Warshipper: Entrevista revela os detalhes da primeira turnê europeia

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Por Maicon Leite, Fonte: Maicon Leite
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Neste mês de setembro a banda WARSHIPPER, oriunda de Sorocaba/SP, embarcará em sua primeira turnê pela Europa, em conjunto com outra banda brasileira, o Necrobiotic. O giro terá início no dia 19/09 em Berlin, passando por mais nove cidades em seis países, e o último show será realizado no dia 29/09 em Pisek, na República Checa. A "Symphonies for the Atheist Over Europe" está sendo organizada pela Songs For Satan, que atua como selo e agora também como agência de booking. O WARSHIPPER estreou no cast do selo com o single "Atheist", lançado no início do ano, também lançado em formato de lyric video. Atualmente trabalhando no sucessor de seu segundo álbum, ¨Black Sun¨, Renan Roveran (guitarra/vocal), Rafael Oliveira (guitarra), Rodolfo Nekathor (baixo/vocal) e Roger Costa (bateria) divulgam a turnê europeia, que passará por diversos países no mês de setembro. O guitarrista Renan contou mais detalhes deste giro, confira!

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O último lançamento da banda foi o single "Atheist", que marcou a entrada do Warshipper no selo Songs for Satan. Como foi a jornada do debut "Worshippers of Doom", de 2014, até este momento? O que podemos esperar do sucessor de "Black Sun", lançado em 2018?

Renan Roveran: Primeiramente agradeço a este espaço para expormos mais sobre nosso trabalho. Como sempre, é muito bom poder contar com todo o teu apoio Maicon, amigo de longa data, e também de toda a equipe responsável pelo Whiplash. Vocês fazem um excelente trabalho pelo Rock/Metal de nosso país. Achei muito interessante a expressão "jornada". De fato é como sentimos, considerando todos os acontecimentos e eventos marcantes desde não somente o lançamento de "Worshippers of Doom" (WOD) em 2014, como desde o início da banda em 2011. Muita coisa rolou e, para a realidade do underground, em uma velocidade relativamente interessante. Desde que o WOD saiu, lançamos mais um álbum no Brasil e na Rússia, lançamos mais dois singles, cinco lyric vídeos e dois vídeo clipes. Além destes lançamentos, fizemos uma sequência de ótimos shows e mini-tours, fechamos contrato com a Songs for Satan (SFS), e programamos uma turnê na Europa. Avaliando desta forma, considero muitas realizações para uma banda underground em menos de cinco anos. Isso tudo nos deixa muito orgulhosos e motivados a seguir com firmeza, pois, demonstra que todo nosso trabalho (duro) e dedicação estão gerando bons resultados. Depois de tudo isso, ainda estamos com energia para voltar da Europa e finalizarmos as gravações de nosso 3º álbum. Sim! Vem mais por ai. Já iniciamos parte do processo e o restante será finalizado assim que retornarmos. Em breve daremos mais detalhes sobre título do álbum, temática, capa, e datas de lançamento. Por ora antecipo para todos vocês que será um trabalho muito forte e impactante em diversos aspectos, e consolidará ainda mais uma das grandes características de nossa musicalidade: Sem regras; sem padrões; sem limites para nossas inspirações e criatividades. Além disto, destaco a importância de pessoas e amigos que sempre estiveram envolvidos em tudo isso, nos ajudando de diversas formas, apoiando e nos possibilitando viabilizar tudo isso.

Os integrantes do Warshipper possuem um interessante currículo musical, originários do Heavy, Death e Thrash Metal. Como foi juntar este caldeirão de influências e criar a sonoridade da banda, que, diga-se de passagem, possui uma assinatura bem diferenciada ao tratarmos de Metal Extremo?

