Blaze Bayley: entrevista durante passagem por Belo Horizonte

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Por Écio Souza Diniz, Fonte: Whiplash
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Uma pessoa muito carismática e um dos grandes vocalistas do Metal mundial. Essas características se referem ao vocalista BLAZE BAYLEY, que fez sucesso no IRON MAIDEN nos anos 90 e agora está pavimentando uma sólida e muito produtiva carreira solo. Atualmente, na divulgação de seu mais recente álbum, "King of metal" (2012), BLAZE passou pelo Brasil, acompanhado pelo violonista Thomas Zwijsen e a violinista Anne Bakker, agraciando aos seus fãs com shows compostos por versões acústicas de clássicos de sua carreira, ou seja, músicas do IRON MAIDEN, da banda BLAZE BAYLEY e até do WOLFSBANE. No show realizado por BLAZE no dia 27 de janeiro no Stonehenge Rock Bar em Belo Horizonte, eu pude bater um papo tranquilo e interessante com ele sobre a turnê, fatos de sua carreira, e esta conversa vocês podem conferir aqui.

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Foto: Maktvh Marquezini
Foto: Maktvh Marquezini

Como tem sido a atual turnê?

Blaze Bayley: Está indo muito bem. Nós não sabíamos o que esperar porque nós só fizemos alguns shows pequenos no Reino Unido e eles foram muito bem. Agradeço aos fãs de Belo Horizonte e agradeço aos fãs do Brasil por me apoiar e tem sido uma turnê muito boa, cada vez melhor e melhor e eu não posso acreditar nas reações que nós temos recebido. Então, muito obrigado a todos os fãs. Muito obrigado.

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Como tem sido a recepção de seus fãs a "King of metal"?

Blaze Bayley: Tem sido muito boa, e os fãs que compraram o álbum entendem que o que eu estou falando é que os fãs são os reis do Metal. Algumas pessoas pensam que eu estou dizendo que eu sou o rei do Metal. Eu não sou o rei do metal, eu não sou o rei do Metal! Todo fã que compra o CD do BLAZE BAYLEY, todos os fãs de Heavy Metal que compram CDs, eles são os reis do Metal. É minha convicção em meu coração, não há Heavy Metal sem fã e o Heavy Metal não sobreviveria. Então, os fãs são os reis do Metal e o álbum "King of metal" é uma homenagem e um agradecimento aos fãs.

Eu acredito que essa ideia de fazer versões acústicas, por exemplo, tocando músicas do IRON MAIDEN, tem sido uma grande surpresa para seus fãs. O que as pessoas tem pensado a respeito dessas versões?

Blaze Bayley: Você está certo, tem sido uma surpresa. Muitos fãs disseram: "Eu não sabia o que esperar, mas agora que vejo eu entendo". Isto é muito bom para nós. A turnê tem ido muito bem e alguns fãs dizem que essas versões tem sido melhores do que as versões de Heavy Metal das músicas. Assim, é muito divertido para nós fazer estas versões e todos os fãs ainda tornam isso mais divertido. E a todo mundo, agradeço pelo apoio. Nós recebemos ótimas reações e espero que quando o CD sair no próximo mês, que as pessoas gostem.

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Como surgiu a ideia de fazer essas versões acústicas?

Blaze Bayley: Eu faço desde que eu tenha acabado de ter meu próprio tempo integral de banda, e em seguida, as pessoas às vezes me reservam para ser um vocalista convidado e você pode me reservar para eu vir e cantar uma de suas canções. Thomas Zwijsen estava fazendo um álbum chamado "Nylon Maiden" e ele me perguntou se eu viria cantar com ele: "venha cantar no estúdio em uma de suas músicas". E ele também organizou uma das minhas músicas próprias, chamada "Soundtrack of my life". Nós gravamos as músicas e foi muito bom, eu gostei muito e estamos trabalhando juntos. Thomas faz alguns arranjos clássicos muito interessantes e eu sinto que o Metal e a música clássica estão muito ligados de várias maneiras, porque nenhum deles está tentando se encaixar dentro de um quadro de três minutos pop, cada um segue a sua própria identidade. Então eu penso nessas adaptações e é algo que eu realmente gosto de fazer, então eu espero que os fãs gostem.

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Sobre sua carreira solo. Você fez vários bons trabalhos como "Silicon messiah" (2000) e "The man who would not die" (2008). O que você acha desses trabalhos e sobre a sua evolução musical desde "Silicon messiah"?

Blaze Bayley: bem eu apenas segui meu coração e é isso o que eu escrevo. Eu escrevo sobre as coisas que me interessam e afetam a mim como pessoa; as coisas que me inspiram. Eu tenho sido muito afortunado porque eu consegui encontrar pessoas muito talentosas para escrever e gravar comigo.

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Eu acho que sua grande evolução teve início no álbum "The man who would not die". Você concorda?

Blaze Bayley: É um álbum muito bom, gravado sob circunstâncias muito difíceis, e muitas das canções são verdadeiras e sobre as coisas pessoais que estavam acontecendo comigo naquele momento. É um álbum muito bom e muitos dos meus fãs dizem que é o seu álbum favorito. Durante a viagem enquanto prosseguimos com a turnê acústica, tudo que fazemos além de tocar é quando temos um pouco de tempo, então nós tentamos, adicionamos e aprendemos outras músicas para o repertório. Temos algumas ideias para canções de "The man who would not die " e "Promisse and terror" (2010) e, em São Paulo, o último show da turnê, vamos tentar jogar tudo o que sabemos como um agradecimento especial aos fãs.

