Blaze Bayley: Resenha e fotos do show em Porto Alegre
Resenha - Blaze Bayley (Obra Club, Porto Alegre, 26/06/2016)
Por Guilherme Dias
Postado em 05 de julho de 2016
Na noite do dia 26 de julho, um domingo, Blaze Bayley esteve na capital do Rio Grande do Sul. O local do evento foi o Obra Club (local onde o músico já se apresentou em turnês anteriores, porém com um novo nome). No set-list músicas de seus trabalhos solo e dos seus tempos de Iron Maiden. Na abertura os gaúchos Marenna e Gueppardo.
Próximo das 20hs Marenna subiu ao palco, o grupo é liderado por Rodrigo Marenna (vocal) e ainda conta com Jonas Godoy (guitarra), Aaron Alves (guitarra), Arthur Appel (baixo) e Gionathan Sandi (bateria). Apresentaram músicas próprias e covers, a primeira do set foi "You Need To Believe", que possui um poderoso e grudento refrão, no melhor do estilo hard rock/ AOR. No final do ano a banda pretende lançar um novo álbum, chamado "No Regrets", dele tocaram a faixa-título e "Never Surrender". Um dos covers foi "Anytime, Anywhere" do Gotthard, que os influencia muito, segundo Marenna. Para fechar o show mais um cover, dessa vez "Blood Pollution" do Steel Dragon.
A segunda apresentação da noite foi com a Gueppardo. Na formação Maurício Osório (vocal), Pery Rodriguez (guitarra), Felipe Chagas (bateria) e Rafael Yadek (baixo). No som também o hard rock, porém com uma proposta mais heavy. No repertório músicas do EP "Instinto Animal" de 2009 como "Vivendo on the Road", "Execução Sumária" e "Instinto Animal" e do novo lançamento, "Fronteira Final" lançado no final de 2015 a faixa-título, "Planeta Proibido", "Nada a Perder" e "Fissura Total", que encerrou o show. A Gueppardo irá participar de um festival na Argentina no próximo mês, já a Marenna seguidamente aparece em rádios e revistas específicas pelo mundo, mostrando a potência das bandas gaúchas no cenário além das fronteiras.
A atual turnê de Blaze Bayley é referente ao seu último lançamento, "Infinite Entanglement", lançado este ano. Ele estava na pista com o público antes de entrar em ação, enquanto os seus companheiros iniciavam a preparação pro show. A formação contou novamente com os brasileiros da Tailgunners, sendo eles: Lely Biscasse e Raphael Gazal nas guitarras, Lennon Biscasse no baixo e Gustavo Franceschet na bateria.
Quem acompanha o Blaze sabe como seria o início do show. Duas ótimas canções de sua fase no Iron Maiden. Foram tocadas "Lord of the Flies" e "Futureal" dos álbuns "The X Factor" e "Virtual XI", respectivamente. Depois da dobradinha de Maiden, "Born as a Stranger" do seu primeiro álbum solo "Silicon Messiah" manteve o alto nível da apresentação.
Blaze estava anunciando uma música do novo álbum, porém se confundiu e apresentou "Human" (que estava mais avançada no repertório) e prontamente foi corrigido pela banda e aí sim apresentou "A Thousand Years". Após "The Brave" ("Silicon Messiah", 2000), Blaze passou uma mensagem para o púbico, dizendo que muitas vezes as pessoas nos dizem que não podemos seguir nossos sonhos, assim como diziam para ele , para ele não continuar cantando e não seguir os seus sonhos, longe do que ele continuou fazendo com a sua carreira. Sem mais cerimônias "Virus" (também do Maiden) foi apresentada.
De uma forma bem calma, Blaze disse para os fãs que segue a carreira como músico independente no momento, sendo os seus lançamentos e shows feitos exclusivamente para o seu público. Blaze seguiu com músicas do Iron Maiden e dos álbums solo "Infinite Entanglement" e "Silicon Messiah", a base do repertório, com exceção da potente "Leap of Faith" ("Tenth Dimension", 2002).
A parte final do show foi sem dúvidas perfeita e emocionante. Blaze avisou que após o show não iria para casa, iria direto para o bar e esperaria os fãs para tirar fotos e assinar o que fosse necessário. Cerca de 100 pessoas compareceram ao show e cantaram junto com Blaze as clássicas "The Clansman", "Man on the Edge" e "Fear of the Dark" do Maiden.
O público apesar de pequeno, foi magnífico. Blaze foi 100% com sua voz, atuação e carisma. A banda escolhida para lhe acompanhar não poderia ter sido melhor. Quem investiu seu tempo e dinheiro com o show teve o retorno. Em diversos momentos o frontman disse que ama o Brasil e os seus admiradores, deixando claro que deve retornar para futuras turnês.
Após o músico tirar fotos com toda a plateia, o grupo canadense Iron Kingdom fechou a noite, porém aproximadamente 20 pessoas permaneceram para prestigiar a apresentação, visto que já se passava da meia-noite e a jornada havia sido longa.
Set-list:
Lord of the Flies
Futureal
Born as a Stranger
A Thousand Years
The Brave
Virus
Stare at the Sun
Infinite Entanglement
Wrathchild
Human
Silicon Messiah
Ghost in the Machine
Leap of Faith
The Clansman
Man on the Edge
Fear of the Dark
Outras resenhas de Blaze Bayley (Obra Club, Porto Alegre, 26/06/2016)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Digão explica o erro dos Raimundos: "Mamonas Assassinas foram mais inteligentes"
Helloween - um espetáculo completo na borda da cidade de São Paulo
Os 10 covers mais tocados pelo Metallica ao vivo, segundo a Noise Creep
Seven Crossroads Festival anuncia oito atrações, seis delas inéditas no Brasil
Ozzfest confirma segundo país que receberá o evento em 2027
Em parceria com a Casa da Moeda Real, Pink Floyd lança palhetas em cobre, prata e ouro
Família de Brent Hinds publica manifesto sobre disputa com o Mastodon
Malcolm Young era um guitarrista "melhor que Eddie Van Halen", segundo Angus Young
A música do Metallica que deixava o público entediado, segundo Kirk Hammett
Tarja Turunen fará show em São Paulo em maio de 2027
Aos 58 anos, baterista do Cannibal Corpse admite dificuldades de sair em turnê
Marcelo Nova e Drake Nova lançam álbum "Onde Judas Perdeu As Botas" pela Radar Records
Regis Tadeu derruba consenso de décadas sobre "Roots" do Sepultura
A música que a MTV "pegou emprestada" do Megadeth
O baterista que tocou com dois membros do Led Zeppelin sem saber quem eles eram
Por que Eric Clapton escolheu ignorar Bob Dylan: "Eu era realmente contra por princípio"
Cinco músicas que parecem ser românticas, mas não são
A lenda da música com quem Phil Collins se recusou a trabalhar: "Não achei boas as músicas"

O disco do Iron Maiden com Blaze Bayley que a Metal Hammer considera "metade de um clássico"
Blaze Bayley revela estar começando a coletar ideias para o próximo álbum
Blaze Bayley sobre o documentário: "Não era um filme do Iron Maiden feito por eles"
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista
Em 16/01/1993: o Nirvana fazia um show catastrófico no Brasil



