Andreas Kisser deixou de ir à Disney com sua família por conta do álcool
Por Mateus Ribeiro
Postado em 10 de fevereiro de 2025
Andreas Kisser, guitarrista e líder do Sepultura, participou de episódio do podcast Corredor 5 que foi ao ar no último dia 4 de fevereiro. O veterano músico, que deixou de consumir álcool em 2020, falou a respeito de sua sobriedade na parte final do bate-papo, conduzido por Clemente Magalhães.
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Inicialmente, Andreas citou que sua vida ficou melhor depois que deixou o álcool de lado. Ele também apontou o que as bebidas trazem de ruim.
"Foi a melhor coisa que eu fiz pra minha vida, tirar o álcool da minha vida. Foi sensacional. Só melhorou, tudo, tudo. Sensação, corpo. Comecei a fazer exercícios, perdi peso, economizo uma grana absurda, porque álcool é caro (...).
Além de brigar com a família, de ficar discutindo, ficar falando a mesma coisa três horas, se repetindo. Ressaca, não ter vontade de trabalhar, de levantar da cama. E as pessoas estimulam, acham que é bom, acham que é diversão beber. Não é diversão beber."
Adiante, o guitarrista citou o episódio que o fez parar de beber e deu uma dimensão de como era sua relação com o álcool. O guitarrista comentou que a ausência de bebidas fez com que ele não fosse para a Disney com sua família.
"Quando eu decidi parar, foi da noite pro dia, porque caiu uma ficha. Foi depois de uma briga que eu tive dentro da família, num churrasco na casa do meu cunhado. Saí ‘soltando os cachorros’, tomando uísque, daquele jeito. E falei coisas absurdas, pra machucar as pessoas, enfim, foi feio o negócio.
Eu voltei pra casa a pé, sozinho, porque cada um foi pra um lado. Voltei pra casa sozinho, e ali eu chamo meu ‘Caminho de Santiago’. Eu tava tão louco, mas ao mesmo tempo tão sóbrio… Eu nunca tive uma conversa tão sóbria comigo mesmo. Eu comecei a lembrar das coisas, falar. Comecei a falar: ‘Mano, você é um imbecil. Teve uma vez que você não foi à Disney com a sua família porque não tinha álcool na Disney’. Eu não fui. As pessoas que eu mais amo na minha vida, eu deixei de lado por causa da p*rra do álcool.
Eu entrava no aeroporto e ia no bar tomar uma, pra esperar o avião. Entrava no avião, pedia álcool. Chegava no hotel, álcool no bar do hotel, day off, quando não tem show, passava o dia em bar, tomando, bebendo. E era coisa normal nossa, do rock and roll. Chega no camarim, uma garrafa de Jack Daniels por dia. Vinho, vodca, cerveja, o que você quiser. Então, você se acostuma com isso. Se acostuma a passar mal, se acostuma com ressaca, se acostuma a ficar de mau humor. Se acostuma com isso, você acha que é normal, que o legal é ser isso. E aí, você tá com ressaca, começa a beber mais cedo pra matar a ressaca, e você entra num ciclo vicioso, Aí tá o vício. E o corpo vai sofrendo, você vai ficando velho, tô com 56 anos, eu não tenho mais 21 anos (...). Enfim, parei de beber e só melhorei em todos os aspectos, intelectual, físico, emocional, tudo."
A entrevista completa pode ser vista no player abaixo. O guitarrista narra o episódio transcrito nesta nota por volta de 1 hora e 26 minutos do vídeo.
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