Roveran: Gosto muito de falar sobre isto. De fato o WS possui influência direta de uma diversidade imensa de diferentes musicalidades e inspirações, de um modo geral. Eu mesmo tenho uma amplitude considerável de background musical, que permeia várias ambientações do Metal extremo ou mais tradicional, passando por Rock Progressivo, Blues, Post Punk, Dark Wave, e até mesmo música eletrônica. Eu escreveria uma lista imensa aqui de possibilidades, tanto individualmente, como no contexto geral da banda, considerando todos os membros do WS. Esta percepção que compartilhamos entre nós da banda, facilita e influencia muito em nossas composições. Quando iniciamos a banda combinamos que não haveria uma regra ou ideia pré-concebida com relação a composição. Esta premissa se consolidou cada vez mais ao longo dos anos da banda. Esta é uma das principais características da nossa música e talvez um dos aspectos que mais me motiva. Como compositor, a liberdade para explorar o máximo de minhas emoções, sem limites ou pré-concepções, é minha maior motivação.

A turnê europeia "Symphonies for the Atheist Over Europe" está sendo organizada pela Songs For Satan, que atua como selo e agora também como agência de booking. Como surgiu o convite deles para esta primeira empreitada da banda fora do Brasil?

Roveran: Tudo começou, sem dúvida alguma, em um bar, rolando muita cerveja. Apesar de já ter dividido o palco com o Necrobiotic no passado, apenas nesta ocasião do início do ano passado (2018), Flávio Oliveira (Nectobiotic, Songs for Satan) pudemos realmente nos conhecer e acabamos desenvolvendo uma grande amizade. Este evento foi em Belo Horizonte, quando nos encontramos Mário Cesar (Empire of Souls, Infector), Felipe Brasil (Songs for Satan), Flávio e eu e, mesmo depois tendo ocorrido vários outros encontros, tudo começou neste dia. Desde a parceria para lançamento do single "Atheist", o Booking da tour e o lançamento de nosso próximo álbum. Como nós quatro do WS já tínhamos a expectativa de promover estes novos passos, foi fácil resolvermos internamente e seguirmos com o plano.

O giro passará por países como Alemanha, França, República Checa, Eslováquia e Holanda, em 10 datas dividindo o palco com outra banda brasileira, o Necrobiotic. Qual a expectativa desta estreia nos palcos europeus?

Roveran: Há grande ansiedade por parte de todos nós, sem dúvida. Será um dos grandes marcos na história musical e de vida de cada um. Temos como expectativa fazer grandes apresentações, com muita energia e sentimento, fazer novas boas amizades, contatos para possíveis planos futuros e voltarmos para casa nos sentindo não somente realizados, mas com gás total para fazer muito mais nos próximos anos. Fora tudo isso, um aspecto que considero fundamental e tenho como grande expectativa é fortalecer ainda mais toda essa irmandade que existe entre nós quatro (os quatro "R"). Esses caras são meus grandes amigos e irmãos. Tudo isso vai nos tornar ainda mais próximos, o que vai influenciar diretamente em tudo o que acontece acerca do WARSHIPPER.

Todos sabem que o Brasil, por ser um país com dimensões continentais, dificulta uma turnê completa em seu próprio território. Com o Bywar você experimentou algumas experiências de tocar em lugares fora do eixo São Paulo/Rio de Janeiro. Como foi esta experiência? Você acredita que há chances de o WARSHIPPER buscar uma abrangência nacional mais forte em termos de shows?

Roveran: Eu falo sempre sobre isso com os caras da banda e todas as demais pessoas com quem convivo! Algumas das maiores e mais gratificantes experiências que tive em toda minha carreira musical, foram eventos em que toquei no Norte e Nordeste do país. Pude fazer muitos grandes amigos durante estas experiências. Pessoas como o Emydio Filho (Gallery Productions), Marcondes Paula (Storm Blast Produções), Roberto Gino (Gino Production), Sérgio Gomes (Deluge Master, Animal Fest), André Bocão (Leprosys Produções), entre muitos outros, marcaram muito minha vida e história. Temos conversado muito sobre os próximos passos do WARSHIPPER, e buscar uma turnê por estas regiões é uma das principais metas. Estamos também estudando a possibilidade de algumas parcerias para viabilizar tudo isso.
Fora isso tudo, buscar desbravar outras regiões onde também possuímos grandes amigos, e conhecemos pessoas de grandes bandas. Por exemplo: Eu nunca toquei no Rio Grande do Sul. Gostaria muito de ir para lá fazer algumas apresentações com bandas de amigos como o Mortal Touch, e também o Exterminate, por exemplo. E esta é uma experiência que certamente terei em breve. Além dos demais estados onde já toquei com bandas antigas, mas onde o WS nunca se apresentou. Há excelentes eventos com nome forte em outras regiões, dos quais esperamos fazer parte em edições futuras, também.

