A inesperada reação do pai de Prika Amaral após filha mostrar interesse em tocar violão
Por Gustavo Maiato
Postado em 03 de setembro de 2022
Existem vários casos de músicos que foram inspirados pelos pais na hora de aprender um instrumento. No caso de Prika Amaral, da Nervosa, seu pai até incentivou, mas de uma forma peculiar no estilo "faça você mesmo".
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O assunto surgiu durante entrevista de Prika ao jornalista musical Gustavo Maiato. Segundo ela, seu pai era mais do sertanejo e resolveu entregar revistinhas de cifra para ela se virar e aprender.
"Comecei a tocar em 1999. Meu pai tinha um violão em casa e sempre quis tocar. Meu pai tinha um violão em casa. Eu via os meninos na escola tocando e todos sentados em volta. Achava aquilo muito legal. Sem contar que meu pai também tocava muitas coisas. Sempre gostei muito de música. Minha família é muito musical.
Eu já estava inserida. Quando era criança, vivia para cima e para baixo com um microfone ou um pianinho! Tudo o que é instrumento de criança! Adorava caixinha de música! Quando estava pré-adolescente, veio o metal na escola – com amigos e primos. Achava massa essa coisa agressiva. Faz parte da adolescência, né? Essa agressividade e energia. Comecei a pesquisar e gostar cada vez mais.
Um dia peguei o violão do meu pai e disse que queria aprender a tocar. Ele ficou super feliz, pegou o violão e começou a tocar! Eu achando bacana, achei que ele fosse me ensinar a tocar. Aí ele falou: "Toma, aprende!". Fiquei tipo: "Mas como que faz?". Ele disse que aprendeu sozinho, então eu também poderia! Aí, me apresentou revistinhas com cifras. Ele curtia sertanejo, falei que não curtia essas cifras! Comprei umas revistinhas com rock e pedi para amigos songbooks do Metallica", disse.
Em seguida, Prika refletiu sobre como foi seu início tentando um lugar ao sol na disputada cena do metal brasileiro.
"Uma das primeiras músicas que aprendi a tocar foi "Seek And Destroy". Falei: "Isso é muito legal! Comecei a fazer todas as palhetadas. Super divertido. Nunca fui de tirar cover. Estudar uma música inteira é muito sacrifício. Me tira a vibe. Não gosto de ficar memorizando. Se eu gosto de um riff, vou lá e aprendo aquele riff.
Tentei montar uma banda só de meninas chamada Chaos Stone, mas não deu certo. Eu morava em uma cidade pequena chamada Bragança Paulista. Era pequena, tinha poucas meninas. Fui em escolas de música buscar meninas, mas não rolou. Fizemos uns dois ensaios, mas uma queria tocar Iron Maiden, outra Slayer ou Blink-182! Não fazia sentido nenhum.
Desisti e fui tocar com amigos em garagem. Tive uma banda punk e comecei a me profissionalizar. Tocamos com bandas como Cólera. Tocamos no Black Jack, em São Paulo. A banda se desmanchou porque todos tinham família e trabalho.
Continuei buscando, mas minha cidade não tinha lugar. São Paulo era longe. Quer saber? Resolvi ir para São Paulo. Aí, montei bandas antes da Nervosa. Toquei no Lama Negra, fizemos uma turnê até Minas Gerais. Era outro ritmo. Já tinha a Nervosa e resolvi me dedicar. Tive outros projetos junto da Nervosa, mas nunca deu certo. Minha energia sempre esteve na Nervosa", concluiu.
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