O disco clássico do Iron Maiden que levou menos de três semanas para ser escrito
Por Mateus Ribeiro
Postado em 26 de setembro de 2024
A discografia da icônica (e veterana) banda inglesa de Heavy Metal Iron Maiden apresenta trabalhos que são obras de arte inesquecíveis. É o caso do magnífico "The Number Of The Beast", terceiro registro de estúdio do grupo fundado e liderado pelo lendário baixista Steve Harris.
Lançado no dia 22 de março de 1982, "The Number Of The Beast" é o primeiro disco do Iron Maiden gravado pelo talentoso vocalista Bruce Dickinson. Sucessor de "Killers", "The Number Of The Beast" traz faixas que figuram entre as mais emblemáticas do Maiden, como a faixa-título, "Run To The Hills" e "Hallowed Be Thy Name".
De acordo com Steve Harris, o material presente em "The Number Of The Breast" foi escrito em um curto período de tempo. O baixista falou sobre o terceiro disco de sua banda durante uma entrevista concedida à revista francesa H Le Mag em outubro de 1996 (divulgada pelo fã-clube búlgaro do Iron Maiden).
"Esse é o primeiro álbum para o qual tivemos que escrever tudo em um pouco menos de três semanas. Ao contrário dos anteriores, em que o material já havia sido escrito há muito tempo, dessa vez não tínhamos nada. Essa foi minha primeira experiência com esse tipo de pressão e eu realmente tive que trabalhar duro", contou Harris, que apontou dois pontos fracos de "The Number Of The Beast". "'Gangland' e até mesmo 'Invaders' não são exatamente peças inesquecíveis, mas o resto é realmente de primeira linha".
Na mesma entrevista, Steve Harris afirmou que o início da história de Bruce Dickinson no Iron Maiden foi um pouco turbulento. O frontman apresentava alguns comportamentos que deixavam o fundador do Maiden incomodado.

"O primeiro ano com Bruce foi particularmente complicado. Ele queria muito questionar minha posição na banda. Pessoalmente, eu realmente não me importava. Tudo o que eu queria era alguém que cantasse minhas músicas, que estivesse disposto a fazer uma turnê no nosso ritmo e a fazer seu trabalho como vocalista, o que significava ser o ponto de foco dentro e fora do palco. Eu disse isso a ele até ficar com o rosto azul, mas sem sucesso...
Fizemos muito sucesso em todo o mundo, mas, sinceramente, eu não conseguia deixar de pensar em quanto tempo isso duraria. No palco, assim que eu ia um pouco mais para a frente, ele se aproximava e me empurrava. Mais tarde, entendi que essa era a maneira de ele encontrar seu lugar na banda, de nos fazer perceber que ele estava ali para ficar. E, assim que começamos a trabalhar no álbum ‘Piece Of Mind’, Bruce mudou completamente. Ele chegou com suas próprias músicas e tudo ficou bem", disse o chefão do Iron Maiden.
O Iron Maiden passará pelo Brasil em dezembro deste ano. O sexteto fará duas apresentações na capital paulista. Confira mais detalhes na nota a seguir.
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