Arquivo do Rock: Cinco mulheres que viraram clássicos do Rock

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Por Rafael Ferrara, Fonte: Radio Catedral do Rock
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A ideia de musa vem de alguns séculos atrás. Pintores, escultores, até escritores, tinham suas musas inspiradoras. Paixões, decepções e, principalmente, "pés na bunda" foram o gatilho para diversas obras culturais em todas as artes. No mundo do rock and roll não podia ser diferente. O que mais se tem hoje são músicas inspiradas em mulheres, das que mantiveram amores ardentes às que arrasaram com a cabeça dos músicos. A lista é enorme e se pudesse sugerir o dia oficial da musa do rock and roll, ele seria todo dia 27 de março. Afinal, foi em 27 de março de 1979 que Eric Clapton conseguiu alcançar o seu maior sonho, casar-se com Pattie Boyd, a musa que monopolizou seus pensamentos.

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Em 17 de março de 1944, nascia na Inglaterra Patricia Anne Boyd, mais conhecida como Pattie Boyd. A inglesa optou pela carreira de modelo onde obteve sucesso repentinamente sendo fotografada por profissionais famosos para revistas de destaque no mundo da moda durante o início da década de 60. Sua vida mudaria quando foi chamada para fazer uma ponta no filme Hard Day’s Night. Durante as gravações, obviamente, ela pode conhecer cada integrante dos The Beatles, inclusive Paul, o Beatle com quem contracenou com a única fala: "Fugitivos?". Todavia, George Harrison foi quem ficou impressionado com ela. Segundo o próprio, ela parecia a Brigitte Bardot. Não demorou para que a chamasse para sair. Saíram, namoraram e em 1965 estavam morando juntos numa casa de George, Kinfauns. Um ano depois se casaram em Kinfaus. A residência foi famosa por diversas histórias, desde ser o local do casamento de Paul McCartney até onde George e Pattie foram presos por posse de drogas. Reuniões com diversos músicos eram muito comum em Kinfauns, especialmente Eric Clapton que, de tanto visita-los, ficou muito próximo a George.

Pattie de fato tinha um efeito na cabeça de George, tanto que pensando nela que ele escreveu uma das maiores canções do The Beatles que não tem participação de Paul ou John na criação. Inspirada em Something in The Way She Moves de James Taylor, Harrison criou uma canção que é elogiada por todos. Frank Sinatra já deu depoimentos em que a considera como uma das maiores canções de amor da história, tanto que a regravou. Além de "Os Olhos Azuis", outros artistas de estilos tão distintos quanto já regravaram como James Brown, Julio Iglesias, Smokey Robinson e Elvis que raramente regravava canções do quarteto de Liverpool. Escrita durante o período de gravações do chamado Álbum Branco, Something foi lançada no álbum seguinte, Abbey Road e alcançou o topo em todas as paradas como single.

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O casamento de Pattie e George durou até 1977, quando Pattie se cansou das traições de George. A gota d’água foi quando descobriu que ele teve um caso com Maureen Cox, a esposa de Ringo Star. Não bastante, George estava já há anos em um consumo excessivo de drogas. Pattie declarou certa vez que, por conta das drogas, George mudou completamente, como se tivesse ficado com o coração duro de gelo. Nesse meio tempo, Eric Clapton que já era bastante amigo de George estava cada vez mais apaixonado por Pattie. Ele chegou a fazer diversas investidas que fracassaram. A mais emblemática de todas foi numa festa em que o guitarrista conseguiu ficar a sós em um jardim com a modelo e se declarou de maneira clara e sincera. Os dois foram flagrados por Harrison que perguntou o que estava acontecendo e Pattie contou. Nesse momento, George disparou: "E aí, você vai ficar aí ou vem embora comigo?". Pattie foi embora com o Beatle, pois, apesar das seguidas investidas de Clapton, ela seguia fiel ao marido. Bem, fiel no que tange às investidas de Clapton, porque ela teve um caso secreto com o guitarrista dos The Rolling Stones Ronnie Wood.

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Definitivamente Clapton tinha uma paixão que beirava à obsessão por Pattie. Tanto que, no início da década de 70, ele fez o que consideraria sua cartada final, colocar em uma música seu amor por Pattie. Em 1971, Eric Clapton com a parceria de outros músicos, em destaque Duane Allman da banda The Allman Brothers, lançou o álbum Layla And Other Assorted Love Songs sob o pseudônimo de Derek And The Dominos. A música que pode ser chamada de faixa título do álbum é uma declaração de amor à Pattie em que Clapton preferiu colocar o nome de uma personagem de um conto hindu sobre uma princesa chamada Layla. Clapton fez questão de mostrar a música pessoalmente para Pattie, mas não surtiu o efeito que desejava. Todavia, a canção foi um sucesso é o maior hit do guitarrista. O álbum vendeu mais de duas milhões de cópias pelo mundo, mas ainda não era coisa alguma comparado ao amor não correspondido por Pattie. Tanto que, anos depois, Eric resolve compor mais uma canção, a belíssima Wonderful Tonight que foi lançada em 1977 no seu álbum Slowhand. A faixa só não teve mais sucesso que a que abria o álbum, Cocaine.

