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Jake E. Lee: falando dos 30 anos de "Bark at the Moon"

Por Daniel Brasil
Fonte: Ultimate Classic Rock
Postado em 24 de fevereiro de 2014

O guitarrista Jake E. Lee iniciou sua carreia integrando o Mickey Ratt, que se tornou conhecido com Ratt após a banda mudar de nome no início da década de 1980. Ele então integrou o Rough Cutt, uma banda produzida por Ronnie James Dio.

Porém, Lee ganhou seu lugar ao sol em 1983, quando foi procurado por Ozzy Osbourne para substituir Randy Rhoads, seu antecessor no posto. Lee tocou em dois álbuns de Osbourne: Bark at the Moon de 1983 e The Ultimate Sin de 1986. Completados 30 anos do aniversário da gravação de Bark at the Moon, juntamente com Lee, relembramos a confecção do mesmo. Por sua vez, Lee veio a integrar um considerável número de bandas ao longo de sua carreira. Atualmente, ele lidera o Red Dragon Cartel.

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Quando você se juntou à banda de Ozzy durante a turnê do álbum Speak Of The Devil, qual era a situação naquele momento?

Bem, era Tommy Aldrige na bateria, Don Costa no baixo e Lindsay Bridgewater nos teclados e Ozzy Osbourne sob o efeito de drogas e álcool, basicamente. Quando eu estava na banda, podia afirmar com orgulho que certamente integrava a melhor formação da banda de Ozzy Osbourne. Naquela época, isso não era lá uma coisa para se orgulhar, mas agora, é como uma honraria que esteve comigo o tempo inteiro. Isso foi interessante.

Tendo passado algum tempo com Ozzy na estrada e em turnê, você se sentiu confortável e habilitado para colaborar na composição, uma vez que foram vocês que iniciaram o processo criativo que resultaria no álbum Bark at The Moon?

Sim, muito disto foi realmente criado entre Bob Daisley e eu, uma vez que o Ozzy apareceria para testar canções. Lembro que que tinha o riff para Bark at the Moon e decidi tocar, então Ozzy comentou, "Cara, amei isso, nós devemos chamá-lo Bark at the Moon", justamente por ele já ter o título do álbum em mente. Então ele afirmou, "Aqui temos, esta será Bark at the Moon". Ele dizia que precisava beber, então ele dava uma passada no estúdio e saía, ficando apenas eu e Bob. Trabalhamos firme no estúdio e criamos a canção. Foi divertido trabalhar com Bob Daisley, ele escreveu todas as letras do álbum e é um grande letrista, por isso tivemos um bom relacionamento de trabalho. Foi divertido criar a música

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Foi um projeto de muita responsabilidade para você estar envolvido como primeira experiência em estúdio.

Sim, sim, Algumas vezes eu ficava perturbado com isso. Tentei ignorar. Você não quer viver sentado e pensando. "Meu Deus, Randy Rhoads tocou em gravações anteriores. Meu Deus, a partir de agora, todo mundo vai estar de olho em mim". Você sabe, se tenta ignorar todo o tipo de merda, mas houve algumas noites, (que isto ocorreu comigo) porque nós gravamos o álbum em Ridge Farm, que atualmente é uma fazenda no meio da Escócia e, excetuando vacas e fazendas, não há mais nada. Nenhum tipo de distração, de modo que às vezes, eu circulava pela sala de gravação fumando um baseado. Foi legal porque me deixou relaxado, porém, subitamente eu me pegava pensando novamente e passava pela minha cabeça, "Meu Deus, eu espero que não vá ferrar tudo". Então, procurei não dar muita importância a esses pensamentos.

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Então você caiu na estrada, participando da turnê após a gravação. Que tipo de reação você presenciou do público, bem como, qual foi a resposta que você deu? Como foi esse feedback?

Foi interessante. Eu recebi muito apoio, mas também ouvi muito "Randy Rhoads era o cara - você é um cuzão". Quero dizer, eu tive muito disso - e imerecidamente, penso eu. A opção era encarar isso, você entende? Randy havia falecido e não era o mesmo que ele tivesse saído da banda para integrar outra. Ele apenas se foi. Então ou eles suportariam o fato de Ozzy pendurar seu casaco e nos chamar para deixar o palco, ou me davam uma chance. Porém, sempre havia uma facção de pessoas dizendo "você é um cuzão - Randy Rhoads é o cara". Então isto me fortaleceu.

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Eu diria que não há situação que deu a você tanto sangue frio quanto participar do trabalho como um todo. Apenas com a totalidade do trabalho, bem como mencionou e, isto envolveu dar seguimento aos dois álbuns que foram feitos antes da gravação daquele em que você participou.

Sim e foram trabalhos clássicos. Isto foi complicado. Mas isto foi antes de eu aprender que você deve se registrar em um hotel com um nome fictício? Creio que levei um mês para descobrir isso. Eu estava em meu quarto, o telefone começou a tocar e eu atendi. Era um cara qualquer do outra lado da linha - isto ocorreu quase um mês inteiro - um cara qualquer do outro lado da linha vasculhava em que quarto do hotel eu estava hospedado e ligava afirmando, "você é um cuzão - Eu quem deveria começar o show" e então ele tocava guitarra pelo telefone para mim. Era divertido, porém após um tempo se tornou irritante. O cara nunca me dava chance de responder e sempre afirmava, "você é um cuzão - Eu quem deveria começar o show - verifique isso". Então, eu tinha que escutá-lo tocar e esperar para responder, ou apenas desligava. Ou seja, eu nunca consegui dar qualquer espécie de resposta para esse cara, o que me deixou irritado.

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Você já esteve na situação de colaborar em uma gravação, sabendo que não constará seu nome nos créditos?

Uh, não.

Como você concilia coisas assim?

No The Ultimate Sin levei crédito porque aprendi com a experiência anterior, tendo previamente acertado que levaria crédito total. Eu era um cara novo gravando no meio da Escócia, não tinha um empresário ou um advogado - era apenas eu. No começo, todo músico é pressionado por eles, "mantenha-se ativo" e "mantenha-se escrevendo". Então as únicas condições que eu tive foram "Ok, Eu levarei o crédito como compositor, certo?" Sempre me senti seguro de que "Sim, Eu estou publicando com meu nome - claro, você está". Quando eu não constei nos créditos da primeira gravação (a música Bark at the Moon), fiquei muito chateado. Porém eu fiquei numa boa, o que eu poderia fazer? Deveria deixar de lado o que estava fazendo e cair fora? Estávamos começando a turnê de um álbum que finalmente estava pronto. Não é problema para Ozzy encontrar outro guitarrista - e eu seria apenas o cara que tocou nas gravações do álbum, não receberia crédito pelas composições, então eu deveria recusar a sair em turnê por ter uma diferença com Ozzy? Não, tive de seguir em frente com a turnê. Isto pode parecer um tanto estúpido. Porém, eu tive capacidade de por os pés no chão para refletir ao final da turnê. "Vamos gravar novamente?" E eu numa boa, "Ok, mas desta vez, você quer saber? Eu quero primeiro um contrato antes de começarmos as gravações. Não quero ser um pé-no-saco, mas também não desejo ser ferrado novamente.

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por Matt Wardlaw

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Sobre Daniel Brasil

Um cinéfilo e amante do rock em geral que desconhece fronteiras estilísticas perante música de qualidade. Moro no Rio Grande do Sul e abomino qualquer espécie de radicalismo e discriminação cultural.
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