Café Com Rosas: escutando Coheed And Cambria
Por Guilherme Fernandes
Fonte: Café Com Rosas Blog
Postado em 07 de março de 2012
Escutar qualquer disco do Coheed And Cambria é uma experiência absurdamente estarrecedora. O grupo, ora desconhecidos do grande publico – e, ao que parece, demorará um pouco mais que o normal para tal feito – é denominado como new-prog, ou seja, o rock progressivo de antigamente adequado às novas estruturas de construção e tecnologia. Nada mais que pura inveja dos críticos que adormeceram no passado e não querem pisar em nenhuma outra novidade até o fim de suas carreiras.
Chamar o Coheed And Cambria de new-prog, de rock progressivo, de metal sabe lá das quantas, é de uma limitação mental danada que chega a dar pena. A banda bebe das fontes certas. Tem um lado totalmente Zepeliano, assim como sacadas tão inteligentes quanto os dinossauros do rock, sejam eles pomposos como o Pink Floyd ou, em minha singela opinião, um degrau abaixo como o Rush.
O fato é que a banda do cabeludo de voz fina, Claudio Sanchez, faz bonito. É impossível ficar imune à fina musicalidade do quarteto. Cada canção é um presente aos desavisados, tamanha criatividade e inteligência, seja na execução dos temas, seja na questão lírica, totalmente original, provenientes dos surtos criativos de seus integrantes.
Embora, em sua primeira apresentação no Brasil, tenha se notado certo desprezo do publico presente, ávido para assistir nomes como Motorhead, Slipknot e Metallica, o quarteto fez bonito. Mesclando músicas novas com temas mais antigos, Sanchez e Cia. brindaram aos que realmente gostam de boas músicas, no qual esqueceram o radicalismo fanático e se embebedaram com suas belas canções.
Alguns dizem que o cover de The Trooper, do Iron Maiden, salvou o show da banda. Eu, sinceramente, achei desnecessário, embora tenha consciência em que foi o momento em que o público mais interagiu com a banda. Nos fóruns e redes sociais, muitas criticas foram feitas ao Coheed And Cambria. Grande parte delas negativas. Entretanto, arrisco-me a dizer que, em breve, os mesmos que criticaram, render-se-ão ao talento dos rapazes do Coheed And Cambria.
Ou será que a voz do Geddy Lee é unânime entre os apreciadores de boa música? Ou então, que grande parte dos ouvintes conhece algo além do The Dark Side Of The Moon e Wish You Were Here?
Longe de querer entrar em méritos e/ou comparações com grandes e consagradas bandas. Entretanto, torço pelo Coheed And Cambria. Torço para que não se acomodem em seu relativo sucesso, ou em seus bons álbuns e continuem criando coisas novas e instigantes para seus apreciadores. Reconhecimento é algo que vem com o tempo. Ainda mais no mundo da música, onde as coisas boas sobrevivem independentes do crivo radiofônico.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Por que King Crimson é melhor do que Dream Theater, segundo Mikael Åkerfeldt do Opeth
Rhapsody anuncia Brasil na turnê de despedida em 2027
Dave Mustaine nega que Megadeth tenha pedido dinheiro para tocar em despedida de Ozzy
A banda dos anos 1990 que não tocava depois do Motörhead ou Slayer
Revolução feminina? Perfil vê padrão nas saídas recentes de cantoras do metal sinfônico
Biohazard retorna afiado com "Divided We Fall"
Sharon Osbourne explica ausência do Megadeth em "Back to the Beginning"
A pior banda gaúcha de rock de todos os tempos, segundo Rogério Skylab
Com Robert Trujillo e Mike Muir, Infectious Grooves anuncia show comemorativo
A banda que Ozzy venerava, James Hetfield odiava e Bruce Dickinson ridicularizava
"Minha voz está fenomenal", diz Jon Bon Jovi em entrevista
Floor Jansen quebra silêncio sobre saída do Nightwish em vídeo: "Também estou triste"
A curiosa opinião de Eddie Van Halen sobre os Beatles; "Ele odiava a própria voz"
Quando os shows do Led Zeppelin passaram a ser criticados por algo que antes era só elogio
Todos os discos do Van Halen gravador por Sammy Hagar, do pior ao melhor, segundo o CRH
Como Rafael Bittencourt manteve Amplifica após Monark sair do Flow: "Redução drástica de verba"
Dave Mustaine: "Lars Ulrich não é um bom baterista; qualquer bom baterista vai te dizer isso!"
"Sou um depressivo crônico desde 2010", diz Marko Hietala, ex-baixista do Nightwish


As 11 melhores bandas de rock progressivo dos EUA, segundo a Loudwire
Heavy metal: radicalismo ou preconceito?



