Ex-técnico de bateria do Sepultura - "Mesmo eu estando pronto, buscaram outra pessoa lá fora"
Por João Renato Alves
Postado em 23 de janeiro de 2025
Bruno Santin é um baterista conhecido na cena underground nacional por uma série de trabalhos. Ele tocou com bandas como Endrah, Lockdown (projeto criado por João Gordo durante a pandemia), Cardiac e Oitão. Também chegou a ser anunciado pelo Project46, mas renunciou à vaga após a mãe ser diagnosticada com câncer.
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No início de 2022, foi convidado a trabalhar como técnico de bateria para Eloy Casagrande, no Sepultura. A ideia era de que Bruno ficasse como stand by caso o titular não conseguisse realizar algum show, já que havia passado por cirurgia após quebrar a perna. Em uma série de stories no Instagram, repercutidas pela jornalista Maria Eloisa Barbosa para o site de Igor Miranda, o músico escreveu:
"Comecei como drum tech lá [no Sepultura], a convite do Eloy para ser seu reserva, quando ele tinha operado a perna quebrada, na tour que eles fariam após a sua recuperação de sua cirurgia. Tive que tirar o setlist dos shows e tudo mais! No fim, ele conseguiu fazer os shows sem maiores problemas e eu não precisei tocar, mas continuei como drum tech."
Quando Eloy saiu para se juntar ao Slipknot, Santin imaginou que pudesse ser considerado para a vaga. Afinal de contas, já estava familiarizado com todos os aspectos das apresentações. No entanto, não foi o que aconteceu.
"Após a saída do Eloy, como várias pessoas já me perguntaram, ninguém falou comigo, fiquei sabendo só quando tinham um substituto. Mesmo eu estando pronto, sabendo todas as músicas do show, todas as passagens, as falas entre as músicas, as brincadeiras entre as músicas e tudo mais, buscaram outra pessoa lá fora. Afinal, eu não sou famoso. Sou apenas um caipira do interior. Mas eu teria custado muito menos."
Na sessão de comentários de outra postagem, conforme repercutido pelo Sepultura Community e RockBizz, Bruno deixou claro sentir que foi visto como uma "ameaça" por ser "bom demais", em um recado que parece ter como alvo o atual titular das baquetas na banda, o americano Greyson Nekrutman.
"Não teve treta nenhuma, ele simplesmente pediu para os empresários me dispensarem. Sequer teve a hombridade de falar comigo. Mesmo após toda a ajuda que eu dei além das minhas obrigações. Mesmo sabendo a situação que minha mãe está passando, com um grave câncer, mesmo sabendo que eu e minha esposa somos um dos poucos suportes que ela tem, mesmo conhecendo minha família pessoalmente e mesmo depois de toda ajuda e suporte que eu dei para que ele pudesse entregar o melhor lá no começo. Simplesmente me descartou sem mais nem menos […]. Quando você não é mais útil, é dispensável. Meu erro foi ser bom o suficiente no meu próprio instrumento a ponto de acharem que eu era uma ‘ameaça’. Resumindo, provavelmente todos os comentários de ‘você deveria estar lá’ me fizeram ser demitido. Segue o baile…"

O Sepultura segue na estrada com a turnê "Celebrating Life Through Death", que marca sua despedida dos palcos. A ideia é que os shows se estendam até o ano que vem. Paralelamente, um álbum ao vivo celebrando 40 anos está sendo compilado. A ideia é incluir material inédito como bônus para o material.
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