Rock In Rio: "Metallica tinha máquinas com tatuadonas lavando roupa dos caras", conta Mi
Por Emanuel Seagal
Postado em 12 de novembro de 2021
Mi, vocalista do Gloria, participou de um bate-papo de uma hora e meia no Colisão Podcast, onde entre outros assuntos falou sobre o que presenciou nos bastidores do Rock in Rio IV, realizado em 2011, onde eles tocaram no Palco Mundo ao lado do Metallica, Slipknot, Motörhead e Coheed and Cambria.
"No Rock in Rio o Metallica tinha máquinas de lavar roupa com umas meninas tatuadonas lavando a roupa dos caras, porque os caras ficam na turnê seis meses", afirmou.
"Eles trazem, sabe case de ampli? Você abre o case e é uma lava e seca, com umas meninas tatuadonas, igual nós do rolê, abrindo e jogando a roupa da equipe e lavando. Você entende o que eu tô falando? Slipknot igual! O Rock In Rio trouxe uma visão de show business que eu vi o metal chique", comentou, espantado.
Mi também falou da experiência de encontrar Lemmy, o finado líder do Motörhead: "A gente viu o Lemmy, eu e o Diego do NX Zero. O Diego, vocalista do NX Zero é meu irmão, ele era meu vizinho. O NX tocou um dia antes e o Diego, por sermos amigos desde crianças, foi no dia do Gloria, e tava eu, o Diego e o Caio, que é irmão do Diego. O Caio ama o Motörhead, e o Diego chegou em mim assim 'aí Mizão, olha o Lemmy ali na porta', e a gente olhou e ele gigante, muito alto mesmo, e eu sou baixinho, mas o cara era alto...", relembrou.
Com a ajuda do vocalista do NX Zero eles pediram para tirar uma foto com Lemmy, que respondeu "be quick" (sejam rápidos). Segundo Mi a foto ficou horrível, mas sua visão do lendário vocalista foi extremamente positiva, e o considerou "um cara do rolê", sem estrelismos.
O apresentador Barba aproveitou para contar uma história do Lemmy com o Twisted Sister. "Ele é querido por... cara, tem uma cena dele com o Dee Snider, do Twisted Sister. Eles foram tocar com o Motörhead, e aí os caras estavam com o cu na mão, pois o público dos caras (é diferente). O Lemmy foi lá, voluntariamente no camarim, e falou assim 'posso apresentar vocês?', os caras falaram 'claro, pode', e ele foi no palco, assim 'vai vir uns amigos meus de Nova Iorque, uns americanos, e eu quero que vocês ouçam o som deles'. Mano, a palavra veio de cima, irmão, falou que todo mundo ficou pianinho, curtiu o som e ainda pediram bis."
"Depois foi o melhor, porque ele falou 'agora eu quero que você apresente o Motörhead, aí o Dee Snider subiu e apresentou o Motörhead. Aí ele ficou do lado assistindo o show, e tem um som do Motörhead chamado 'America', e ele foi lá 'esse som é pra você', e apontou pro Dee Snider, 'se chama 'America''."
Confira o bate-papo completo na íntegra no player abaixo.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Twisted Sister faz primeiro show com Sebastian Bach nos vocais
O disco em que Ritchie Blackmore encontrou o Rainbow que queria fazer
Gigantes do rock: 10 rockstars que beiram os 2 metros de altura
Metal Hammer lista discos achincalhados que merecem uma segunda chance
O dia que James Hetfield quis saber mais sobre a guitarra do Nightwish
Bruce Dickinson alfineta Trump durante show do Iron Maiden no Canadá
5 riffs do metal nacional que valem mais que disco gringo inteiro dos anos 1980
O álbum de ex-beatle que John Lennon não gostou e reagiu com forte deboche
As 5 bandas que Slash detonou, incluindo duas onde ele mesmo tocou
A música do Metallica que fez James Hetfield perceber que a banda havia virado profissional
Membros originais do Nightwish dão "sinal verde" para turnê com ex-membros
O segredo revelado por Ronnie James Dio que deixou James Hetfield irritado
A melhor cantora de metal de todos os tempos, segundo Emppu Vuorinen
Keith Richards relembra a crítica que fazia a John Lennon pelo jeito como ele tocava guitarra
A música do AC/DC que Angus Young considera melhor que "Satisfaction"
Metallica: levando uma máquina de lavar para as turnês!
Twisted Sister: Dee conta como Lemmy salvou sua vida
Por que turnê do Avenged Sevenfold desistiu de ter Gloria como abertura, segundo Mi
Andreas Kisser: "Eloy Casagrande talvez não seja humano"


