Baterista do Soilwork lembra de falecido guitarrista durante show e cai no choro
Por Mateus Ribeiro
Postado em 08 de novembro de 2022
A banda sueca Soilwork fez uma pequena turnê na Austrália durante a primeira semana de novembro. Esses shows foram os primeiros do grupo após a morte do guitarrista David Andersson. O músico, que tinha 47 anos, faleceu dia 14 de setembro, por conta de problemas relacionados ao alcoolismo.
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A morte de David ainda afeta os integrantes do Soilwork, como foi possível conferir em depoimento compartilhado pelo baterista dinamarquês Bastian Thusgaard em seu perfil do Instagram.
"Obrigado Austrália por me fazer acreditar na música ao vivo novamente.
Pouco antes do Soilwork começar os ensaios para nossa turnê na Austrália, fui ao funeral de David, que foi uma bela conclusão para uma série de eventos trágicos e muito tristes. Mas é estranho como a dor nos atinge às vezes. Quando tocamos o primeiro show em Perth, eu estava super empolgado no palco e recebi muita energia do público, mas assim que começamos a tocar a obra-prima de David, ‘Death Diviner’, eu desabei completamente no palco e chorei resto do espetáculo. Foi como se tudo o que passamos como banda nos últimos anos, e as coisas que David passou apenas pegaram esse movimento e tornaram muito difícil para mim terminar o show.
Depois do show Tim, o baterista do Chaos Divine, que estava no show com a gente, se aproximou de mim e me perguntou se eu estava bem, porque ele viu tudo do lado do palco. Apesar de termos tido uma breve conversa sobre minha reação, eu realmente agradeço e vejo isso como um momento muito emocionante, porque foi um movimento de cavalheiro apenas perguntar e mostrar compaixão naquela situação.
Se você vir alguém em perigo, não tenha medo de entrar em contato. Talvez tudo o que essa pessoa precise é conversar com alguém. Você nunca sabe o que a pessoa ao seu lado está passando, principalmente aqui, onde muitos (inclusive eu na maioria das vezes) mostram apenas o melhor lado da vida", escreveu Bastian.
David Andersson foi efetivado como guitarrista do Soilwork no início da década passada. Enquanto foi integrante da banda, gravou os álbuns "The Living Infinite", "The Ride Majestic", "Verkligheten" e "Övergivenheten".
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