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Com a separação de Pattie e George, Clapton viu que a sua chance estava no ar. Ele insistiu e dessa vez obteve sucesso. Finalmente se casaram e Clapton estava tão feliz que, no primeiro show logo após a cerimônia, ele a chamou no palco e a apresentou oficialmente como sua esposa, em seguida tocou para ela (e uma centena de sortudos) Wonderful Tonight. O casamento não durou dez anos inteiros. Mais um vez drogas e traições fizeram com que Pattie desistisse de mais um casamento. Aposto que se fosse compositora, elas escreveria ótimas canções sobre sua vida.

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Theresa Russel tinha 19 anos quando conseguiu sua primeira chance no cinema fazendo um pequeno papel no filme O Último Magnata (The Last Tycoon) estrelado por Robert de Niro e Jack Nicholson. Aos 21, virou protagonista contracenando com Dustin Hoffman em Liberdade Condicional (Straight Time). Dois anos depois, estava no controverso filme de Nicolas Roeg chamado Bad Timing, onde inclusive recebeu elogios da crítica. Mas não era apenas nas telas de cinema que jovem atriz estadunidense estava chamando atenção. Durante a turnê The Wall do Pink Floyd, em um dos shows, Russel chamou a atenção de Pete Townshend, guitarrista da já então famosa banda britânica The Who. Pete tentou uma abordagem e foi rejeitado por Theresa. Segundo o músico, ele tinha ido na companhia de uma amiga, Bill Minkin, e foi falar com o diretor Nicolas Roeg com quem tinha planos de trabalhar numa nova versão de Lifehouse (uma ópera rock que daria continuidade a Tommy, mas foi cancelada). Roeg estava acompanhado de Theresa que já era sua noiva e Pete ficou fascinado por ela. Em suas palavras, Pete tinha bebido um pouco mais da conta como de costume e consumido um pouco de cocaína. Foi o suficiente para mexer com a cabeça dele. Ainda em relato próprio, Pete diz que no dia seguinte já estava completamente apaixonado por ela que não saia da sua cabeça. Ao mesmo tempo, ele estava louco de tristeza e frustração, pois Russel não o correspondia. Pete então resolver escrever uma música sobre tudo isso e colocou o nome de Theresa. Achando que era meio óbvio e poderia ficar feio para o lado dele, até porque ainda tinha interesses com o diretor, mudou o nome da canção para Athena. Ainda assim, achou que a música estava muito pessoal. Roger Daltrey, vocalista da banda, declarou certa vez que odiou a mudança do nome da música. Ele acredita que o centro de toda a canção estava exatamente em ser sobre alguém real. A faixa, que foi apresentada pelo guitarrista no período de gravações do álbum Face Dances de 1980, só foi lançada no álbum It´s Hard de 1982. Mesmo com Roger dizendo que a música tinha um potencial incrível, ela só foi executada em poucos shows da turnê de 1982 e nunca mais.

Ninguém imagina que uma corretora cinquentona de imóveis de Los Angeles foi um dia uma musa de um clássico do rock, certo? Certo! Mas, com Sharona Alperin, isso aconteceu há 40 anos. Ela, que tinha por volta de 17 anos, trabalhava numa loja de roupas quando chamou a atenção de Doug Fieger, guitarrista e vocalista da banda ainda nada conhecida The Knack. Segundo relatos do próprio, ele se apaixonou à primeira vista. Em suas palavras numa tradução livre: "Foi como ser atingido por um taco de baseball. Eu me apaixonei instantaneamente. E, quando isso aconteceu, algo dentro de mim rolou e comecei, quase que de maneira febril, a escrever músicas atrás de músicas sobre ela". Em entrevista para o apresentador Guy Raz, Sharona, trinta anos depois, disse que, curiosamente, foi a apresentada ao Doug pela namorada dele. Ainda em seu relato, ela disse que na primeira oportunidade que Doug teve, ele se declarou: "Eu estou apaixonado por você. Você é minha alma gêmea, você é minha metade, nós iremos ficar juntos um dia". Isso, segundo Sharona, a assustou um pouco, pois ela era comprometida e era bem apaixonada pelo namorado. Tanto que demorou um pouco para terminar seu relacionamento e começar a sair com Doug. O músico, disse que escreveu a música My Sharona em 15 minutos. Sharona conta que certa vez estava na loja de roupas e foi dar um pulo no ensaio da banda. Doug pediu para que se sentasse, se posicionou com a banda e começou a tocar a música My Sharona. Depois, voltando para a loja, ela pensou consigo: "Ok, eu acho que acabei de ouvir uma música com meu nome".

