logo responderam que sim, era a hora de "40:1" ("The Art of War"). Após "Shiroyama" ("The Last Stand"), Joakin pegou uma das guitarras e se sentindo um "guitar hero" tocou o riff inicial de "Smoke on the Water (Deep Purple) e realizou um duelo com Johansson e Rörland que se mostraram muito habilidosos. Porém Joakin tocou o riff de "Master of Puppets" (Metallica) e cantou, recebendo uma ótima resposta do público e anunciou a si mesmo como o vencedor da batalha.
Brincadeiras à parte, muito som rolou com as ótimas "Resist and Bite" e "Far From the Fame" ("Heroes", 2014) até que um fã atirasse uma placa dizendo "tire uma selfie comigo ou morra" gerando um diálogo engraçado com a platéia, Joakin leu e não se importou, dizendo que todos iremos morrer algum dia.
No bis, "Night Witches" e o momento favorito de Joakin no Brasil, pedindo a ajuda para todos cantarem "Smoking Snakes", música que homenageia a Força Expedicionária Brasileira, contando a história de três soldados que lutaram até a morte contra um batalhão de alemães muito maior na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial. A clássica "Primo Victoria" (2005) finalizou a apresentação.
Durante as trilhas de encerramento os músicos distribuíram palhetas, baquetas, set-lists e muitos sorrisos para os seus fãs. Demonstraram mais uma vez a satisfação em estarem no palco. O público estava em menor número comparado com a apresentação de dois anos atrás. Mas não deixou a desejar em momento algum. Sendo muito participativos e cantando todas as músicas, inclusive as que estão presentes no novo álbum. A presença de palco e o carisma são inacreditáveis. Após os primeiros acordes não há quem não fique hipnotizado. O power metal foi muito bem representado em clima de guerra, onde o grito de guerra foi a potente voz de Joakin, as armas foram as cordas de Pär, Rörland e Johanson e as baquetas do canhoto Hannes foram tiros certeiros nos tambores da bateria.
Set-list Weakless Machine:
Manipulation
Get Ready
Tarred With the Same Brush
Tribal
Unbroken
Kill
Set-list Sabaton:
Ghost Division
Sparta
Blood of Bannockburn
Swedish Pagans
Carolus Rex
40:1
The Lost Battalion
Far from the Fame
Shiroyama
Resist and Bite
To Hell and Back
The Lion From the North
Winged Hussars
Night Witches
Smoking Snakes
Primo Victoria




















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