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Eu lembro que em "Blood and belief" (2004) você também passou por muitas circunstancias difíceis...

Blaze Bayley: Sim, foi um álbum difícil de gravar, e na minha vida pessoal, eu tinha muitos problemas. Eu sofro de depressão e fui deixado pela gravadora após isso, eu tive muitos problemas financeiros na época e foi muito difícil. Mas é um álbum verdadeiro e muitas das letras são sobre os fatos de minha vida. Sendo famoso, não sou mais importante do que qualquer outra pessoa, eu não sou mais especial, sou apenas famoso para poucas pessoas. Estou muito, muito feliz que eu tenho fãs que são muito leais a mim e compram tudo o que eu faço e me seguem nesta jornada artística.

Uma questão mais particular: Atualmente, o que você pensa sobre seu tempo no IRON MAIDEN?

Blaze Bayley: É algo que eu tenho muito orgulho, estou orgulhoso por ter passado pelo IRON MAIDEN. Eu aprendi muito com Steve Harris e Dave Murray sobre escrever canções. Estou muito orgulhoso por ter sido parte, mesmo que por um curto período de tempo, da maior banda de heavy metal do mundo.

Finalizando. O que você acha dos fãs brasileiros?

Blaze Bayley: Eu sou uma pessoa profundamente pensativa e apaixonada, e quando estou cantando no Brasil para os meus fãs brasileiros eu sinto que eles me entendem, muito bem, e eles entendem que eu estou tentando me conectar a eles.

Quais têm sido seus melhores momentos aqui nesta turnê?

Blaze Bayley: Está cada vez melhor, cada noite fica melhor de uma maneira diferente. Você nunca sabe... às vezes você toca em uma sala deste tamanho (se referindo ao camarim do Stonehenge), e algumas vezes você toca em um lugar maior, você simplesmente não sabe o que vai acontecer. Toda noite isto fica melhor, e você pensa "oh, amanhã não pode ser melhor" e é aí que chegamos a Belo Horizonte e foi absolutamente incrível. Por isso agradeço a todos os meus fãs em Belo Horizonte pelo apoio, obrigado por me tornar possível fazer isso e espero voltar em Dezembro com a "Russian holiday Tour " e o novo CD.

Você tem planos para um futuro próximo?

Blaze Bayley: Esta é uma turnê mundial e o Brasil é o início dela. Assim, após isso, nós vamos para o Reino Unido, França, Alemanha, República Checa, Suécia, Polônia ...em todos os lugares. Nós vamos para a Austrália em outubro para uma grandiosa turnê mundial com o álbum " Russian holiday".

Pergunta para Anne Bakker e Thomas Zwijsen: O que vocês acham desta turnê com o BLAZE e de trabalhar com músicas do IRON MAIDEN?

Thomas: Eu acho que é realmente incrível, porque tenho sido fã do IRON MAIDEN e também do BLAZE BAYLEY desde que eu tinha 15 anos ou algo assim. Eu conheci todos os seus trabalhos solo, por muitos anos. O primeiro álbum que comprei foi "Tenth dimension", então trabalhar com ele (BLAZE) em músicas como "Stealing time", que está no novo EP e "Mean to be" foi ótimo. Isso é incrível (referindo-se as músicas acústicas do IRON e do BLAZE), as pessoas no Brasil parecem gostar muito e eu sou o maior fã do IRON MAIDEN no mundo. Então, esses shows não poderiam ser melhores.

Foto: Maktvh Marquezini; Anne Bakker e Thomas Zwijsen
Foto: Maktvh Marquezini; Anne Bakker e Thomas Zwijsen

Eu não me recordo. Esta é sua primeira vez no Brasil?

Thomas: Sim, primeira vez e com certeza vou voltar muitas vezes, porque eu gostei muito daqui.

Anne: Para mim, foi realmente um desafio tocar violino nessas músicas (se referindo às musicas do IRON e do BLAZE), mas foi realmente muito bom para mim. Eu não sabia que solos de guitarra soavam bem no meu instrumento, então foi um novo mundo se abrindo, um monte de energia e um grande público. Não poderia ser melhor, eu acho!

Há sempre grandes expectativas para cada show aqui no Brasil, não?

Anne: Sim, nós tínhamos, eu quero dizer a cada noite é bom ... até agora, então sim, isso é ótimo.

BLAZE BAYLEY
http://www.blazebayley.net/

ANNE BAKKER
http://annebakker.net/
http://www.myspace.com/annebakker

THOMAS ZWIJSEN
http://www.thomaszwijsen.com/

Fotos: Maktvh Marquezini
flickr.com/photos/maktvh
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Écio Diniz
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Sobre Écio Souza Diniz

Graduado em Ciências Biológicas e pesquisador na área de Ecologia e Evolução vegetal, sempre foi aficionado por leituras sobre o mundo do Rock/Metal. Além do metal, tem como paixões filmes de terror e épicos. Já participou como vocalista de várias bandas de Death/Grind, mas como nenhuma vingou se encontrou melhor em redigir matérias, fundando há alguns anos atrás o Pólvora Zine. Colabora também com vários sites especializados e com a revista Roadie Crew. Suas bandas preferidas são Iron Maiden, Black Sabbath, Dio, Dorsal Atlântica, Candlemass e Sarcófago.

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