Sharona Alperin não inspirou apenas o clássico My Sharona. Ela foi também a modelo da foto da capa do álbum de estreia da banda chamado Get the Knack. Na foto, ela segura um disco da banda, vestindo jeans e uma camiseta branca justa que marca a ausência do sutiã. Ainda para o apresentador Guy Raz, Sharona disse que essa era a maneira como se vestia rotineiramente. Ela nunca se viu como uma modelo, mas estranhou como as pessoas, quando indagadas como se vestiam, respondia: "Como Sharonas". A música My Sharona bateu o topo da parada Billboard Top 100 e o álbum de estreia vendeu mais de um milhão de cópias só nos Estados Unidos. Sharona e Doug ficaram juntos por apenas 4 anos, mas depois continuaram uma relação de amizade. Doug Fieger faleceu de câncer de pulmão em 2010. Sharona Alperin, como já disse, segue a vida de corretora de imóveis onde, vez ou outra, precisa contar essa história para futuros compradores de imóveis.

Marsha Hunt nasceu na Filadélfia, Pensilvânia, em 15 de abril de 1946. Passando maior parte da sua vida na Inglaterra e Irlanda, Marsha flertou com diversos gêneros de arte. Foi atriz, escritora, cantora e modelo. Os holofotes foram jogados nela quando entrou para o elenco da montagem do musical Hair que estreou em 27 de setembro de 1968 em Londres. Ela chegou na terra da rainha pouco mais de dois anos antes, em fevereiro de 1966. Ainda naquele ano, ela conheceu Mike Ratledge, músico de uma banda de som meio jazz, meio psicodélico, chamada Soft Machine. Hunt tinha problemas com o seu visto e propôs a Mike que se casassem. Segundo relatos da própria Marsha, eles nunca deram as mãos ou se beijaram. Ela sempre foi muito bem resolvida com esse casamento "fake", tanto que diz que talvez esse seja o segredo do sucesso do relacionamento que tem algumas décadas de duração. Aliás, ela conta que, no 40º aniversário de casamento, fez uma ligação para Mike sugerindo que refizessem os votos deles.

Com pouco talento para seguir como cantora, Hunt investia pesado na sua carreira de modelo. Em um espaço de menos de dois anos, ela foi a primeira mulher negra a figurar na capa da revista Queen e apareceu também na capa da edição britânica da revista Vogue em uma foto de um trabalho nu para o fotógrafo Patrick Lichfield. Curiosamente, Hunt começa a se tornar um clássico do rock dizendo não. Ela conta que negou o convite para tirar fotos para o lançamento da música Honky Tonk Women da banda The Rolling Stones. No seu entendimento, ela ficaria parecendo que "passou na mão" de todos os Stones. Mick Jagger ficou intrigado e ao mesmo tempo encantado com Marsha e fez uma ligação para ela onde tudo começou. Desse relacionamento, veio uma gravidez. Marsha deu à luz a Karis, a primeira filha de Jagger. Nunca conversaram sobre morar juntos, apesar de Mick já ter dito em algumas biografias que considerou fazer o pedido a ela. Hunt inclusive, em 2012, vendeu uma série de cartas de amor que Mick Jagger escreveu para ela em 1969 onde parece bem propenso em fazer o pedido. Em abril de 1971, os Stones lançavam o que se tornaria um de seus maiores clássicos, Brown Sugar. A música foi inspirada em Marsha Hunt, apesar das negativas no início, afinal Jagger tinha um relacionamento oficial com Marianne Faithfull. Com o tempo, tentaram associar a canção à cantora de soul Claudia Lennear, mas sem sucesso. Marsha Hunt, como afirma em suas biografias, é Brown Sugar e as pessoas não negaram mais isso. Sobre a música e sua repercussão nas rádios e lojas, não precisa falar muito, não é mesmo?

