A negociação de royalties da Legião Urbana com gravadora nos primórdios da banda
Por Gustavo Maiato
Postado em 24 de outubro de 2024
Em uma entrevista ao livro "Discobiografia Legionária", de Chris Fuscaldo, o ex-executivo da EMI, Jorge Davidson, compartilhou detalhes sobre a negociação de royalties da Legião Urbana nos primórdios da carreira da banda entre os anos de 1985 e 1987.
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Naquele tempo, entre os discos "Legião Urbana", "Dois" e "Que País É Este?", a Legião já mostrava seu potencial, mas a divisão de royalties ainda era uma questão. Davidson explicou que, ao gravar os dois primeiros álbuns, a banda havia cumprido os 36 meses estipulados em contrato com a gravadora. "Como eles preencheram os 36 meses previstos gravando esses dois discos, houve uma renovação automática do contrato."
Com a ascensão da Legião, surgiram novos desafios. "Aí surgiram os advogados, o empresário e uma discussão sobre um contrato de royalties pequeno e adiantamento", disse Davidson. A pressão estava clara: a Legião já havia se estabelecido como uma banda lucrativa, e as expectativas em torno dos novos contratos eram altas.
Foi nesse cenário que Davidson solicitou um aumento nos royalties de 7% para 10% para o segundo disco. "Isso representou um aumento de quase 50%", afirmou. A negociação, no entanto, não foi simples. Davidson lembrou que a situação gerou um impasse, pois as partes ainda não estavam alinhadas quanto ao futuro da banda.
"Ao final, concluímos que, gravando esse terceiro álbum, eles estariam livres para negociarmos novos projetos", revelou. Assim, a Legião Urbana entrou em estúdio para produzir o que se tornaria um dos discos mais importantes de sua carreira, "Que País É Este", em um processo descrito como de "entrega rápida".
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