Resenha - Bruce Dickinson (Rio de Janeiro, 20/04/1999)
Por Pedro Fraga Bomfim
Postado em 20 de abril de 1999
Terça Feira, dia 20 de abril. Véspera de feriado. E com show do mestres Bruce Dickinson e Adrian Smith no Metropolitan! Uma semana não poderia começar melhor. Depois do já clássico atraso nos shows, começa uma apoteose metálica que IMO a muito não se vê. Primeiro porque Bruce ainda corre, se mexe e canta como se fosse um garoto de 16 anos. Claro que a voz também já não é mais a mesma, mas continua maravilhosa (e olha que ele estava gripado)! Adrian Smith continua um dos maiores monstros da guitarra no Metal. Segundo porque depois de um álbum fraco (Skunkworks) ele conseguiu lançar dois discos extremamentes pesados e bons, ao contrário de sua antiga banda (e agora atual novamente). Isso se deve a duas pessoas: Roy Z e Adrian Smith. O primeiro é além de um excelente guitarrista, um grande compositor. O segundo creio que dispensa comentários. Estamos falando de um dos guitarristas mais influentes do Heavy Metal.
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Voltando ao que importa, o espetáculo. Ele foi dividido em partes, começando pelas músicas do novo álbum, Chemical Wedding: Trumpets Of Jericho, King In Crimson, Chemical Wedding, Gates Of Urizen, Killing Floor e The Book Of Thel mostraram bastante o peso do novo álbum e como ele se porta ao vivo. Melhor ainda quando Bruce anunciou que o show estava sendo gravado para virar um álbum ao vivo! A galera que já estava no máximo, superou todos os limites físicos e gritou, cantou e agitou de maneira exemplar! Depois Bruce e banda nos troxeram músicas mais antigas da carreira solo do cantor e até mesmo (como era de se esperar ), clássicos do Iron Maiden: Tears Of The Dragon, Accident Of Birth, Darkside Of Aquarius, Powerslave e Laughing At The Hiding Bush, terminando com outra do Chemical Wedding: The Tower.
O som do show estava bastante bom, especialmente pelo fato do show estar sendo gravado. Pra quem pensava que era só isso (se bem que eu não creio que alguém chegou a pensar ser só isso) ele voltou mais duas vezes ao palco. No primeiro bis rolou 2 Minutes To Midnight e Tattooed Millionaire. No segundo, Road To Hell e Flight Of Icarus. Um show que certamente merece ficar na nossa memória e em breve, nos nosso cd-players.
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