Engenheiros: Gessinger lançará vinil com regravações e novo álbum
Por André Nascimento
Fonte: Facebook-Humberto Gessinger
Postado em 08 de novembro de 2018
Lançado originalmente em 1993 o álbum "Filmes de Guerra,Canções do Amor" foi o derradeiro álbum dos ENGENHEIROS DO HAWAII com a formação Gessinger, Licks e Maltz. Agora 25 anos depois, o vocalista e baixista Humberto Gessinger regrava as quatro faixas inéditas que fizeram parte daquele álbum ("Quanto Vale A Vida", "Realidade Virtual", "Mapas do Acaso" e "Às Vezes Nunca") para serem lançadas nas plataformas digitais e no vinil +CD "Canções de Amor, Filmes de Guerra" que traz exclusivamente no vinil as versões demo de "Às Vezes Nunca" e "Quanto Vale A Vida". O LP já se encontra à venda na Stereophonica, que é o site/loja respoonsável pelo merchandsing de Gessinger.
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Entre as quatro faixas regravadas, Gessinger usou dois formatos e quatro músicos: em "Quanto Vale a Vida e Realidade Virtual" as releitura são acústicas onde ele (Gessinger) tocou viola caipira ao lado do seu ex-guitarrista Fernando Peters (baixo) e Paulinho Goulart (acordeon); já em "Mapas do Acaso" e "Às Vezes Nunca" o formato é elétrico e Gessinger tocou baixo ao lado de seus músicos de apoio Felipe Rotta (guitarra) e Rafael Bisogno (bateria). Esse lançamento poderia chegar meramente ao mercado mas Gessinger resolveu fazer um show em Belo Horizonte/MG nos dias 01 e 02 de dezembro tendo duas formações em trio: um acústico com Peters e Goulart, e a outro trio no formato banda com Rotta e Bisogno.
Outra novidade é que Humberto Gessinger começará a gravar seu próximo álbum de inéditas e revelou que o começo das gravações acontecerá em março de 2019 e o trabalho que será o primeiro de inéditas desde "Insular" (de 2013) deverá ser lançado ainda no primeiro semestre de 2019.
O baixista/vocalista Humberto Gessinger escreveu um post em suas redes sociais dando maiores detalhes e divulgou um video release do LP+CD "Canções de Amor, Filmes de Guerra"- título para os mais atentos é uma inversão do álbum semi acústico lançado pelo ENGHAW em 1993. Leia abaixo o post e veja o vídeo:
Há 25 anos, em 1993, os Engenheiros do Hawaii lançaram o disco Filmes de Guerra, Canções de Amor. Como todos os meus registros ao vivo - seja com EngHaw, Pouca Vogal ou solo - ele trazia, ao lado de regravações, material inédito. Com o passar do tempo, percebi que as músicas que escrevo para estarem ao lado dos clássicos nestes trabalhos acabam formando um "álbum dentro do álbum".
Para comemorar um quarto de século da gravação do Filmes de Guerra, Canções de Amor, regravei as quatro músicas inéditas do disco.
Nas versões de QUANTO VALE A VIDA e REALIDADE VIRTUAL, a releitura ficou a cargo de um trio acústico: toquei viola caipira ao lado de Paulinho Goulart no acordeon e Nando Peters no baixo. Paulinho participou do DVD inSULar Ao Vivo e Nando está presente nos meus trabalhos mais recentes.
Em MAPAS DO ACASO e ÀS VEZES NUNCA, estou no baixo, acompanhado por Rafa Bisogno na bateria e Felipe Rotta na guitarra. É o mesmo power-trio do DVD Ao Vivo Pra Caramba.
Este trabalho se chama Canções de Amor, Filmes de Guerra e, além das plataformas digitais, também estará disponível numa edição especial em vinil e CD que, além das quatro regravações, trará (apenas no vinil) as demos de ÀS VEZES NUNCA e QUANTO VALE A VIDA. São gravações caseiras que fiz em 1992, sem muita preocupação técnica, mas que registram bem o nascimento das canções.
Assim, a tour Ao Vivo Pra Caramba se renova e segue na estrada até março de 2019, quando começarei as gravações de meu novo disco. Ele trará canções inéditas, escritas entre fevereiro e outubro deste ano e deve ser lançado ainda no primeiro semestre do próximo ano.
Até lá, os shows ganham este novo elemento: o diálogo entre as inéditas de 1993 e as de 2018. Diferente de um livro, que podemos ler na velocidade que quisermos ou de um quadro que podemos apreciar no nosso ritmo, a música traz, em si, seu próprio tempo. Os segundos de um acorde, os minutos da canção, os três quartos de hora de um disco, as duas horas do show, o ano da tour, as décadas de uma carreira longeva. Tempos subjetivos, mas tão (ou mais) reais do que os do relógio. Como o pulso, o coração.
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