As letras de "Black Sun", assim como "Atheist", tratam de temas que englobam conceitos filosóficos e existencialistas. O baterista Roger Costa havia declarado que "as letras tem tanta importância quanto à música. Buscamos unir o conceito lírico diretamente ligado à sonoridade". Você poderia nos traçar alguns pontos que caracterizam esta simbiose entra conteúdo lírico e musical?

Roveran: Eu gosto de enfatizar toda a atmosfera fria, densa, às vezes sombria de nossa musicalidade, que muitas vezes comparo com o funcionamento cético e desprendido de anseios espirituais, que individualmente nós quatro carregamos, e que certamente é transmitido em nossa musicalidade. Todos nós temos nossos déficits sociais e emocionais, mas creio que a melhor forma que utilizamos para expressar o que sentimos e pensamos é através de nossas composições. A música é o que há de mais presente em nossas vidas e nossa forma de demonstrar o quão importante é, é compondo, tocando e gravando com todo nosso sentimento e dedicação.

Assista ao lyric video de "Cry of Nowhere":

O que a banda planeja após o termino da "Symphonies for the Atheist Over Europe"?

Roveran: Chegaremos da Europa e vamos nos trancar no estúdio Casanegra ao lado de nosso grande amigo Rafael Augusto Lopes, para finalizar as gravações de nosso terceiro álbum.

Depois disso iremos estudar formas de promover novas turnês, participação de grandes eventos e consolidar nossa parceria com a SFS. Fora tudo isso, temos nossa participação garantida no evento Sorocaba Brutal Fest 3, coordenado pelo nosso grande amigo Manoel Hellsen, ao lado dos poloneses do Besatt, com os quais dividiremos palco pela segunda vez. Outras datas estão começando a surgir também, e espero que possamos espalhar nossa musicalidade para todos os lados do nosso país.

Renan, obrigado pela atenção! Quando voltar da Europa, por favor, nos faça um pequeno diário da turnê, para que possamos saber um pouco mais sobre este grande passo na carreira do Warshipper!

Roveran: Eu que agradeço, mais uma vez, em nome de todos da banda. Uma baita honra poder participar deste bate-papo. Certamente dividirei detalhes de nossas aventuras durante a turnê e, além disso, promoveremos um acompanhamento constante de toda essa viagem pelas nossas redes sociais.

As datas da "Symphonies for the Atheist Over Europe":

19/09 - Berlin/Alemanha - Tommyhaus
20/09 - Hamburg/Alemanha - BambiGalore
21/09 - Utrech/Holanda - DBs Big Ass Metal Fest
22/09 - Fontaine-l'Eveque/Bélgica - MPC Apache
23/09 - Lille/França - Le Midland
25/09 - Cologne/Alemanha - Halle am Rhein
26/09 - Augsburg/Alemanha - Ballonfabrik
27/09 - Poprad/Eslováquia - Garages
28/09 - Nitra/Eslováquia - Frankie Rock Club
29/09 - Pisek/República Checa - Restaurace Papirak

Mais informações:

Facebook:
https://www.facebook.com/Warshipper




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Sobre Maicon Leite

Maicon Leite é assessor de imprensa na Wargods Press, colaborador na revista Roadie Crew e um dos autores do livro Tá no Sangue! - A História do Rock Pesado Gaúcho, dentre outros projetos e publicações.

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