Atheist: vocal comenta teste no Velvet Revolver
Por Gustavo Hermann
Fonte: Blastwave
Postado em 13 de setembro de 2006
O Blastwave webzine recentemente conduziu uma entrevista com os seminais pioneiros do metal técnico do ATHEIST. A seguir alguns trechos da conversa:
Blastwave: Kelly, ouvimos um rumor de que você estaria trabalhando com o VELVET REVOLVER, há alguma verdade nisso?
Kelly Schaefer: Bem, sim, eu estava. Fui à audição e fiquei entre os quatro finalistas e então Scott Weiland ficou disponível. Eu fui a Los Angeles tocar com eles e fiz três músicas, foi uma grande experiência. Fiquei feliz apenas por fazer a audição e ter tido essa oportunidade. Gravei com o NEUROTICA e nós estivemos no Ozzfest em 2002. Então mandei para eles esse álbum quando estavam procurando por um vocalista e então eles me chamaram e mandaram três músicas, me pedindo para fazer meu trabalho com elas. Eu enviei as músicas de volta e eles gostaram e então fui para L.A. por um fim de semana. Nós escrevemos outra música e gravamos um monte de coisas. Eu me saí muito bem tocando eles, Slash e eu realmente detonamos, foi muito legal.
Mas, obviamente, eu não os culpo nem um pouco, estou feliz pelo seu sucesso e Scott é um grande frontman, combina perfeitamente com a banda. Acho que eles queriam alguém um pouco mais perigoso e obviamente ele está vendendo milhões de álbuns, então eu perdi para ele! (risos) Teria sido uma grande história entretanto, teria sido bem interessante para um cara do death metal terminar cantando numa banda com o Slash. Mas foi uma experiência boa e muito divertida.
Blastwave: O que vocês pensam desse negócio de reunião? O ANTHRAX tem sido motivo de discussão em relação a isso, com as pessoas questionando por que eles reuniram de volta a antiga formação quando tinham um line-up realmente bom e sólido. Quais as razões que lavam uma banda a se reunir?
Kelly Schaefer: Acho que estamos fazendo isso por razões bem diferentes das deles. É mais pelas pessoas que deram suporte para o ATHEIST por anos. Nós passamos por várias merdas e perdemos nosso baixista na primeira turnê (Roger Patterson, morto em um acidente em 1991), e isso foi muito brutal. Não se trata de fazer dinheiro, a finalidade é a superação e termos a oportunidade de ouvir o que nunca fizemos com Steve Flynn, e tem sido muito divertido. Temos tido um monte de trabalho, é realmente difícil tocar essas músicas.
Estamos fazendo isso pelas pessoas que estiveram fazendo fila para que nós autografássemos posters! Eu sei que isso soa meio brega, mas é realmente a nossa motivação. Nós não estaríamos aqui se essas pessoas não tivessem estado conosco e nos apresentado para todos os seus amigos. Estamos felizes com o legado que temos mais do que por termos vendido 100.000 discos dez anos atrás. Eu não trocaria esse respeito por discos vendidos de maneira alguma. Somos fãs de metal como esses garotos esperando na fila, então é muito legal que tudo funciona como um grande círculo.
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