Gustavo Di Pádua, ex-Almah, posta foto de quando integrou banda de Erasmo Carlos
Por Gustavo Maiato
Postado em 22 de novembro de 2022
O guitarrista Gustavo Di Pádua (ex-Almah) publicou uma foto no seu Instagram dos tempos em que integrava a banda solo de Erasmo Carlos. O compositor ícone da jovem guarda faleceu hoje, 22 de novembro, aos 81 anos de idade.
Anteriormente, em entrevista ao jornalista musical Gustavo Maiato, Gustavo Di Pádua comentou mais sobre sua experiência ao lado do Tremendão.
"Só de estar ao lado do Erasmo Carlos, você já está aprendendo. A presença dele. É um cara doce, generoso e bacana. Ele é tudo isso que é para a história da música e do rock nacional. Para mim, foi uma honra muito grande. Uma história muito legal! Me convidaram para fazer uma participação como guitarrista substituto em um show no Teatro Rival, no Rio de Janeiro. Não teve ensaio!
Com a oportunidade, resolvi encarar. Precisei tirar muitas músicas. Hoje em dia, não faço mais o trabalho de sideman. A produção do Erasmo me ligou e tirei o show todo. Eu tinha outro show para fazer, mas coloquei um substituto lá. Eu fazia muitos trabalhos desse tipo naquela época. Todo repertório é difícil, aí vi quais solos seriam os meus e tudo mais.
Cheguei para o show todo feliz e, para minha sorte, a passagem de som acabou sendo o show inteiro! Isso foi algo inédito, nunca aconteceu comigo nem com ninguém! Era um guitarrista novo e passamos o show ali. Quando acabou o ’show’, todos estavam com sorriso no rosto. Viram que eu tirei tudo. Estava 100% dentro do arranjo. Aí, aconteceu um negócio muito doido.
Tocou o telefone do produtor e ele ficou sabendo que o guitarrista que eu estava substituindo ia chegar a tempo para o show! Foi uma situação muito delicada. Algo aconteceu que ele podia tocar. Rolou um clima estranho. Me senti bem acolhido nesse dia. Eles se amarraram na minha. O maestro lá foi um amor. Esse show acabei não fazendo. Isso nunca deve ter acontecido com ninguém. Não foi culpa de ninguém. Foi uma porradinha para mim, né? Confesso.
De qualquer forma, fiquei com os caras no camarim e tal. Depois, participei da banda e comecei a fazer vários shows com o Erasmo Carlos. Fiquei de substituto um tempo, depois fui efetivado. Rodei vários lugares. Nessa época, trabalhava com muitos artistas. Toquei também com o Sidney Magal.
Lembro que criei um solo para uma música. Tinha uma balada chamada ‘Mulher’ que ficou com uma melodia tão envolvente. Era uma vibe feminina, sobre o que ele falava na letra. Tocamos no ‘Altas Horas’ e o maestro do Erasmo brincou dizendo que eu precisava solar mais! Foi uma baita de uma experiência", disse.
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