Filme de Dickinson já tem diretor de fotografia

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Por Thiago Coutinho, Fonte: Hollywood Reporter, Tradução
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Matéria de 05/09/07. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

De acordo com o jornal Hollywood Reporter, o longa-metragem “The Chemical Wedding”, do vocalista do IRON MAIDEN, Bruce Dickinson, acaba de escolher o seu diretor de fotografia, que será Julian Doyle.

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Doyle é um velho conhecido de Dickinson, tendo trabalhado com o músico em diversos videoclipes de sua carreira solo, tais como “The Tower”, “Killing Floor” e o mais recente, “Abduction”.

“Chemical Wedding” será estrelado pelo ator britânico Simon Callow, que interpretará o professor Haddo, que acredita ser a reencarnação de Aleister Crowley, um polêmico ocultista inglês, também conhecido como o “homem mais maligno da Grã Bretanha”.

Em outras novidades, o site The Bruce Dickinson Wellbeing Network conversou com o designer britânico Hugh Gilmour, responsável por diversas artes gráficas da carreira solo de Bruce Dickinson, além de ter restaurado e cuidado do projeto gráfico dos relançamentos da carreira do cantor, em 2005.

BDWBN: O quão diferente é trabalhar com Bruce em comparação a outros artistas?

Hugh Gilmour: "Todos os artistas são diferentes, mas Bruce tem um conhecimento profundo do quão integrados a capa e o encarte devem ser ao lançamento, o que é o caso de muitas bandas de rock pesado. Os créditos também devem ser dados ao time que o empresaria, eles têm uma importante influência no processo criativo também. Bruce é muito entusiástico, o que é muito importante para mim, que procuro retorno ou a direção a ser tomada do cliente".

BDWBN: O Bruce lhe dá alguma instrução a ser seguida, qual estilo, ou você tem total liberdade em como apresentar o álbum?

Gilmour: "Não há regras fáceis ou rápidas, mas ele sempre está atento e feliz em considerar quaisquer idéias e conceitos que eu traga à mesa, mas normalmente é uma união de um tema ou conceito que vai para o álbum — como em ‘The Chemical Wedding’, por exemplo, em que era imperativo que a capa e o encarte complementassem a música. Além do mais, Bruce é um grande fã de William Blake, tanto como artista como escritor, e por isso Blake apareceu em diversos de seus trabalhos".

BDWBN: De onde vem sua inspiração? Por favor, seja específico em seus exemplos, como ‘nesse álbum a inspiração veio de’.

Gilmour: "Antes de começarmos a trabalhar no ‘Accident of Birth’, achei que seria legal utilizarmos o Derek Riggs [N. do T.: artistas que cuidou de diversas capas clássicas do IRON MAIDEN] para a capa, mas achei que eles não aceitariam isso. Mas eles sugeriram o Derek antes, quase simultaneamente. Todo o conceito da capa foi discutido entre drinques no Latymers, um pub que fica em Hammersmith. Dessa mesma forma casual, lembro-me de ter visto o quadro ‘Ghost Of A Flea’, de William Blake, na Tate Gallery, quando eu era um adolescente. Achei que daria uma capa fantástica, era uma arte bem bizarra e à frente do seu tempo. Quando Bruce me ligou para discutirmos a capa de ‘The Chemical Wedding’, tinha certeza que ele mencionaria aquele quadro quando mencionou Blake".

BDWBN: Dê-nos um exemplo de algo que saiu surpreendentemente bem e por quê?

Gilmour: "Fiquei muito satisfeito com toda a campanha por trás dos relançamentos dos álbuns de Bruce que fizemos dois anos atrás. Não trabalhei nos dois primeiros álbuns de Bruce [N. do T.: ‘Tattoed Millionaire’, de 1990, e ‘Balls To Picasso’, de 1994], eu ainda estava na faculdade, mas foi muito bom dar-lhes mais unidade quando foram lançados mais tarde, como no ‘Skunkworks’, por exemplo. Trabalhei com Bruce antes de trabalhar com o MAIDEN, tem sido muito importante para mim estar envolvido com eles. Alguns trabalhos que fiz com Bruce tiveram pouca exposição, como as camisetas que fiz para as turnês. Quando eles descobriram que toda a arte que envolvia o álbum ‘Alive In Studio A’ não podia ser traduzida em uma camiseta, pediram-me para trabalhar com Bruce em dois desenhos diferentes. O primeiro era como um cara da Ku Klux Klansman, com as lentes de uma câmera em sua cabeça e uma guitarra saindo de seu estômago. Foi feita usando pincel e um aerógrafo, com meu amigo Dylan servindo de modelo. O outro desenho foi inspirado na música ‘Sacred Cowboys’, em que John Wayne aparece como o Papa. Você pode vê-la sendo usada por Bruce no livreto do álbum ‘Scream For Me Brazil’. Também desenvolvi alguns desenhos para a turnê européia de 2002, que foi baseada na Segunda Guerra Mundial. Acho que ficou muito legal. Um lançamento raro, mas que gostei muito foi a capa do single ‘Killing Floor’, que só saiu no Japão. Também acho que todo o pacote que envolve o DVD ‘Anthology’ muito bom".

BDWBN: Dê-nos um exemplo de algo que não ficou tão legal e o porquê.

Gilmour: "Estou satisfeito com a maior parte do trabalho que fiz com Bruce, mas a gravadora não gostou muito da capa que desenvolvi para o ‘Alive In Studio A’. Diziam que parecia um bootleg, mas se esqueceram que não era para ser ‘O Novo Álbum de Bruce Dickinson’, era mais um álbum tapa-buraco mesmo. Acho que a capa feita para os discos em vinil ficou demais. Como sempre rola com o vinil, aliás. Os títulos que aparecem foram feitos em uma velhíssima máquina de escrever e depois digitalizadas para o computador. Hoje, você provavelmente pode fazê-los no Photoshop, mas não atingirá o mesmo efeito".

Para ler a entrevista na íntegra, em inglês, clique aqui.

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Sobre Thiago Coutinho

Formado em Jornalismo, 23 anos, fanático por Bruce Dickinson e seus comparsas no Maiden. O heavy metal surgiu na minha vida quando ouvi o vocalista da Donzela de Ferro em "Tears of the Dragon", em meados de 1994. Mas também aprecio a voz de pato bêbado do controverso Dave Mustaine, a simplicidade do Ramones, as melodias intrincadas do Helloween, a belíssima voz de Dio ou os gritos escabrosos de Rob Halford. A Whiplash apareceu em minha vida sem querer, acho que seus criadores são uns loucos amantes de rock e acredito que este seja o melhor site de rock do país, sem qualquer demagogia!

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