As novas decisões do Spotify que levaram Timo Tolkki a decidir retirar sua obra de lá
Por Gustavo Maiato
Postado em 18 de dezembro de 2023
Não é de hoje que o guitarrista Timo Tolkki (ex-Stratovarius) tece duras críticas aos serviços de streaming – particularmente ao Spotify. Em novo post no seu Instagram, o músico disse que vai retirar sua obra da plataforma explicando os motivos por trás da decisão.
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"Minha declaração sobre minha música em todos os serviços de streaming Depois de muita reflexão, pesquisa e conversa com alguns dos meus colegas, a quem respeito profundamente, decidi remover toda a minha música de todas as plataformas de streaming. O Spotify foi anunciado como o "salvador da indústria musical". Talvez seja isso, mas para mim, representa uma entidade que se baseia exclusivamente na ganância corporativa, com um sistema de pagamento altamente imoral, pouco ético e injusto para aqueles que costumavam sustentar este negócio: músicos, compositores e bandas.
Valorizo meu talento como compositor e produtor, talento que conquistei dedicando toda minha energia e amor desde os 16 anos; contribuindo muito mais, tanto financeira quanto eticamente, do que o modelo de negócios oferecido pelos serviços de streaming atuais. Daniel Ek, CEO do Spotify, com um patrimônio líquido de 3,4 bilhões de dólares, nunca escreveu uma única nota em sua vida.
O Spotify é apoiado por grandes investidores como Goldman Sachs e Blackrock, e sua receita em 2022 foi de 12,3 bilhões de dólares americanos e ainda "não é lucrativo". O Spotify é majoritariamente de propriedade das principais gravadoras como Sony Music, Universal e Warner Music. A gota d'água para mim foi quando o Spotify anunciou que não pagará nada aos artistas com menos de 1000 reproduções.
Outro "prego no caixão", por assim dizer, é que estão planejando começar a criar artistas com Inteligência Artificial que, é claro, não existem na realidade. Eu não quero participar de nada disso.
Tudo isso, combinado, representa o oposto do que estou fazendo com minha música. Eu expresso minha alma, espírito e talento através da minha música e me recuso a doar essas três coisas a organizações, fazendo alguma espécie de parceria com o que considero uma força destrutiva em nosso lindo planeta: a exploração descarada das pessoas sem nenhum princípio ético ou moral, onde a única coisa que importa é obter o máximo de benefício possível sem pensar nem por um segundo nas conseqüências".
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