Stone Temple Pilots: "Interstate Love Song" é bossa nova?
Por Vagner Mastropaulo
Fonte: Metal Hammer
Postado em 23 de julho de 2020
Bastante conceituada no meio, a revista inglesa Metal Hammer traz todo mês, sempre entre as páginas 22 e 24, a seção The Story Behind, voltada aos bastidores da criação de faixas clássicas. Na edição de julho/2020 (número 335), a escolha recaiu sobre Interstate Love Song, do Stone Temple Pilots, e o texto traz detalhes interessantes sobre sua gênese, revelados por Robert DeLeo, que puxa a narrativa discorrendo sobre a pressão de compor material para suceder o aclamado Core (1992):
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"As pessoas às vezes falam sobre a maldição da queda no segundo trabalho, mas não demos bola para isso. Sabíamos que as músicas que tínhamos eram bem especiais". Autor da matéria, Dave Ling, explica que "uma delas havia sido escrita por Robert no banco do passageiro de um motorhome Winnebago com o qual o grupo cruzou a América do Norte". O jornalista ainda destaca a origem apropriada para algo chamado Interstate Love Song, a trilha perfeita para dirigir com a janela abaixada.

Robert retoma: "Escrevi a canção num violão de US$25 com cordas de nylon. Hoje tenho um de US$125 com cordas de nylon". Então ele aponta algo bem curioso sobre a quarta faixa do play, pelo menos para nós, tupiniquins: "Ela surgiu como uma bossa nova, mas achei que as pessoas não iriam gostar dela tanto assim, então adicionei um riff country e uma melodia que eu tinha vagando pela cabeça". Embora o processo tenha levado "apenas dez minutos, num nível diferente de composição", Dave ressalta que o músico soube imediatamente que tinha bolado algo de considerável valor.
O escriba ainda acrescenta que foi apenas durante as gravações de Purple em Atlanta, no Southern Tracks Recording, que Scott Weiland colocou o "Interstate" no título e, com relação à parte lírica, relata que a relação entre o vocalista e sua noiva, Janina Castaneda, à época na Califórnia, já não ia bem devido ao vício secreto do cantor em heroína, e em processo de piora. Assim, suas palavras sangravam traições e promessas não cumpridas. Posteriormente o hoje falecido músico admitiria: "As palavras são sobre mentiras que eu estava tentando esconder enquanto fazia o Purple". Robert complementa: "O significado da letra não era completamente óbvio, mas quando você sabe sobre o que ela se tratava, ela se torna algo muito poético. Como um escritor, Scott sempre foi muito poético. Ele também gostava de deixar os ouvintes formarem suas próprias interpretações para as músicas".
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Seguimos no aguardo!
FONTE: Revista Metal Hammer 335 (julho/2020)

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