Iron Maiden: "Todd Diary" falando sobre o show em Belém

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Por Salvador Neto, Fonte: Iron Maiden Official website, Tradução
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Matéria de 08/04/11. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

Segue abaixo tradução de texto do "Todd Diary", falando sobre o show do IRON MAIDEN em Belém:

No dia seguinte decolamos para Belém, o portão da Amazônia. Fundada em 1616, Belém foi a primeira colônia européia na Amazônia, mas se tornou parte da nação brasileira apenas em 1775. Do Portão da Amazônia, o porto e a cidade crescerão tremendamente em tamanho e importância devido ao comércio de borracha no século XIX, e agora é uma grande cidade com milhões de habitantes.

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Essa foi a primeira visita da banda, e minha, mais uma página da nossa aventura ao desconhecido. Foram duas boas horas de vôo (de Brasília a Belém), então tive tempo de me preparar para algumas entrevistas que viriam, para Dave e Steve. Quando pousamos, a cidade me lembrou um pouco de Bali. Também sobrevoamos a Amazônia durante o vôo, o que foi fantástico para mim. Nos avisaram que Belém seria o lugar mas úmido da nossa viagem e como estava chovendo quando chegamos, estava mais frio do que o normal. Quando chegamos ao hotel nos deparamos com um grupo de fãs gritando e cantando as melodias do maiden em uníssono. Muitos deles ficaram lá durante a noite toda gritando e acenando quando qualquer um passava pela porta.

A melhor coisa sobre lugares como este são os vários fãs entusiasmados prontos para seguir a banda, combinados com um lugar desconhecido, eles normalmente ficam dentro do hotel o tempo todo. Ouvi dizer que numa das viagens passadas à América Latina Janick tentou sair e dar uma volta e foi cercado por fãs. Ele disse que tentou assinar algumas coisas mas a multidão ficou cada vez maior e ele foi encurralado num canto com mãos vindo de todas as direções. Por sorte, Ian estava passando por lá e perguntou o que estava acontecendo à multidão. Ele percebeu que era Janick e rapidamente o tirou de lá.

Para nós, ao contrário da banda, temos a sorte de podermos andar tranquilamente. Então naquela noite, contra nossos melhores conselhos, um grupo nosso (Justin, Griff, John, Nick e eu) decidiu explorar um pouco de Belém. Fomos visitar um restaurante num lugar conhecido como “Doca”. Então encontramos Patrick, Rob e Antti. Ficava numa área fechada então era um lugar seguro, até que decidimos dar uma volta. Acabamos saindo da segurança do lugar fechado, e fomos andando até chegar numa bifurcação num lugar muito soturno. Nick decidiu dar uma olhada e quando começamos a andar um cara apareceu do nada e começou a segui-lo. Perto de uma das ruas vimos algumas outras pessoas também indo ao encontro dele. Começamos a chamar Nick e nessa hora um taxi apareceu, fez um gesto de uma arma e disse “Lugar ruim, lugar ruim”. Acabamos pegando Nick, entrando no táxi e saindo de lá na hora. Ainda sem aprender nossa lição, descemos do taxi e andamos por uma rua grande até que decidimos voltar ao hotel. Depois de tudo, Nick pegou um mapa (sarcasmo). Acabamos andando por várias quadras em vizinhanças incomuns, sem saber exatamente onde estávamos indo. Também recebemos várias ligações do hotel dizendo que deveríamos parar de andar, entrar num táxi e voltar imediatamente ao hotel. Não era seguro. Acabamos aceitando o conselho, voltando e tomando uma bronca por não ter ouvido. Aprendemos a lição.

O dia seguinte era dia de show e estava chovendo muito. Encontramos Adrian entrando no saguão de roupão. De uma maneira bem dele (uma piada) ele disse com um sorriso: “Sai pra deitar na piscina e pegar um sol quando...” e nos olhou com as mãos pra cima. Ele estava ensopado, mas não da piscina! Muito engraçado!

Chegamos ao Parque de Exposição lá pelas 4:30. Era um lugar aberto e por sorte a chuva parou completamente pouco antes do show e não voltou. Impressionante como parou. Senti pelos fãs que ficaram lá na chuva torrencial mais cedo, guardando seu lugar na fila. O público de Belém foi um dos melhores até então. Não há muitos shows de grande porte acontecendo em Belém, especialmente um como o do Maiden, e o Ed Force One dá à banda chance de ir a lugares normalmente muito complicados de se chegar de ônibus. Os fãs estavam muito empolgados por finalmente assistir a um grande show. Ouvi dizer que quando os ingressos começaram a ser vendidos, foi um completo pandemônio.

Não demorou muito depois dos portões abrirem para o lugar ficar totalmente lotado e o IMFC tomar seus lugares bem na frente do palco. Fiquei impressionado por ver tantas crianças e garotas guardando seus lugares bem na frente. Quem abriu o show foi uma banda local chamada Stress. Realmente gostei deles. Para mim, me parecem uma versão mais pesada daquela antiga banda de metal francesa Sortilege. Fui lá dizer a eles que eles foram muito bem e que eram caras muito legais. Estavam animados de tocar no mesmo palco que o Iron Maiden.

A banda subiu ao palco as 9:00 para um mar de rostos ansiosos que vibraram em uníssono na medida que cada letra chegava a eles, transbordavam de pura emoção, falemos do Bruce. Quando fui para a multidão para ver, o que gosto de fazer em diferentes lugares ao longo do show, percebi o quão boa a iluminação estava em “Dance of Death” A iluminação sempre foi boa, mas ao vê-la em todos os shows, acabei ficando mais sensível para os diferentes aspectos do show e tudo que se pode fazer para garantir uma grande experiência ao vivo para todo mundo. Reconheço a forma de arte que Rob e Antti fazem ao iluminar Bruce e conseguir um grande efeito dramático. Com a iluminação correta e a expressão e movimentos de Bruce, senti como se estivesse assistindo a uma peça da Broadway.

Durante o show sempre se pode perceber Antti indo da plataforma à ponte e observando a iluminação, procurando ter certeza de que cada detalhe está perfeito. Isso mostra o quanto há de trabalho em equipe que há em realizar uma grande produção como esta. Já disse antes que cada um nesta equipe tem seu papel a fazer e que todas essas partes diferentes tem que se encaixar para se conseguir o melhor desempenho, típico de um show do Iron Maiden.

Nunca achei que iria a Belém mas foi uma grande experiência sob todos os aspectos, e os fans com quem conversei foram alguns dos mais legais e mais dedicados desta turnê. Eles abriram de verdade seus braços para a banda, mostraram todo seu amor e devoção. Tiramos o chapéu para Belém.

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