Jizzy Pearl: "Qualquer bandinha acha que vai vender milhões"
Por Nacho Belgrande
Fonte: Playa Del Nacho
Postado em 05 de janeiro de 2013
O jornalista estadunidense GERRI GITTELSON conversou recentemente com o vocalista JIZZY PEARL [Love/Hate, Ratt] e num papo que abrangeu toda a história do músico, os percalços e manhas de ser bem-sucedido como músico profissional foram abordados com destaque. O trecho abaixo é uma tradução desse segmento:
[...] Gerri Gittelson: Vocês lançaram umas músicas ótimas com o [álbum] ‘Blackout In The Red Room’, e estavam abrindo para o AC/DC, e então vocês devem ter imaginado que estavam sendo catapultados para o sucesso. O quão ambicioso e otimista você estava na época? Você se sentia como se estivesse à beira da fama?
Pearl: Todo mundo em tudo quanto é banda acha que está destinado a isso. Até a banda mais vagabunda de Akron, Ohio acha que está destinada a ser milionária e vender milhões de discos. É assim que você supera a adversidade quando as pessoas dizem que você é um merda e que você nunca vai se dar bem. Você tem que acreditar. É um lance de fé.

Pearl:Claro, tínhamos um contrato fabuloso com uma gravadora, então achávamos que estávamos prestes a vender muitos discos, mas pensando agora, eu nunca me senti como se tivéssemos sido feitos de bobos. Na verdade, fomos abençoados. Nós excursionamos com gente maravilhosa e toda a grandeza que vem com isso – MTV, ônibus de turnê, toda a pompa e circunstância. Eu me sinto abençoado por termos feito tudo isso, e nunca nos sentimos como passados pra trás. Aqui estou eu, 20 e tantos anos depois, ainda fazendo música. Foi uma grande jornada.

Gerri: Voltando ao Love/Hate. Depois do primeiro disco, vocês se mudaram pra Nova Iorque. Vocês eram meio que os príncipes de Hollywood na época, então foi uma decisão bem importante. Por que vocês fizeram aquilo?
Pearl: Bem, não vendemos milhões de discos com o primeiro álbum, e um dos caras que era essencial pra nossas manobras era David Kahne, um produtor que já trabalhou com muita gente. Nós queríamos fazer o primeiro disco com ele, mas não tinha agenda, mas eu achei que, já que ele tinha gostado tanto da nossa banda, que deveríamos alugar um apartamento em NYC, igual ao que tínhamos em Los Angeles, e meio que ficarmos em uma sala de novo pra fazer o segundo disco. Mudar pra Nova Iorque parecia algo tão romântico, um excelente período, e vivemos como em um reality show de confinamento, uma mansão de quatro andares no Greenwich Village, onde gravamos e demos as melhores festas também. Foi uma grande experiência.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Gerri: E o que rolou no fim das contas? O que deu errado?
Pearl: Chega um ponto em que as pessoas envelhecem e a realidade começa a entrar na sua vida. Você se casa e quer prover para sua esposa, ou se você tem um filho, você tem que prover, e a música nem sempre paga as contas todo mês. É uma existência caprichosa, é banquete ou fome, um baita cachê ou nada. Como eu disse, a realidade atropela a fantasia e também a única razão pela qual você entrou nessa, então as pessoas começam a procurar outra coisa.
Pearl: Foi isso que aconteceu. Skid e Joey se casaram, e tinham que arrumar um emprego de verdade, então a banda não era mais uma prioridade. Houve discussões e drama também, mas basicamente era o amadurecimento. Nesse mundo, você não dá role com as pessoas com as quais você fez o ensino médio, e foi meio isso que aconteceu. Não que a gente não tenha feito barulho. [...]

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Amy Lee relembra a luta para retomar o controle do Evanescence; "Fui tratada como criança"
Por que Ricardo Confessori foi ao Bangers e não viu o show do Angra, segundo o próprio
Fabio Lione publica mensagem emocionante de despedida do Angra: "Para sempre!"
Guns N' Roses encerra turnê no Brasil com multidões, shows extensos e aposta em novos mercados
Megadeth fará, ao menos, mais uma turnê pela América Latina antes do fim
Sepultura se despede entre nuvens e ruínas
Accept anuncia "Teutonic Titans 1976-2026", álbum que comemora seus 50 anos
A conversa franca entre Angra e Fabio Lione que levou à saída do italiano, segundo Barbosa
O motivo por trás da decisão de Aquiles Priester de vender baquetas do Angra no Bangers
Johnny se recusou a ajudar Joey nos últimos shows do Ramones, diz CJ
População de São Paulo reclama do som alto no Bangers Open Air
A melhor música da história dos anos 1990, segundo David Gilmour
Como "volta às origens" causou saída de Adrian Smith do Iron Maiden
Bruce Dickinson diz qual a primeira música que cantou após vencer a luta contra o câncer
A música que era "pior faixa do disco" e se tornou um dos maiores hits do rock
A opinião de Marko Hietala sobre os dois únicos álbuns do Nightwish que gravou com Tarja

Hard Rock: Aqueles que ficaram para trás - Parte 1