Numa lista com mulheres que viraram clássicos do rock, independentemente da quantidade de nomes citados, Rosana Arquete merece sempre ter um grande destaque. E, não, isso não se dá porque talvez seja a musa que teve uma carreira mais sólida fora do meio musical. Nascida em Nova Iorque em 10 de agosto de 1959, Rosana teve a carreira sempre focada no cinema. Primeiro como atriz, depois produtora e diretora. Aos 23 anos, ela já tinha sido indicada ao Emmy Awards pelo filme feito para a televisão A Canção do Carrasco (The Executioner’s Song) onde ela é protagonista com Tommy Lee Jones. Com 26 anos, ela ganhou o prêmio BAFTA como melhor atriz coadjuvante pelo filme Procurando Susan Desesperadamente (Desperately Seeking Susan). Foi nesse filme que a febre Madonna, que era a protagonista, explodiu de vez no mundo. Sua carreira como atriz segue até hoje com nomes no currículo como Pulp Fiction e Crash. O motivo do seu destaque se dá porque, igualmente a Pattie Boyd, ela foi musa inspiradora para duas músicas de dois artistas diferentes.

No início da década de 80, Rosana teve relacionamento breve com o tecladista da banda Toto, Steve Porcaro. Desse relacionamento, surgiu o que talvez seja o maior clássico da banda, a música Rosana. Apesar de ser uma música em que as letras não são tão sofisticadas, existem diversas referências a ela nas poucas estrofes cantadas. A parte do sofrimento por tê-la partido é bem óbvia e autoexplicativa. A parte sutil está logo no início quando, traduzido livremente, a canção diz: "Nunca pensei que uma garota como você cuidaria de mim, Rosana.". Segundo a própria, isso é referente à época em que ela aparecia no final da madrugada nos ensaios da banda levando suco e cerveja para Porcaro. Rosana foi o primeiro single e a faixa que abre o álbum Toto IV, o quarto da banda. No Grammy de 1983, Toto IV levou o prêmio de álbum do ano. Já a faixa Rosana foi premiada com gravação do ano, melhor performance vocal, melhor arranjo instrumental e ainda foi indicada para o prêmio música do ano. O single que é um sucesso em quase todo mundo até hoje, na época alcançou a segunda posição na parada Billboard Hot 100.

Em 1987, Peter Gabriel, o ex-integrante do Gênesis já em carreira solo, iniciou um relacionamento com Rosana Arquete. Ele tinha acabado de se divorciar naquele ano de sua primeira esposa Jill Moore, após descobrir que ela estava o traindo com David Lord, o produtor do quarto álbum de Peter Gabriel. Rosana sempre declarou que seu relacionamento com Peter foi intenso a ponto de ficar envolvida por ele por muitos anos. Inspirado em Rosana, Peter Gabriel fez a música In Your Eyes que foi lançada em seu quinto álbum So. Na canção, ele conta com a participação do cantor Youssou N’Dour que canta o final da música em sua língua nativa Wolof. A música alcançou o primeiro lugar na parada Billboard Hot Mainstream Rock Tracks e 26º na Billboard Hot 100. O curioso dessa história toda é que o álbum So foi lançado em 1986. Daí fica por conta de vocês tirarem as conclusões.

Cinco nomes para listar mulheres que viraram clássicos do rock é, sem dúvida alguma, um número pequeno. Alguns nomes, por conta disso, são obrigados a ficar de fora, dentre eles, o da atriz de Star Wars Carrie Fisher que inspirou Paul Simon em 50 Ways to Leave Your Love. Outras tão óbvias quanto Diane Davison, esposa de Chris de Burgh, que o inspirou na balada melada Lady In Red. Existem também as caricatas, como a Rosie que virou canção galhofa Whole Lotta Rosie do AC/DC. Ou as mais bobinhas, como Beth do Kiss. A lista é enorme e ser justo é quase impossível, pois, se for para colocar todas as musas, precisaria colocar também Helô Pinheiro, a Garota de Ipanema, a musa mais famosa do mundo da música.


O Arquivo do Rock é um programa de 1 hora de duração que vai ao ar na Rádio Catedral do Rock todo sábado às 14 horas. O Episódio 09: Cinco mulheres que viraram clássicos do Rock foi ao ar no dia 28 de Março de 2020 e está disponível no formato de Podcast no Spotify e Deezer.

Rafael Ferrara é locutor da Rádio Catedral do Rock (90,1 FM – Petrópolis) onde apresenta o programa Arquivo do Rock e também apresenta o Podcast Faixa a Faixa com o Jorge Felipe.

Mais informações:
http://radiocatedraldorock.com

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Sobre Rafael Ferrara

Rafael Ferrara é locutor da Rádio Catedral do Rock (90,1 FM - Petropólis - RJ) onde apresenta o programa Arquivo do Rock todos os sábados às 14 horas. Ele também apresenta o podcast Faixa a Faixa com Jorge Felipe Coelho. Apaixonado por música, Rafael Ferrara acredita que música é memória afetiva porque preenche os espaços da vida. Seu Instagram é @ferrararcr

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