A curiosa história do disco que Ultraje a Rigor toca hits do Raimundos e vice-versa
Por Gustavo Maiato
Postado em 30 de abril de 2023
O álbum "Ultraje a Rigor Vs. Raimundos – O Embate do Século" traz as duas bandas tocando o repertório uma da outra. Mas como será que foi gravar esse disco?
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Em entrevista ao jornalista musical Gustavo Maiato, o guitarrista Marcos Kleine, do Ultraje, comentou a respeito.
O último disco de estúdio foi "Por Quê Ultraje a Rigor Vol. 2" Como foi essa experiência? Ele foi lançado só em streaming, né?
"Sim! Sabe como foi a gravação? Entramos no estúdio, afinamos e tocamos! Se alguém errou, volta. Não tem overdub nenhum. É um disco ao vivo mesmo. Nunca gravei um disco ao vivo tão ao vivo na minha vida! Não tem nada regravado. Chegamos 12h no estúdio e saímos umas 20h com os dedos esfolados e acabou. Mixamos e lançamos. Ouvi ele pronto depois. Já tocávamos essas músicas no programa The Noite. Fizemos umas versões diferentes. Antes desse, gravei o ‘Ultraje x Raimundos’. Foi muito bom também. A ideia desse último era ser só streaming mesmo, tanto que a capa é nós olhando para o celular".
Como foi gravar o álbum "Embate do Século" com os Raimundos?
"Esse trampo foi muito legal. Fomos ao estúdio gravar todo final de semana durante um mês. Inventamos os arranjos na hora. Todos conversaram e fomos gravando. Não sei como foi o processo do Raimundos, mas o acordo era que ninguém ia ouvir as versões dos outros. Só um dia antes do lançamento nós ouvimos o que eles fizeram. Foi uma expectativa muito legal! Acho esse disco orgânico, porque estávamos juntos lá. Foi um clima legal com muitas zoeiras e piadas".
Você sempre curtiu o Raimundos?
"Sempre curti. Uma vez fui tocar em um Skol Rock e o Raimundos ia fechar. Eu estava com uma banda e ficamos em último lugar! [risos]. Mas eu lembro dos caras. Era na época do Rodolfo. Agora, eu os via de vez em quando. Uma vez, tocamos num festival com o Raimundos e o Velhas Virgens. Lembro que atrasou para caramba. Eu sempre cruzei com eles. Recentemente, o Rodolfo foi no The Noite. O Raimundos já foi também lá. Aliás, uma tristeza o que aconteceu com o Canisso. Eles são legais e talentosos. Curto muito o som deles. Na época que gravei o ‘p.r.a.Y’, do Exhort, eles estavam dividindo o estúdio com a gente. O produtor era o Miranda. Foi meu primeiro contato com eles. Não sabia que eles iriam ser quem se tornaram".
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