Rock In Rio: A bobagem das garrafas atiradas contra Carlinhos Brown

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Por Mateus Ribeiro
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Nesta sexta-feira, dia 27 de setembro, se iniciou mais uma edição do festival Rock In Rio, festival que reúne artistas de todos os mais variados estilos musicais, apesar de ter Rock no título.

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Desde a sua primeira encarnação o festival se notabilizou pela grande mesclas de universos musicais. No longínquo ano de 1985, participaram nomes como Queen, Iron Maiden, Elba Ramalho, Moraes Moreira, Ozzy Osbourne, Kid Abelha (que foi alvo de vaias) , Yes, Erasmo Carlos e uma infinidade de atrações tão diferentes quanto o Gattuso e o Rodrigo Caio.

Em 1991, as coisas não foram muito diferentes, já que a salada musical temperada por Guns N' Roses, Queensryche, Judas Priest, Faith No More e Megadeth tinha outros ingredientes distintos, como George Michael, Prince, Pepeu Gomes, Engenheiros do Hawaii, Roupa Nova, NEW KIDS ON THE BLOCK e outros artistas competentes e de renome que não eram exatamente do mundo do rock ou do metal.

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A terceira edição só foi acontecer uma década depois, em 2001. Era de se esperar que o público já tivesse percebido que a mistura de estilos era um dos principais propósitos (e razões do sucesso) do festival. Definitivamente, não foi isso que aconteceu. O cast, mais uma vez, reuniu representantes de diversos nichos musicais, o que gerou reclamações intermináveis por parte até mesmo de quem NAO iria ao evento. Guns N' Roses, Iron Maiden, Sepultura, Silverchair, Britney Spears, Oasis, Sandy & Junior, Red Hot Chili Peppers, Cássia Eller, Queens of The Stone Age, Biquíni Cavadão , Foo Fighters, Sheryl Crow, Los Hermanos, Ira! e Carlinhos Brown foram alguns dos inúmeros artistas que subiram aos palcos do evento para mandar (ou tentar mandar) um som. E é sobre o que ocorreu com o última artista a ser citado que o texto vai falar um pouco.

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Caso você não se recorde, durante a sua apresentação, Carlinhos Brown foi alvo de uma chuva de garrafas atiradas pelo público presente. Qualquer ser humano que saiba quem é Carlinhos Brown sabe que ele não é exatamente um expoente do rock ou do heavy metal. Também vale citar o fato de que ninguém é obrigado a gostar de nada nesse mundo. Porém, o respeito foi, é e sempre será obrigatório. Infelizmente, naquele 14 de janeiro de 2001, o respeito passou longe da apresentação do artista.

Tão logo subiu no palco, foi recebido por inúmeras vaias por parte dos presentes, que possivelmente, não eram fãs do trabalho de Carlinhos Brown. Longe de ser o advogado do diabo, quando não se gosta de alguma coisa, se afastar ou ignorar sempre é o melhor caminho. Em 2001, essa máxima também era válida, porém, descontentes com a continuidade do show, os presentes continuaram com o circo dos horrores, só que atirando garrafas de plástico. Muitas garrafas, que representam muito bem como PARTE do fã de rock no Brasil é egoísta, mimado e não consegue tolerar o que é um pouco diferente do seu gosto pessoal. E antes que apareça a patrulha do "eu estava lá e ele falou a,b,c", pouco importa se e quando o músico chamou os rockeiros de ignorantes. Se ele tivesse afirmado isso antes das do show, a agressão apenas comprovaria sua afirmação. Respeitar diferenças é questão de educação e na maioria das vezes, a falta desse respeito mostra bem o caráter (ou a falta dele) em algumas pessoas.

Até hoje, o triste episódio é lembrado por quem o presenciou, tanto ao vivo quanto na tv ou em jornais. De lá pra cá, inúmeras edições do festival foram realizadas novamente, e todas elas com o já conhecido leque de atrações musicais totalmente opostas. Por bem, não tivemos mais nenhuma situação que deixasse em evidência a intolerância, algo tão frequente no cotidiano do brasileiro, mas que não pode se tornar algo normal. Apesar das vaias por parte de um ou outro panaca que sai de casa para criticar o trabalho alheio, nada chegou perto do que foi feito com Carlinhos Brown.

Dezoito anos depois, em mais uma edição do festival, é esperado que diferenças sejam respeitadas, que exista espaço para todo mundo se divertir (sem prejudicar o próximo, é claro) e que o tal clima de paz que fãs de rock amam dizer que existe nos eventos, de fato, prevaleça.

Se você estiver presente no evento no dia de alguma atração que não goste, guarde sua garrafa e envie para a reciclagem. O Planeta Terra agradece. Não seja um idiota. O mundo já tem muitos deles.

Bom festival, com muito respeito, tolerância e paz!




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Sobre Mateus Ribeiro

Fanático por Ramones, In Flames e Soilwork. Limeirense com muito orgulho (e sotaque).

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