Resenha - Almah (Circo Voador, Rio de Janeiro, 08/09/2006)

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Por Sylvia Helena D`Antonio
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Sexta-feira, dia 08 de setembro, no Circo Voador, Edu Falaschi apresentou seu projeto solo, Almah. Apesar de todos os empecilhos, foi muito bem sucedido. Empecilhos? Sim, a produção do evento demonstrou total, absurda, enorme falta de respeito com os músicos e com o público. Aí vai uma receita para fazer fracassar um evento: uma péssima divulgação de apenas alguns dias, os ingressos; começar a vender os ingressos dois dias antes; o show seria na sexta de um feriado emendado; como se não bastasse, a censura era de 18 anos. Junte tudo, e encontre duzentas e poucas pessoas, que apesar de tudo isso conseguiram descobrir e ir ao show. Alguns menores ainda tinham a esperança de conseguir entrar de alguma forma, mas ficaram do lado de fora.

Fotos: Mauricio Von Abel

O show começou com algum atraso. Por volta das 23h30, a introdução de "Children of Lies" começa e Edu Falaschi (V/G), Tito Falaschi (B), Damian Tiguez (G) e Adriano Daga (D) entram no palco e a executam com muita vontade, logo seguida de "Break All Welds". O cover de Ozzy, "Perry Mason" rende destaque para Tiguez, que conseguiu extrair um excelente timbre e pegada. "Scary Zone" e "Golden Empire" na seqüência, mostraram quanto Almah deixa Falaschi confortável para cantar. Em seguida, a excelente "Breathe" se encaixou perfeitamente em sua voz.

Para dar um gostinho de Symbols ao público (afinal haviam três integrantes da banda no palco), "Eyes in Flames" caiu como uma luva, com destaque para os backs de Tito, e sua presença empolgante.

Dando início às participações especiais, para tocar "Rebirth", Edu chama ao palco seu companheiro de banda, Rafael Bittencourt, que faz a galera cantar junto! Cumprimentos e apresentações à parte, hora do solo de bateria. Adriano Daga deu conta, com um muito bom solo. Apenas um adendo: momentos solos de bateria, baixo, guitarra, ou qualquer outra coisa deveriam estar extintos de shows de metal normais, isso fica pros “malabaristas” instrumentais; tais momentos solos ocupam tempo que poderia ser bem gasto com outras músicas.

Com a velha piada de ajudar a banda novata, Edu chama novamente Rafael, e desta vez Renato Tribuzy para executar "Number Of The Beast", um cover meio batido para os vocalistas, que poderiam ter inovado um pouco, mas sendo um clássico, foi mais que eficiente para incendiar o público. Encerrando as participações, Edu faz algo tão raro quanto admirável, chama ao palco o roadie e guitarrista Rodrigo Fantoni (que também trabalha com o Angra e carreiras solos dos integrantes) para tocar "Nova Era", o que o mesmo faz com muita habilidade.

"Pegasus Fantasy" foi de longe a música mais comemorada, aplaudida e divertida do show. Com acompanhamento da banda, e Edu cantando e tocando guitarra, todos cantaram juntos. Depois de tantos pedidos para ser executada nos shows do Angra, finalmente a vontade foi saciada.

O show foi encerrado com "Take Back your Spell" e a excelente e vigorosa "King".

Destaques deste show sem dúvida para o grande respeito da banda pelo pequeno público. Foi elogiável e notável o ânimo e a simpatia dos músicos no palco; nenhum desapontamento transpareceu. Edu Falaschi demonstrou uma boa performance, estando completamente confortável, solto e extrovertido. Naturalmente falhas ocorrem, mas nada tirou o brilho das músicas do Almah ao vivo.

Set:
Children of lies
Break all Welds
Perry mason
Scary Zone
Golden empire
Breathe
Eyes In Flames
Rebirth (Rafael)
Drum Solo
Number of the beast (Rafael e Tribuzy)
Nova Era (Rodrigo Fantoni)
Pegasus Fantasy
Take Back your Spell
King

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Sobre Sylvia Helena D`Antonio

24 anos, carioca. Sylvia é luthier no Rio de Janeiro. Estudou luthieria na B&H Guitar Craft School, em São Paulo. Fez faculdade de Produção Fonográfica, e além de ter sua oficina no rio, atua também fazendo produção executiva e técnica de shows, roadie, guitartech, e stage manager free-lancer. Show é sua vida! Escuta rock desde 12 anos, e é uma “viúva” chorosa dos tempos áureos do Metallica. Curte desde Hard Rock até um bom Thrash Metal, com preferência para o Heavy Tradicional e Prog Metal. Bandas preferidas: Metallica, Megadeth, Dream Theater, Mr. Big, Angra, Dio... entre muitas outras.

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