Celtic Frost: Fischer conta como tentaram converte-lo ao cristianismo

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Por César Enéas Guerreiro, Fonte: Blabbermouth
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O frontman do CELTIC FROST, Tom Gabriel Fischer, postou a seguinte mensagem em seu blog oficial em outubro de 2006.

"O agente encarregado da atual turnê do CELTIC FROST nos Estados Unidos propôs a idéia de selecionar, em algumas cidades, uma pessoa da platéia para ser ‘roadie por um dia’, isto é, trabalhar com a banda e o pessoal de apoio desde o momento em que a banda chega no local até o momento da partida logo após o show. O ‘roadie por um dia’ terá acesso total a tudo, jantará com a banda e o pessoal de apoio e poderá levar para casa tantos produtos da banda quantos quiser. Aparentemente, o EMPEROR fez a mesma coisa e teve sucesso. E, mesmo que tal idéia seja totalmente estranha àquilo que eu pessoalmente considere que seja o objetivo e a intenção do CELTIC FROST, acho que isso poderá ser divertido para o(a) fã escolhido(a), além de ser uma boa distração dentro dessa ambiciosa agenda de shows que iremos seguir.

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E o conceito funcionou perfeitamente quando tivemos o nosso primeiro ‘roadie por um dia’, o incomparável Eric Massicotte, em Montreal, no dia 16 de setembro. Todos ficamos tristes quando tivemos que nos despedir ao final do dia.

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O que torna os eventos da noite passada ainda mais esquisitos. Um segundo ‘roadie por um dia’, coincidentemente também chamado Eric, tinha sido escolhido para nosso show em San Diego. Ele foi bastante gentil e estava empolgado, mas todos nós, a banda e as pessoas de nossa equipe técnica, sentimos que havia algo estranho no ar. Mal sabíamos o quanto estávamos certos. Logo depois que eu saí do palco, após 90 minutos de caos ao estilo do CELTIC FROST, e antes que eu conseguisse chegar até o camarim, Eric literalmente colocou um CD gravado por ele bem na minha cara e disse algo do tipo: ‘Tom, ouça isto, pode ajudar você’. Eu estava encharcado de suor e cheio da adrenalina do show, havia uma toalha enrolada no pescoço como um cachecol e tinha acabado de cantar ‘Synagoga Satanae’, a última música do show.

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Eric tinha se transformado completamente em relação ao que ele foi durante todo o dia. Ele tinha trocado a sua camiseta branca por uma camiseta evangélica e o CD que ele tentou me fazer escutar tinha o título, escrito de maneira bem tosca, de ‘Quem é Jesus Cristo e por que eu deveria me importar com ele’. Não conseguíamos acreditar. O idiota estava realmente tentando nos converter. Nós, do CELTIC FROST, entre todas as bandas que há por aí.

Tudo o que ele conseguiu foi mostrar o quanto era ridículo. Sua estada conosco terminou de forma bem abrupta".




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Sobre César Enéas Guerreiro

Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".

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