Resenha - Marty Friedman (Colégio Objetivo, São Paulo, 02/05/2002)

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Por Carol Oliveira e Patrícia De Pierro
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Marty Friedman não é somente o ex-guitarrista do Megadeth, ele é também o fundador da banda Cacophony, com a qual já gravou dois discos. Além de ser um músico criativo, preciso e um ídolo venerado por muitos guitarristas e estudantes do instrumento.
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Fato que pôde ser comprovado durante sua última passagem pelo Brasil em um Workshop realizado pela EM&T (Escola de Música e Tecnologia) que lotou o auditório do Colégio Objetivo com 1150 pessoas, no dia 2 de maio.

O guitarrista mostrou em primeira mão para o público brasileiro três faixas do novo álbum, que será lançado ainda esse ano, e respondeu com muita simpatia a todas as perguntas feitas pelos fãs, muitas sobre o Megadeth e quase nenhuma sobre técnicas e equipamentos (fato curioso já que se tratava de um Workshop).


Quando perguntado sobre o estado de saúde do guitarrista Jason Becker, Marty ficou muito emocionado ao falar do amigo que sofre de esclerose lateral amiotrófica (uma doença rara e sem cura). Ele disse que Jason ficaria muito feliz de saber que os fãs brasileiros estão preocupados mas que infelizmente ele está muito mal.

Sempre muito simpático e atencioso, Marty aceitou na mesma hora quando um garoto da platéia pediu para fazer uma jam com ele e juntos tocaram uma música do Cacophony.

No final, distribuiu camisetas, sorteou uma guitarra Jackson, um amplificador Crate com sua assinatura, deu muitos autógrafos e tirou fotos com todos os fãs. Foi sem dúvida uma noite muito agradável e inesquecível.


Confira algumas perguntas feitas pelo público:

Qual foi o motivo de sua saída do Megadeth?
Saí porque queria tocar músicas diferentes, mas ainda somos muito amigos.

O que você achou do desempenho do guitarrista Al Pitrelli no último Cd do Megadeth “The World Needs a Hero”?
Não vou dizer nada de ruim sobre o Megadeth, eu não ouvi o ultimo cd com atenção.

Você está trabalhando em novo Cd?
Estou trabalhando num cd solo desde fevereiro, que vai ser concluído em junho, mas ainda não tenho as mixagens definitivas.


O que você está ouvindo atualmente?
Garbage e Andrew W. K.

Você conhece a música brasileira?
Conheço pouquíssimos músicos brasileiros, e a cada país que vou, gosto de ouvir novas culturas.

Você gosta de som eletrônico?
Gosto muito, nos meus cds gosto de colocar o som eletrônico como base e minha guitarra como solo.

Porque sempre depois dos lançamentos do Megadeth, você lançava um cd solo logo em seguida?
As turnês me estressavam muito, por isso tentava lançar um disco solo logo em seguida, totalmente diferente do som do Megadeth.


Como anda o estado de saúde do seu amigo Jason Becker?
O Jason continua mal, tentando viver. O espírito dele é muito forte, ele ficaria feliz em saber que há fãs brasileiros preocupados com ele. Jason é uma inspiração pessoal pra mim.

Qual será o estilo do novo CD?
A maior parte dele é pesada com linhas de guitarra muito intensas.

Você pretende usar vocais no novo cd?
Não, o álbum será totalmente instrumental, mas quem sabe um dia usarei vocais em algum cd.

Qual é a sua opinião sobre Steve Vai, Malmsteen e Joe Satriani?
Eles são ótimos guitarristas, acho que até melhores do que eu, mas a música deles não é do tipo que me emociona, que eu sento para ficar escutando.

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Sobre Carol Oliveira

Seu primeiro contato com o metal foi em 1993, quando, na época com 13 anos de idade, driblou a censura do Parque Antártica para assistir a apresentação do Metallica. Desde então gasta horas do seu dia e boa parte do seu salário vasculhando o que há de melhor entre os vários estilos musicais. Curte dos clássicos setentistas, passando pelo hard rock “farofa”, heavy metal e até mesmo indie e britpop. Formada em Radio e TV, já trabalhou em veículos como a Rádio Transamérica e o SBT, hoje é uma das sócias da MiG-18, a primeira agência de comunicação voltada pro mercado musical.

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Sobre Patrícia De Pierro

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